Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
Ah, como é que eu faço pra lidar
Com esse teu jeito de amar
Não dá pra bem entender, mas eu gosto de você
Quando a gente se junta, esquenta
Eu troco minha paz por um beijo seu. Eu troco meu destino pra viver o seu. Eu troco minha cama pra dormir na sua. Eu troco mil estrelas pra te dar a lua. E tudo que você quiser. E se você quiser, te dou meu sobrenome. Tem gente que tem cheiro de rosa, de avelã. Tem o perfume doce de toda manhã. Você tem tudo, você tem muito. Muito mais que um dia eu sonhei pra mim. Tem a pureza de um anjo querubim. Eu trocaria tudo, pra te ter aqui.
Ando na fase dos nãos. Talvez eu não quisesse passar por isso, mas ainda não encontrei um atalho, um desvio qualquer que fosse, desse tal destino que nos é entregado sem qualquer opção de escolha. Odeio o destino, odeio não ter controle, odeio não poder escolher os dias sem compromisso, os encontros que poderiam esperar pelo momento certo. Acredito que Deus tenha feito um ótimo trabalho com o mundo, mas e eu? E o mundo com milhões de “eus” e “outros” que carrego dentro do corpo? E os dias em que chove e meu pneu fura a mais de 50km de casa? E os domingos tão pacatos em que não saio e nem ao menos consigo escrever? E os compromissos em que me atraso porque não consegui decidir por uma roupa? Eu penso sobre inúmeras coisas. Penso se da mesma forma que eu olho o céu procurando Deus, será que alguma vez Ele olhou para baixo me procurando? Será que Deus orou para seu Deus por mim? Que fé Deus tem em nós? Por que essa dolorosa fase dos nãos? Do meu não-sentir, não-pedir, não-ir, não-falar, não-acreditar, não-seguir, não-responder, não-suplicar. Não arrisco, porque eu não tenho mais nenhuma crença. Não duvido, porque até o perigoso pensar das dúvidas me incomoda. Não olhar, não retribuir um olhar que me fita com alguma esperança. Não ser recíproca, porque eu tenho tão pouca coisa para dar, para partilhar, embora que o outro tenha tanta miséria também, mas ter um monte de nãos na boca, nos gestos, no falar, não é ainda mais miserável do que qualquer outra coisa? Não ir, não estar pronta para os novos amores e amigos. Não cogitar uma mudança. Não dar a possibilidade de chegarem muito perto. Não dormir, ter medo do escuro. Não acordar, ter receio da luz que pode mostrar as marcas da minha face. Não responder, dizer uma besteira que me faça ainda menor, ainda mais negativa. Não mexer, não limpar, não se desfazer das cinzas que transbordam o cinzeiro, da poeira que se agarra com as unhas nos quadros da sala, da maresia que deixa o vidro da janela encoberto, das frutas que amanhecem por dias seguidos sobre a bacia na mesa, das manchas de café na camisola ou no chão do escritório. Não dizer não ao não. Me acomodar a essa vontade do não mudar, do não orar por qualquer salvação.
quando eu olho pra tua vida, os teus caminhos, os testemunhos, as palavras, as lágrimas, a traição, a humilhação, a dor, a cruz, a morte.. tudo isso; e eu pergunto: porque? por mim? por eles? por todos? como? como pode alguéem ter tudo, e ainda assim, escolher dar, se dar.. por quem não quer receber? e quando eu olho pra mim, assim tão errada. e quantas vezes eu não te quis, quantas vezes eu te troquei por coisas tão poucas; por momentos sem valor, quantas vezes eu dei as costas pra ti, pra fazer minha vontade. E todas essas vzes eu quebrei a cara e quis voltar. E você? me aceitou, de braços abertos, me desculpou, me amou, me limpou e esqueceu tudo que eu fiz. me deu chances e mais chances. e eu me pergunto: porque o Senhor me quer tanto assim? por mim? por quem eu sou? eu num sou NADA, num sou NINGUEM, num posso nada, num tenho nada. E tu és perfeito, tem tudo e pode tudo. e eu não entendo, porque o Senhor não desiste de mim, o Senhor não abri mão de mim, não dxa eu me perder. e só há uma resposta pra isso: AMOR. não vou fazer mais juras e juras, qe eu acabo quebrando mais na frente. agora eu só quero viver pra ti, te querer como tu me quer. te amar como tu me ama. viver cada segundo pra tua vontade. realizar teus sonhos, e isso pra mim não é sacrificio, é honra. tu quer ser meu Deus? pois eis-me aqui, quero ser tua. tu quer me amar? pois eis-me aqui, quero viver teu amor. quer me usar? pois eis-me aqui, sou teu instrumento. Vem.. eu clamo, veeeeeeem.. é tudo teu agora, minha vida é tua; recebe em teu altar, num é nada.. mas tu quer tanto né? \o/ te amo Papai.
Eu sinto um vazio, às vezes.
Tinha dias que eu sentia que ele estava preenchido,
tinha tempos que pensava que poderia ser mais contente.
Me remoia tentando largar aquele osso, duro de roer, mas era o único que me valia.
Hoje eu sinto um buraco enorme em mim.
Um buraco negro que absorve todos os sentidos e o meu sentir.
Tudo se encaminha pra esse buraco, o universo nunca conspira ao meu favor.
E como ele absorve tudo numa fração de segundos nunca me dá tempo pra respirar novos ares, e o que eu respiro é a tensão sufocante que paira entre o eu de antes, o eu de agora, e o eu de depois. Fico quebrada. Em frangalhos.
E eu fico essa pessoa totalmente retardada, buscando, procurando, fuçando em partículas de um eu-inteiro o que pode me ser útil, pode até ser uma peneira, pode até ser um coador, contando que tente tapar o buraco que tem em mim.
Às vezes. Sometimes.
Teve dias, hoje espero por eles, como disse anteriormente, porque amanhã tem sol.
Quando me disseram que eu podia apagar tudo que eu tinha escrito, acho que pensei que eu podia fazer o mesmo com as coisas que eu tinha feito.
Eu me repito porque não sei ser outra coisa, eu me desgasto porque só sei ser muito. Não sei diversificar e não sei falar de outra forma, só conheço meu próprio modo. E, se me perguntar, não, não estou insatisfeita.
Como dizer eu te amo? Se estamos separados.
Como dizer que te amei? Se ainda te amo.
Como vou te esquecer? Se viver sem você é quase impossível.
Volta para mim, por favor!!!
Até hoje, vou te contar, eu penso na mensagem que você nunca mandou, nas coisas que você nunca me disse. Ainda espero, em silêncio e relutante. Lembro da gente nas músicas que você nunca me dedicou. Sinto saudade de você, que nunca foi meu. Do nós, que sempre foi eu. Saudade da coisa mais linda que já me aconteceu, mas que na verdade, nem chegou a existir. A loucura mais sensata da minha vida, ou a sensatez mais louca, quem sabe? Amei muito e de verdade, não nego. Ele ou uma idealização, não posso distinguir ao certo, mas era amor e isso não é contestável. E hoje eu me pergunto, com a minha vida seguindo tão bem e a ausência despercebida num canto, se ainda amo. Nada mudou, além de mim, e tudo parece tão diferente, tão distante, tão fora de mim e dessa vez, acredite quem quiser, por repulsa minha. Mas creio que seja um quase ou pós amor, muito carinho, alguma coisa menor e bonita assim. Porque, seja lá o que ainda resta, é quieto e não grita mais nos meus silêncios, nos meus ouvidos. Não me tira o sono, não me tira o juízo, a paz. Não é espaçoso, muito pelo contrário, compacto. Dizem que o amor é assim, calmo, sereno, brisa. Mas eu não acredito nesse amor que não invade, não vira do avesso, não desarruma. Não consigo imaginar o amor batendo na porta, comportado no sofá. Esperando você oferecer um copo d’água, café, bolo. Com licença, por favor, muito obrigada. Não o meu amor, não comigo. Meu amor pula a janela, põe os pés no sofá e pede mais uma almofada. Reclama que tá com fome e abre a geladeira pra ver o que tem de bom. Rouba o controle, muda o canal, faz bagunça. Meu amor é tempestade, terremoto, erupção. Brisa, comigo, só o fim, só sem mim. Sereno, deixo claro, só meu adeus.
Eu sou tudo aquilo que me convém. Nunca serei o mesmo, mudo a todo momento.
Pensamentos solidos é uma virtude que não tenho. Do que me adianta pensar sempre da mesma forma, se a vida muda de forma a toda hora?
Adapte-se a tudo. Mudo com tudo. Seja muitos seres em um só ser.
O que tu pensa agora, muda logo ali. Não seja estúpido ao ponto de querer seguir a risca seus pensamentos.
Se quiser, mude, questione, EVOLUA. Seja o que quiser, quando quiser e onde quiser.
Nada te impede de ser essa metamorfose ambulante.
Vou te guardar na memória com carinho... e... bom... durante algum tempo eu vou me permitir pensar que você vai voltar pra gente retomar de onde parou... mas só por alguns dias... depois disso... só memória...
Parte de mim
Não importa aonde eu esteja, lembrarei de vc.
não importa o que eu faça, tudo me fará lembrar vc.
vc já é parte de mim, se eu te esquecer não saberei mais quem sou, minha vida perderá o sentido.
Eu sou o que me pede o coração, a alma, a mente.
Eu sou o que me pede o corpo, a pele.
Eu sou o que me pedir porque me mudo a cada instante,
me transformo a cada segundo para ser o que quer de mim !
Eu vi a inveja comprar o homem
Pro homem comprar algo inútil
Chega ser cômico e lógico
Vê que cê pode ser o próximo
Números de um código
Me diz, porque o ser humano é tão tóxico?
A solidão me fez poeta.
Ou então eu penso ser.
Escrevo coisas bonitas.
Que não consigo dizer.
Coisas belas que na mente.
Ficam guardadas, contidas.
Que só com a mulher que amo.
Elas serão divididas.
Ah!
Você chegou
Tomou posse do meu coração
De todo o meu eu
Pensante...Vazante...
Irreal...Virtual
Vem...
Desvenda meus segredos
Faz meu amor um carinho...
Me toque devagarzinho
Do jeito que sabe me amar
Mas não opõe resistência
E deixa-me te abraçar!
Igual ao mar quando
Abraça a areia
Levando e trazendo
A espuma de sal
O sal do desejo
Com seu sabor
Seu cheiro de amor!
Do ir e vir
Tal qual o mar
Abraçando a areia
Beijando-a com amor
Assim como eu a ti
Vem meu amor!
Traz para mim os teus braços
Vem amor...
Tal qual o mar abraçando a areia...
No vai e vem do meu
Amor...
