Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
Eu estava ali... sentado.
Rodeado de vozes, de risos, de gente viva.
Mas eu não estava.
A sala ao meu redor começou a desaparecer — não de verdade, mas da minha percepção.
Como se tudo estivesse se afastando de mim… ou talvez eu estivesse afundando neles.
Um mar. Um mar feito de ideias, memórias, dúvidas e ansiedades.
Eu me afogava, devagar, e ninguém via.
Cada pensamento pesava toneladas.
E, de repente… uma dor.
Aguda. Crua. Rasgando meu crânio como um raio atravessando a alma.
Foi como se Deus tivesse acendido uma lanterna dentro da minha mente só pra mostrar tudo que eu escondia.
Medos, fracassos, rejeições, inseguranças…
Eu vi tudo. Tudo de uma vez.
A dor não era só física. Era cósmica.
Como se meu corpo quisesse me expulsar de dentro dele.
Meus músculos começaram a se encolher.
Meus ossos se curvavam, as extremidades sumiam.
Primeiro os dedos, depois os braços, as pernas…
Era como se o universo estivesse me dobrando em mim mesmo.
Me reduzindo…
Até eu virar só um ponto.
Um pingo de i.
Flutuando no ar.
Um buraco negro.
Escuro. Silencioso.
Sem matéria. Sem mim.
Eles me viram.
Meus amigos. Meus colegas. Meus cúmplices de vida.
Viram meu corpo desaparecer, mas não entenderam que o que sumiu primeiro foi a minha paz.
E agora…
Eles não falam nada.
Mas eu vejo. Eu sinto.
O buraco negro não está parado.
Ele cresce. Ele pulsa.
Ele puxa as conversas pro vazio, suga os risos, apaga a leveza.
Como se a minha dor — aquela que eu tentei carregar sozinho — agora estivesse em cada canto da sala.
Eu fui embora.
Mas minha ausência ficou.
Mais pesada que minha presença.
Eles não sabem, mas já estão sendo engolidos também.
Porque a dor, quando não explode, implode.
E quando implode… contamina.
Se você estiver me ouvindo agora…
Não espere virar um ponto.
Não espere o silêncio ser mais alto que a sua voz.
Fala. Grita.
Pede ajuda antes que o mundo perca você.
Porque um buraco negro nasce pequeno…
Mas pode engolir tudo.
Eles me veem e, num instante, seus olhos mudam, frustrados ao perceber que erraram sobre quem eu sou.
Eu olho pra casa e ela está vazia...
No corredor vejo uma "mini-me" com os cabelos longos, olhar carinhoso, com seus primeiros botões aparecendo e ela "tendo" eu como sua melhor amiga
Imagino no quarto barulho de vídeo game
Na sala a tv e risos contantes
E eu aqui onde estou pensaria no que o passado daria se a chance eu tivesse cedido
E do contrário estou eu sentada na cadeira da cozinha observando a casa vazia com o fracasso da minha escolha sem ser a escolhida
Eu acúmulo boas memórias, os objetos se perdem com o tempo, mas o que construo de positivo ao lado das pessoas que amo se eterniza nas novas gerações.
Mantra da realização
"Eu sou aquilo que desejo ser.
A realidade externa se curva à minha concepção interna.
Eu ignoro as aparências temporárias e assumo a certeza da realização.
Minha confiança é inabalável, pois o infinito age através de mim.
O mundo é reflexo da minha consciência, e eu escolho conscientemente a prosperidade, a felicidade e a realização.
Tudo que desejo já é meu agora."
Aqueles que reconhecem seus erros aprendem a dizer “eu errei”. Isso não diminui ninguém; pelo contrário, demonstra maturidade e inteligência.
COMPROMISSO
Eu sei, Senhor,
Que minha vida
Será curta ou longa
De acordo com a tua vontade.
Mas como deixei de realizar
Uma porção de coisas,
Eu te peço que me segures
Um pouco mais por aqui.
Quando eu subir,
Pagarei com juros e correção
O tempo excedente
Que me concederes.
Amizade
Uma vez, alguém me disse que eu não poderia ser amiga de A ou B porque mal os conhecia, que amizade exigia tempo para construir confiança. Mas, será mesmo que o tempo é o único critério para definir a profundidade de uma conexão? Eu acredito que não.
A verdadeira amizade nasce na afinidade, naquele instante em que duas almas se reconhecem, mesmo sem nunca terem se visto antes. Às vezes, tudo o que precisamos é de uma conversa para sentir que encontramos alguém que nos entende sem precisar de explicações. O tempo pode fortalecer laços, mas não é ele quem determina sua essência. Há relações que duram anos sem nunca se aprofundarem, enquanto outras, em poucos dias, se tornam refúgios seguros.
O que realmente constrói uma amizade é o cuidado espontâneo, o afeto sincero, o respeito que não precisa ser cobrado, o carinho que se sente até no silêncio. Não é sobre estar juntos o tempo todo, mas sobre estar presente de verdade quando se está. É sobre querer a companhia do outro não por conveniência, mas por conexão genuína.
E quando isso acontece, não há máscaras, não há barreiras. A pessoa se senta ao seu lado sem precisar se armar, sem medo de expor suas fragilidades, seus sonhos, seus receios. Ela confia em você como se sempre tivesse feito parte da sua vida. E, por mais incrível que pareça, isso não leva tempo para acontecer. No meu caso, bastou uma semana para perceber que já éramo … muito mais do que conhecidos, muito mais do que meros companheiros de momentos. Éramos almas que, por alguma razão inexplicável, se encontraram e se escolheram. Sem precisar de provas, sem precisar de justificativas, apenas sentindo que ali, na presença um do outro, havia um lugar seguro.
A amizade verdadeira não precisa de décadas para ser real, porque ela não se mede em anos, mas sim na intensidade dos gestos, na verdade das palavras e no conforto do silêncio compartilhado. Há quem passe a vida inteira cercado de pessoas e nunca experimente esse tipo de conexão. Mas, quando ela acontece, não importa se foi em uma semana, em um dia ou em uma hora. O que importa é que aconteceu.
E assim, sem perceber, nos tornamos parte um do outro. Rimos até a barriga doer, choramos sem precisar esconder as lágrimas, dividimos angústias e conquistas, nos apoiamos sem questionar. Em pouco tempo, construímos algo que muitos não constroem em uma vida inteira: uma amizade que não pede explicações, que não exige perfeição, mas que se fortalece na verdade e na entrega.
Então, não, a amizade não é uma questão de tempo. É uma questão de conexão, de entrega, de sentir-se em casa no coração do outro. E isso, quando acontece, é para sempre.
Uma vez, eu fui feliz
Uma vez, eu soube o que era amar
Uma vez, eu tive esperança
Uma vez, eu fui verdadeiro
Uma vez, eu fui EU.
Oh Deus! Deus meu! Eu te peço que me ajudes a ser Santo, verdadeiro, puro diante de teus olhos! Ajuda-me a te obedecer sempre! A fazer a tua vontade e não a dos homens! Nem tão pouco a andar num espírito religioso, como muitos andam! Liberta-me da religião dos homens, da mentira dos homens! Amém! AMÉM! EM NOME DE TEU FILHO JESUS CRISTO, O SENHOR!
Eu Sou
Não me ensinaram! Há várias passagens que mostram que Jesus Cristo é Deus e é o" eu Sou"! No evangelho de João diz, que o Pai é Deus, o filho É Deus e o Consolador é Deus. Isto é a trindade! Volto a dizer ninguém me ensinou! Ou melhor, o filho me ensinou. Nos evangelhos, em João 1; Em todo o Apocalipse Jesus é o primeiro e o último; o princípio e o fim; O Alfa e o Omega. Do mesmo modo o Pai é tudo isto; o Espírito Santo é os sete espíritos de Deus. Enfim em Mateus no último capítulo; em 2 Coríntios no último capítulo, a trindade. Jesus diz "Eu sou" o pão da vida; ”Eu sou" a luz do mundo. Quem me ensinou isto, foi o próprio Jesus Cristo.
Eu era uma simples semente, vi a luz e na terra pisei em choro
Fui empurrada cada dia, seguindo o fluxo natural obrigatório dele, o tempo
Confusa com um vento que sussurrava vozes para lá e para cá como um coro
Estava com minhas raízes fincadas esperando crescer, tudo parecia lento
Vendavais e mais vendavais terríveis
Fui obrigada a cavar minhas raízes mais fundo
Escorriam gotas, enquanto perdia minhas folhas mais sensíveis
A luz daquela rosa laranja, que ilumina outro canto do mundo
Vinha com outra estação, onde me nascia um novo cuidado
Então, olhando para aquilo que chamam de céu, aquela coisa misteriosa
Pensei, talvez esse azul é um gramado
Árvore curiosa
Um dia neste pedacinho de terra, deixarei de existir
Entre dores
Deixarei belas flores
Deixar eu ser o fogo que te aquece
O frio que te arrepiar me deixar ser o vinho que te embriaga.
E deixar ter alucinações ofegantes de amor .
Me deixar ser o prazer que lhe sasciar no momento mais único de uma noite fria.
Queria ser o lençol que te abracca na madrugada
Queria ser o batom toca suave mente seus lábios.
Queria ser tudo isso . E muito mais além disso pena que no presente momento não passo de um inusitado amante do amanhã que sonha acordado sem poder realizar .
Oração de um pai que não crê
Eu não acredito em Deus.
Não consigo. Não vejo necessidade, nem presença.
O mundo, pra mim, se explica por outros caminhos — razão, ciência, acaso talvez.
Mas mesmo sem fé, todas as noites, me ajoelho ao lado da cama dos meus filhos e oro.
Não oro por mim.
Não peço nada pra mim.
Minha oração é por eles.
É por amor — só amor.
Porque quando estou com eles, abraçado, sentindo o calor pequeno e infinito desses corpos que nasceram de mim e que hoje são meu mundo, eu percebo uma coisa estranha:
Não acredito em Deus, mas desejo que Ele exista…
Nem que seja só pra cuidar deles.
É contraditório? Talvez.
Mas o amor de um pai não precisa ser lógico.
Ele é visceral, instintivo, manso e feroz ao mesmo tempo.
E então eu falo com Deus.
Falo mesmo não crendo.
Peço: cuida deles.
Peço: livra-os do mal.
Peço: que eles cresçam fortes, felizes, bons.
Agradeço também — por cada risada, por cada abraço, por esse instante sagrado que é vê-los dormindo em paz.
Não faço isso escondido.
Não é um ritual meu.
Faço com eles, por eles.
Eles acreditam, a mãe deles também.
E eu não quero roubar deles esse mundo invisível que tantas vezes conforta.
Não oro por fé.
Oro por amor.
E talvez, só talvez, esse amor que sinto seja a coisa mais próxima de Deus que eu jamais vou tocar.
