Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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Amar a dois...

Quando eu era, pensei não ser,
Quando eu tinha não quis saber,
Um dia inteiro pra dizer,
Mas sequer pude entender.

Os olhares misturados,
Tanta coisa pra viver,
Pouco pude observar,
Os detalhes em você.

As palavras eram ocas,
As atitudes corriqueiras,
Não valiam os esforços,
Não tinha tempo pra perder.

O tempo foi passando,
A saudade foi chegando,
A tristeza aumentando,
Já não tinha mais você.

O que menos esperava,
Logo foi acontecer,
Senti falta do teu beijo,
Do teu cheiro, teu querer.

Tentei mentir pro coração,
Dizer que foi uma ilusão,
Mas não sou eu quem manda em mim,
Quem manda em mim é a emoção.

O dia todo a pensar,
À noite inteira a chorar,
Já não podia me ouvir.
Eu então pude entender,

Tarde demais pra perceber,
Que o amor precisa de um casal,
Amar por dois é impossível,
Amar a dois, fundamental.

Inserida por Erwelley

Se eu sofri? Sou um ser humano! Se eu amei? Apenas para quem merece meu amor! Se chutei pedras? Construí o muro que protege minhas emoções contra mediocridade.

Inserida por Erwelley

⁠Por que eu ficaria vermelha e toda boba por causa de um mero beijo?

A Coroa Perfeita (série)
1ª temporada, episódio 4.
Inserida por pensador

Eu sei do invisível aos meus olhos que está em meu coração. Um Segredo meu , um mistério entre o que sou e o que sinto. Talvez eu tenha que levar comigo por muito tempo. Talvez no caminho eu possa saciar-me , talvez minha sede possa também ser sua. Sei que o milagre ta na fé...e é por isso que com o coração agradecido peço a Deus por mim, peço a Deus por você.

Lene Dantas

Inserida por LeneDantas

"Criei um labirinto entre o silêncio e EU. Cada vez que o escuto, fujo em saídas que desconheço, até encontrar um abismo em mim, onde não me encontro."
Lene Dantas.

Inserida por LeneDantas

⁠30/01/2022. Falta mastigar só mais um dia e teremos devorado outro mês. E eu sigo com aquela pesada sensação no estômago da alma. Sei que há muito ainda nesta vida para ingerir, mas enquanto essa má digestão não passa, olho faminto para a próxima refeição, no entanto, permaneço encolhido, sentindo o amargo das golfadas de insegurança que me causam uma náusea existencial.

Inserida por RosalbaSaraiva

Eu quero alguém que me faça feliz
Nem que seja só por um momento
Alguém quem me ame
Diga-me todos os dias que passará o resto da vida ao meu lado
Mesmo que isso não seja inteiramente verdade
Mas que seja a maior verdade dita naquele momento
Eu quero alguém que me complete
Que possa me abraçar e me fazer sentir segura
Queria alguém que possa me contar os seus segredos
Alguém que me fizesse rir e chorar ao mesmo tempo,
Alguém que me fizesse ver o mundo com outros olhos
Aquela pessoa pela qual eu sentiria angustia de saudades todos os dias
Até por um segundo da sua ausência
Eu quero alguém que seja meu por inteiro
Ao menos nos momentos que estiver ao meu lado
Alguém que me fizesse sentir plena felicidade
Alguém que ficasse ao meu lado independente do que acontecesse
Alguém... Alguém... Alguém..
Ah! Alguém, que eu sei que vai chegar.

Inserida por JamileMaiaDaCosta

Hoje eu sou a pessoa que um dia sonhei ser. Para eu chegar nesse ponto, a vida exigiu de mim muita resiliência e pequenos ajustes de rota que ninguém viu.

Inserida por anag_

Vem cá que eu prometo que eu vou te ama um dia desses vamos nos casar

Inserida por Ivan2030

Eu sou viciada na forma que cada pedaço se encaixa um a outro

Inserida por vic_karol

Me reconstruí por você e vi que esse não era mais eu, era um alguém que você queria ter

Inserida por vic_karol

⁠Eu nunca seria um ser humano consciencioso, se não fizesse perguntas a mim próprio antes de responder aos meus semelhantes.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

O CÃO QUE CANTAVA ÓPERA

⁠Eu já tive um cão
Baixinho como eu que o sou
No destino e na pernada,
Que cantava ópera farsada
Sempre que eu dizia ao serão
Versos de dor a uma fada.
A ópera do meu cão, uivava
Numa voz tão pura de fina
Como alguma jamais encontrada
Em cantares de gente canina.
Tinha um não sei quê de magia
Saída pelos foles da garganta,
Sim, porque um cão triste canta
E encanta
No silêncio da noite vazia.
Um dia de sábado pela manhã fria
O meu cão de ópera já não operou...
Estava rígido, teso, na alcofa
Que ele tinha, meu Deus, tão fofa!...
Nem se despediu de mim
O companheiro amado...
Ele acabou o seu fado
E eu, sozinho assim
Não voltarei a dizer poemas
Porque dão azar e penas!

(Carlos De Castro, in Igreja de Argoncilhe, 22-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠BARCO AO PERTO

Quem me dá um barco?
Sim, um barco à vela.

Onde eu possa navegar
Ao perto do longe,
Que muito longe
Eu tenho medo
De navegar.
Eu só navego sem medo,
Nas ondas brandas,
Calmas,
Do teu olhar.

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 01-09-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠DA GRÉCIA HELENA

Um dia, de noite,
Pela madrugada
Afogueada,
De lua cheia,
Eu vou raptar-te,
Ó, minha moça, sereia,
Para amar-te,
No meu castelo de areia.

Contigo, beber o vinho da loucura
Num desejo insano de ternura,
Em cama armada de dossel,
À luz da lua embriagada
Pelo sol, ao vê-la excitada,
Por um cálice de licor de mel.

Um dia, de noite,
Pela madrugada,
Sem se dar conta de nada,
Eu irei raptar-te,
Adorar-te,
Como obra de arte
Roubada,
Ó, minha moça morena,
Da Grécia, Helena,
Minha eterna e doce amada!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 17-02-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠O CRISTO E EU MAIS OUTRO

Só há tempos confirmei
Em êxtase, no cimo de um outeiro,
Que o Cristo nasceu na mesma terra
Que eu, quanto sei,
Se a memória não me erra.
Numa rude manjedoura,
Lá no cimo do "monte do bicho",
Que em pequeno e por capricho,
Lhe construi no presépio de madeira,
Com mãos de artista de primeira,
Em recordação duradoura.
Já homens, eu e ele, ainda sem o outro,
Sentados à sombra dos pinheirais,
Imaginávamos o mundo dos mortais
Sem penas, nem dores e só amores reais...
..................
Depois, vieram algozes e levaram-nos
Sem julgamento, ao suplício final.
Chicotearam-nos,
Ridicularizaram-nos,
E cruxificaram-nos no alto do " monte do bicho"
Também por capricho.
Na pressa de completar o quadro:
Foram então buscar o "Gestas", o mau ladrão.
Deram-me o nome de "Dimas" o ladrão bom.
E ao Cristo, não deram nome, não.
Ele não precisava de graça, pois já nasceu Cristo
E posto isto,
Ele ficou na cruz ao meio.
Eu, Dimas, um dos ladrões, fiquei-lhe à direita
E o Gestas, o bebedolas da aldeia, mais a torto.
Porque ele gostava de morrer,
Dizia
E insistia:
Para ficar vivo, depois de morto!

(Carlos De Castro in Há Um Livro Por Escrever, em 15-03-2023

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Quando um dia destes eu morrer, garanto: não fui eu que pedi.
Alguém, equivocado, precipitou-se.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

MEU MAR MINHA LINHA

⁠Era eu um pequenito
Naquela praia grande
De areal imenso
Do então Espinho extenso.

Eu ficava sozinho
Sentado numa pedra
Mais ao longe
Como que a comandar
A proa do meu barco
Rumo àquela linha do horizonte
Que eu via sempre direitinha
Com aqueles barcos grandes
De cargas de pão, de ouro
E especiarias, nos porões
Das fantasias.

Se calhar alguns petroleiros
Assaltados pelos piratas
Da minha verde imaginação
Que passavam com pachorra,
Na linha, do mar quente de verão.

E eu então imaginava:
Para além daquela linha, ficava
A Beira de Moçambique,
Era aí que o meu pai morava.

Não muito longe, eu via numa tela:
A Caracas do meu tio Vitorino,
Emigrado em Venezuela.

Depois, de barriga vazia
Voltava à areia da praia,
Morna da sorna da tarde
Que se ia com os barcos
E convidava ao sono.

Então, eu cobria-me com o meu manto
De areia
E, entretanto,
Adormecia...

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 30-05-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

CEREJAS

Degustava eu um ramo delas,
Quase assim.
Uma mais vermelhas
Ainda de formas fedelhas
De polpa ruim.

Outras, matizadas de branco,
Amarelado,
E eu sou franco,
Deixei as amarelas de lado.

Algumas, de bordeaux vincado,
Mas só cor
Sem sabor
Adocicado.
Poucas mais encontrei
Doces
Ainda que maduras
Apesar de duras
Como o mel melado.

Ia a meter a última à boca
E parei.
Era mais redondinha que as outras
Mas muito vermelhinha
E tinha
Uma outra cerejinha
Pegada à sua barriguinha
Como uma mãe que acabou
De dar à luz,
E quer mostrar a filhinha
Que reluz.

Tive pena de as comer
E num rebate de consciência,
Com exemplar paciência,
Fui metê-las em terra fresquinha:
A cereja mãe e a filha,
À espera que um dia destes
Irão nascer mais cerejas
Assim,
Por mim.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 05-06-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠NÃO

Não fui eu que me inventei.
Nem projeto,
Nem desenho,
Apenas mais um da grei,
Pelo que sei,
Um ser de certo dialeto
E, já agora, convenho:
Simples, fiel, muito reto.

Fui na pobreza criado
E nunca algoz de ninguém
E muito menos bastardo,
Quer de pai ou de uma mãe.

Sou apenas o resultado
De um amor de vida a dois.
Com a minha voz se canta o fado,
Com a minha vara eu toco os bois.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-11-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro