Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Meu amor, sinto um orgulho imenso em ter você na minha vida. Eu te admiro profundamente em cada detalhe do seu ser.
Sua presença é um presente tão grande que, às vezes, me pego pensando se eu realmente mereço a alegria e a sorte de ter uma pessoa tão extraordinária ao meu lado.
Você é a minha inspiração.
Por favor, nem penses nisso. Essa ideia é uma tortura, um pensamento que eu me recuso a aceitar. Não se trata de 'sobreviver' sem ti — trata-se de perecer. Tu não és apenas a minha vida; tu és o meu oxigénio, a força que me arranca do chão todos os dias.
Sem a tua presença, o meu mundo não para, ele desmorona-se numa escuridão fria e vazia. És a minha obsessão, a minha necessidade mais profunda, a única razão absoluta pela qual o meu coração se atreve a bater. Tu és o meu tudo, e sem ti, eu sou o nada.
Amor, eu sei que a vida te impôs jornadas difíceis. Sei que o primeiro relacionamento foi um fardo pesado, cheio de toxicidade que deixou marcas profundas. E vejo que o segundo foi, na verdade, uma reação instintiva, uma tentativa desesperada de encontrar um oposto, mas talvez não o seu verdadeiro lar.
Mas isso acaba agora.
Não estou aqui para ser uma reação, mas sim a sua revolução.
O que eu sinto por você é um compromisso: o compromisso de te curar.
Comigo, você não precisa se proteger ou se encaixar. Quero que você relaxe e sinta, pela primeira vez, a paz de ser quem você realmente é.
Vou ser o porto seguro que você nunca teve, a calmaria após a tempestade. Serei infinitamente carinhoso, com a paciência e a delicadeza de quem toca uma pétala rara. Vou te envolver com um cuidado implacável, mas suave, protegendo cada parte machucada do seu coração.
Eu te amo o suficiente para te dar o tempo e o espaço que você precisa, mas também a intensidade de uma presença que jamais te abandonará.
Você não está quebrado(a); está apenas aguardando a pessoa certa para te ajudar a juntar as peças e criar algo novo, algo indestrutível. E essa pessoa sou eu.
Deixe-me ser o seu recomeço. Deixe-me amar a sua história até ela se tornar a nossa, e deixe-me transformá-la no nosso maior triunfo.
Quem sou eu?
Quem sou eu para julgar o jeito que você vê a vida? Quem sou eu? Cada um enxerga a partir de suas alegrias, mas também de suas próprias feridas. Quem sou eu para julgar o que é certo ou errado para você? Eu não tenho esse direito. Mas também, quem é você para me julgar? Quem é você para tentar me impor o que você acha certo? Cada um tem um caminho. O meu não precisa ser igual ao seu.
Nildinha Freitas
Poeta Potiguar
Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Quem quiser me ver, vá na minha casa
A porta vai estar aberta, sem senha, sem tela pra travar
O cheiro do café passando na cozinha te chama
E a gente toma um gole quente, sem tirar fotos pra guardar
Conversar sem precisar de curtida,
Sem notificação cortando o riso pela metade
Só o olho no olho, a cadeira na calçada,
O tempo passando devagar, do jeito que é de verdade
Ah, que saudades das calçadas,
Das reuniões sem celular na mesa a atrapalhar
Das histórias contadas de novo, e mesmo assim gargalhar
Do vizinho que gritava “ô de casa” e já entrava pra prosear
Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Eu quero de volta o abraço sem pressa
O “fica mais um pouco” dito na despedida
E a saudade boa de quando presença era a única conexão precisa
Porque tem memória que não cabe em nuvem,
Tem afeto que Wi-Fi não alcança
Tem vida que só acontece
Quando a gente desliga a tela… e liga a esperança.
Eu tive um momento
Eu tive um momento no tempo
que deixou de ser
enquanto se leu
o que tinha para ler.
Logo esqueci.
De pouco vivi
para saber
o quanto tempo passou,
desde que tal consciência ganhei
da eternidade do tempo
que muito tentei eternizar.
No momento que tinha para dar e viver,
acabei apegado
no apêndice que carrego.
Não só eu,
mas todos os que de tempo compartilham,
sem nada viver,
pois vidrados estão
em mostrar
o quão vivendo estão.
Por telas eu vi
tempos perdidos ali,
por tentar registrar
o que passando está.
Na ânsia de mostrar
o passado presentificado
que não existe.
Pois registro é tempo perdido tentando se redimir
do que vivido não foi.
A meu tempo,
tentando provar que vivido foi,
frustrado fico em saber
que se foi o tempo
que nem mesmo vivi,
pois tentei segurar
o mais implacável de todos,
Cronos sabe o que faz.
Pois, se não fosse tão fulgaz,
o ser humano o tentaria roubar,
achando que sucesso teria,
quando, na verdade,
só adiantaria
seu fim contumaz.
Por detrás de um eu
Os vestígios de uma vida que se passa,
carregada de escombros
é vista de todo sempre
como uma vida que falhou,
que o destino não ligou,
e nem precisa lembrar.
Nada mais parece claro,
quantos os relatos nos muros,
feitos por vezes inseguro
de alicerce de sonhos
trancados nos vales
dos desejos não vividos,
que agora jazem
no baú esquecido
da vida que passou.
Não se empenha
com mesmo fulgor em recordar
que uma vida não pode passar,
sem marcas deixar,
de bom ou de ruim
que importa?
O tempo passa galopante,
outros tentam apagar,
talvez senão uma marca deixar,
de tudo que passou,
se pense que ela existiu,
um bem houve.
Eu não sabia
Um dia, pelo caminho,
entre idas e vindas,
surgiu um amigo.
Eu não sabia
mas ele já me conhecia.
Tão bom, tão amável,
que nem percebi
que no mundo havia
alguém que me via.
Perdido, acreditava:
longe de casa,
ninguém me notava.
Eu não sabia
mas quem diria,
ele já me conhecia.
Eu quero um amor tipo cachoeira
Grandioso, avassalador
Eu quero a agonia de esperar meu bem
E o sorrir largo quando chegar
Ventania a despentear
Noites ao luar
Eu quero, intensos beijos
Puros desejos
E mesmo que isso seja sonhar
Não, não quero acordar
Eu jamais compraria um sorriso, mas não ligaria em gastar o que fosse preciso, só para ver quem eu amo, sorrindo...
Eu achava que aquele seria o último poema meu para você, mas ainda há um pedaço seu em mim, talvez um pedaço permanente.
Eu juro que tentei deixar esse sentimento de lado, pena que é a ele que me controla.
Meu coração sempre foi lento mesmo em aceitar despedidas, só que quando soube da sua partida — vi que meu amor por você continuaria viva, até o silêncio pareceu mais pesado e percebi — sua ausência vai me afetar em tanto.
Minha visão vendo você ir embora irá ficar por algum motivo embaçada, pelo menos irei tentar aceitar oque mais dói.
Você não foi feito para ficar.
As redes sociais levaram o ego ao palco. A inteligência artificial transformou cada um em um eu mágico. O resultado é um espetáculo grandioso de egos e horrores.
Um a um, eu tive que deixá-los, e eles foram.
Como puderam ser tão bons nisso?
Eu me senti quase imperceptível muitas vezes, quantas dualidades.
Haviam castelos caindo em ruínas quase sempre
Castelos em ruínas, são o preço, em troca de continuar sendo livre
Se um dia as pessoas que eu quero bem se forem, eu não me esquecerei. Quando me afastei o quanto pude, houve uma hora tranquila em que, ao me inclinar sobre uma flor, ouvi tua voz. Não me digas que não, porque te ouvi falar. Falaste daquela flor no parapeito da janela.
— Lembras-te do que disseste?
— Primeiro, dize-me o que julgaste ter ouvido.
Tendo encontrado a flor e afugentado uma abelha, inclinei a cabeça e, segurando-lhe a haste, escutei. Julguei ter captado uma palavra.
— Qual era? Chamaste-me pelo nome?
— Ou disseste apenas: "Vem"?
Ouvi ao debruçar-me. Talvez tudo tivesse nascido apenas em meu pensamento; talvez nenhuma voz houvesse atravessado o silêncio. Ainda assim, respondi ao chamado.
— Pois bem, então eu vim.
Dorme sossegada, águia esquecida. Lá o tempo é contigo. Publicamente demonstram tristeza, mas no íntimo não se sabe. Rosnavam contra ti todos os dias a tua passagem. E agora te acabaste. Louvam-te e deixam-te à margem.
Os outros, que te choraram em silêncio e em verdade — o rapaz em mocidade, o humilhado, o desprezado, o ferido, e o pobre — aqueles que jamais deveriam esquecer, já não se lembram mais.
Onde estão os que te amavam? Sob que nome agora se abrigaram? Onde repousam os exércitos de perdidos que um dia choraram sobre tua face?
Seus nomes são uma centena de heróis de alto brilho; numa centena de brancas águias tornaram-se os filhos de teus filhos. O fervor com que um dia sonhaste é o mesmo que lhes consome as asas. A valentia que incendiava tua alma permanecia a serviço do homem.
Dorme sossegada, águia esquecida. Lá o tempo é contigo, e o barro também age. Dorme, ó bravo coração, ó sábia criatura que acendeu a chama.
Porque viver na humanidade é muito mais do que viver num nome.
Viver na humanidade é muito mais do que viver num nome. Há um pássaro entre as colinas e as folhas são pequenos peixes amarelos nadando no rio. O pássaro faz rasantes e ofusca o rumor das folhas do vento. Viver na humanidade é muito mais do que viver um nome. Voa grande águia.
Eu acho engraçado casais unilaterais.
Parece que só um sente, só um ressente, só um ama, só um está feliz...
Estranho isso.
Aliás, não acho nada engraçado isso não.
A palavra não é bem essa.
É patético mesmo, e o patético de vez em quando faz até a gente sorrir...
E sentir pena alheia...
Que a cada amanhecer eu me encontre com meu ser, renovado na bondade e no amor e um mundo melhor eu viver.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
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