Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Cada um sempre mostra o seu melhor
não mostro minha nudez, mostro isso,
eu no meu potencial, porque vem de Deus.
Quando se tem um pai como eu tive é pra lembrar por toda a vida. Tinha um jeito quieto, mas quando se juntava com amigos e familiares era só risada. Bem-humorado, preocupado com o meu bem-estar, com a minha vida e minhas atitudes. Sempre confiou em mim e me dava créditos, eu na sua opinião era capaz, responsável e saberia me defender quando ele já não estivesse por aqui. Agora deixo essa homenagem a esse ser humano lindo, meu Pai.
Vou te amar por toda a minha vida.
Eu conheci um sábio!
Mas só dei valor quando ele morreu...
Sua filosofia era caótica
E por muitas vezes eu só queria que ele se silenciasse...
Mas quando a morte o silenciou,
Percebi que o caos de suas falas eram ouro em meio ao silêncio...
Eu conheci um sábio!!!
Mas só dei valor quando ele morreu...
Nós discutíamos muito...
Mas só quando eu o aguentava
E se não tivesse a discussão... Caótica,
Havia violência, por parte do ignorante que não via a genialidade na filosofia!
Hoje, na solidão do caos filosófico,
percebo que estar só, não é assim tão definitivo
Pois compreendi que ao não ser ouvido pela ignorância alheia,
Estou repetindo aquela filosofia caótica de um sábio... que um dia conheci
Eu conheci um sábio!!!
Mas só dei valor quando ele morreu.
Eu sou um eterno escravo,
Escravo da minha liberdade,
Escravo da minha vontade,
Escravo da minha servidão,
Escravo de tudo,
Escravo da vida,
Escravo de mim mesmo.
Rogerio Germano
Eu deixei um pedaço do que eu sinto em cada palavra que eu digitei neste texto.
Clarice Lispector, Freud, e Carlos Drummond com certeza iriam usar uma língua perfeita pra dizer isso, talvez diriam:
"Eu não apenas escrevi — eu me espalhei. Em cada palavra ficou um pedaço de mim: ora silêncio disfarçado de grito, ora desejo que se esconde do próprio olhar, ora pedra transformada em pão. Deixei ali o que não cabia em mim — e ao digitar, fui me desfazendo para poder existir.”
Eu não posso deixar de lembrar do saudoso Fernando Sabino, e Rubem Alves. Se eu dissesse a Freud estou me perdendo nas coisas boas ele provavelmente me faria esta pergunta:
"Mas diga-me… ao se perder nas coisas boas que escreve, de que exatamente você está tentando se encontrar ou se esconder?"
Eu claramente responderia assim se eu fosse como Fernando Sabino:
“Quando me perco no que escrevo, não é tanto para me esconder, mas para me revelar. A gente escreve porque a vida não cabe inteira no silêncio. E, ao tentar me encontrar, descubro que o melhor de mim se revela justamente no pedaço que parecia perdido. Escrever é me perder para me achar de novo — e nesse vai e vem, vou sendo um pouco mais eu.”
E se eu perguntasse a Rubem Alves, porque as pessoas desejam alguém que as escute de maneira calma e tranquila, em silêncio? Se eu perguntasse a ele porque no tempo de nosso amigo Freud as pessoas procuravam terapia para se curarem da repreensão e hoje procuram por causa da dor de não haver quem os escute?
Ele talvez me responderia assim…
“Minha querida, as pessoas sempre tiveram sede de escuta. No meu tempo, buscavam terapia porque carregavam dentro de si a ferida das proibições, das vozes que gritavam ‘não pode!’, ‘não deve!’, ‘cale-se!’. O mundo estava cheio de regras, e o coração ficava aprisionado.
Hoje, o que vejo é uma dor diferente. Não é a dor da repressão, mas da solidão. Não é o excesso de vozes, mas a falta delas. As pessoas sofrem porque não há quem as escute em silêncio — silêncio que não julga, não apressa, não dá respostas prontas.
O maior consolo que um ser humano pode dar ao outro não é um conselho, mas a sua presença atenta. Escutar é como oferecer um copo de água a alguém que atravessa o deserto. Quando alguém nos escuta de verdade, nós renascemos.
E talvez seja por isso que tantos procuram terapia hoje: não por doença, mas por fome. Fome de escuta. Fome de existir nos ouvidos e no coração de outro ser humano.”
Antes de morrer, eu gostaria de ter tomado um chá ou café com leite com Clarice Lispector, ter atravessado a rua, e um automóvel ter passado por cima de nós, e nós morremos. Ter adiantado as cartas de Fernando Sabino para evitar a decepção dele com os correios. Ter citado tudo aquilo que hoje eu não tenho coragem deitada num sofá de couro com Freud. Ter gastado horas incansáveis vezes pensando num verso que a pena não quer escrever junto com Carlos Drummond. E ver Rubem Alves citando o porque ainda não pensaram numa avaliação para avaliar a felicidade dos alunos, mas que todos se perguntam como os professores estão… - (Obra: A alegria de ensinar)
Eu não escrevo pra viver, eu vivo da poesia…
Se escrevo é porque tenho histórias pra contar.
Não é apenas um sonho, é uma promessa
Desde muito pequena eu tinha um desejo que parecia comum para quem tinha apenas cinco anos: “quando eu crescer, quero ser médica”. Era aquela fase em que muitas crianças sonham em ser várias profissões, mas no meu coração havia algo diferente… eu não queria ser apenas uma médica, eu queria ser a doutora que cuida de crianças.
A Zaine cresceu e, junto com ela, o sonho também. Mas sabe qual é a parte mais incrível dessa história? Quando o Dono dos meus planos me mostrou que aquilo não era apenas um sonho infantil, e sim uma promessa d’Ele para mim.
Com Seu amor, graça e bondade, Ele me permitiu passar pela fase mais difícil da minha vida e como sou grata por isso! Porque foi nesse deserto que eu descobri um novo mundo: um mundo nada fácil, mas um mundo onde a dor é capaz de florescer em esperança.
Foi nesse momento que compreendi: “Zaine, você não será apenas médica de crianças. Você será uma médica de crianças com câncer. Você será uma oncologista pediátrica.” Naquele instante percebi que eu não sonhava apenas os meus sonhos eu sonhava uma parte dos sonhos de Deus.
Houve momentos em que pensei não conseguir, como quando tentei o curso técnico em enfermagem. Mas foi justamente ali meu Pai se fez ainda mais presente, me provando Seu amor uma, duas, mil vezes.
E hoje, olhando para cada detalhe, eu percebo: sou feliz.
Feliz por ter ressignificado o que diziam ser minha morte.
Feliz porque encontrei sentido mesmo na dor.
Feliz porque, em vez de chorar, eu escolhi sonhar. E isso é só o começo!
Carrego no peito um silêncio pesado,
um nó que não se desfaz.
A confiança que eu guardava com tanto cuidado
escorregou pelos meus dedos e se desfez em pedaços.
Olho no espelho e não me encontro,
vejo sombras onde antes havia luz.
A insegurança me abraça,
e a traição do silêncio me fere mais que mil palavras.
Sonhos que plantei com ternura
agora estão deitados no chão, partidos.
E eu me pergunto:
como recolher o que se perdeu em nós,
se até o chão me falta?
Há em mim amor e raiva,
esperança e medo,
um turbilhão que me arrasta.
E nesse vendaval só desejo
reencontrar a mim mesma,
inteira, forte, capaz de florescer outra vez.
Eu já te amei… e nesse amor depositei uma fé quase sagrada, como quem entrega a própria vida a um destino sonhado. Acreditei em você, não apenas como pessoa, mas como promessa de eternidade. Achei que meus sentimentos eram verdadeiros, e talvez tenham sido mais reais que nós mesmos. Quando se imagina uma vida com alguém, não se projeta apenas um futuro, cria-se um universo inteiro, feito de gestos, silêncios e possibilidades. Mesmo quando o amor morre, esse universo não desaparece; ele permanece suspenso, habitando um lugar secreto dentro de nós, como se fosse um eco do que poderia ter sido. E esse eco… nunca se apaga por completo.
Sou grato pois estou, sou espelho de coisas boas, eu tenho em mim um universo de boas vibrações e por assim ser eu desejo que você também seja.
Eu sou um poema sem fim. E sem ter quem leia para criar fim.
A mulher que um dia eu fui
Houve um tempo em que eu acreditava cegamente no amor. As palavras doces me tocavam profundamente…
Me deixavam vulnerável — e eu achava isso bonito.
Mas o tempo passou.
E com ele, vieram as desilusões.
Hoje, ainda acredito no amor… mas com ressalvas.
A cada dia, luto contra a descrença que me consome em silêncio.
As frases lindas que antes me encantavam agora soam ocas. Começo a pensar que talvez fossem só palavras —
como tantos já me disseram.
Não escrevo mais cartas de amor. As palavras não fluem. A comunicação é difícil. É como se tivessem arrancado o meu lado romântico à força.
E isso me dói.
Porque a pessoa que agora ocupa esse espaço…
gostaria de ouvir o que sinto. Os poemas que um dia fiz — e recitei — pra você.
Será que um dia eu volto a ser? Aquela mulher sonhadora, sensível, romântica... a que você destruiu?
Será? Hoje, tudo o que consigo dizer… tudo o que ainda sobrevive em mim…
é que eu te amo.
Em um momento
Em um momento em eu deixei de ser amado
Em um momento eu me tornei o filho bastardo
Em um momento eu larguei o fumo barato
Em um momento eu me tornei odiado
Em um momento transcendi a outro lado
Em um momento só era mais um chapado
Em um momento já não havia mais como o meu sonho ser realizado
Em um momento o fogo havia se apagado
Em um momento o tempo já era passado
Em um momento a consciência não sabia o que tinha se tornado
E, em um último momento, a vida havia se calado
Eu nem preciso pegar o buquê para saber que um diamante bem grande está à caminho.
Eu vivo um dia de cada vez,
Levanto-me cedo, enfrento o trem,
E volto tarde, sem ninguém.
Construo sonhos de papelão,
Como um mendigo,
Mãos calejadas, olhos cansados,
Essência perdida.
Vivo um dia de cada vez,
Como se fosse o último,
Não por querer viver,
Mas por precisar comer.
Construo um lar de solidão,
Como um empregado,
Com tijolos de suor e dor,
E paredes de ilusões.
Vivo um dia de cada vez,
Como se fosse uma prisão,
Não por querer viver,
Mas por não ser ninguém.
Construo uma vida de incertezas,
Enfrento a vida, e me perco,
Sem coragem para lutar…
Tem coisa que eu não acredito que um ser humano possa acreditar, mas eles falam e tem gente que acredita.
Das sete faces do desprezo
A Carlos Drummond de Andrade
Quando eu nasci, não teve sequer um anjo torto
Que me dissesse que a vida não é
Tão fácil o quanto parece ser
Disse: Vai, Valter, ser baiano na vida.
Ladeiras faz bem ao coração
Jovens apaixonados na esquina
Dizendo que não se apega a ninguém.
A tarde de puro sol, o perigo
É imprevisível mesmo que o dia
Seja azul.
O ser vestido de uniforme
Vai trabalhar no ônibus lotado
Sequer sabe se vai ser assaltado,
Acha que tem muitos amigos
No fim de semana.
O ser vestido de uniforme,
Mal sabe quando vai quebrar a cara.
Meu Deus, que sociedade de muita fé,
Que muito chama pelo Senhor,
Pessoas de muita fé e pouco amor.
Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Carlos,
Eu seria outro poeta (?)
Nesse mundo vasto
Que maltrata meu coração.
Mundo mundo vasto mundo
Chega de ilusão?
Eu bem que vou dizer,
Esse mundo cheio de gente eu solitário
Em meu ego e vaidade
Vou me afogando
Sem sequer um abraço!
Eu jamais obedecerei !
Eu jamais desistirei !
Darei um fim em tudo nesse mundo!
Enfrentarei todos de uma só vez !
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