Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
E hoje eu acordei carente, sentindo falta de um abraço e um beijo teu, sentindo falta da tua presença, do teu sorriso, do teu olhar. E enfim, hoje eu só queria te olhar e te abraçar...
Se existisse um jeito de você ver com os meus olhos a maneira que eu te vejo; se existisse um jeito de você sentir o que eu sinto por você, ficaria comigo pra sempre. E só assim entenderia essa minha vontade de você.
Você estava dormindo ao meu lado, e enquanto o sono não chegava, observava como é bom sentir o seu braço colado no meu corpo e sua respiração ao pé do ouvido. Nós sempre estivemos assim tão próximos. Pode ser que o tempo passe e eu consiga entender esse poder que você tem sobre mim.
— Eu não quero estar sempre com a pele pálida e olhos inchados.
— Só por um sorriso no rosto que tudo dá certo.
— Também não quero. Eu costumava usar esse sorriso quando queria enganar a minha tristeza. Perda de tempo. Não se engana a tristeza.
— O que tu queres então?
— Quero ser feliz.
— O que te impede?
— Você.
— Eu? Por quê?
— Não dá.
— Não dá o que?
— Pra ser feliz…
— Por quê?
— Não sem ter você…
Silêncio.
Eu tenho um dom, um dom tão grande de afastar as pessoas de mim, de deixarem elas irem, de deixarem ocupar o meu lugar. Tenho um dom tão grande pra ser fria, calculista e minimalista, de achar que sempre tem algo muito a frente de mim. Um dom tão grande de acabar descontando nos outros minha falta de capacidade, talvez todos nós tenhamos isso uma vez ou outra. Tenho um dom de ter tantas coisas engasgadas e muitas vezes engolir, por medo, angustia, infantilidade, ou orgulho mesmo, e elas dessem a seco, grosso, engasgando. As vezes escorrem em lagrimas, raramente na frente de alguém, meu orgulho, fala mais alto que minha voz. Talvez eu erre em deixar coisas passarem, pessoas passarem, e não ousar abrir a boca, e calar em relento. Sofro dentro de um mundo só meu, sofro por tentar ser sempre melhor, torturo-me por ter errado, e inconsequentemente dito pra mim, que é inaceitável que aconteça novamente, é dificil cobrar coisas dos outros obrigatoriamente, quanto mais de si mesmo. Cobro de mim a todo instante, até em um passo em falso com um salto abalador, quando saiu desse meu mundo, expando sorriso, talvez por ter saido dele, ou pra tentar ser melhor, aqui fora, ou mesmo por que na realidade sou feliz, mesmo assim torturando-me. Tenho o péssimo dom de errar em coisas minimas e colocar-me de castigo. Tenho esse dom de errar, ou mesmo de aceitar muitos erros e engolir a seco, e quando as solto, solto alto, forte, doloroso a eles, mas tão aliviante a mim .
Se um dia alguém me pedir que eu descreva o tipo de mulher que me faria feliz, eu sou capaz de dizer até o teu nome.
Um dia talvez eü encontre alguém que tire a minha respiração, que me faça ser feliz, que me entenda e me compreenda, que me ame de verdade, mas porque essa pessoa não pode ser você ?
Depois de tudo que passei ao seu lado, depois de todos os sonhos planejados, depois de toda a dor, depois de todo o meu sofrimento, depois de tudo que lutei, depois de Deus ter falado que queria nos dois, depois de tudo isso que passei por você..por que você não pode ser a pessoa que vou passar o resto da minha vida ?
É de você que eü gosto, então cadê o seu amor ? Aquele amor que jurava todos os dias da sua vida que sentia por mim ? Cadê tudo aquilo ? Evaporou? Deparaceu? Eü pedi pra você sair da minha vida, o meu sonho não era esse, eü não queria ti pedir isso, mas você estragou tudo, e a sua justificativa era : Foi só uma brincadeira !
É esse o seu problema, brincadeiras, chega de ser criança, tome atitudes de homem.., eü não posso mudar minha decisão enquanto você não mudar e entender que precisa amadurecer !
"Alguém me disse um dia que eu não gosto de esportes radicais. Respondi:' Como não? Viver é tão seguro assim?'
"Eu quero vê você ; estar face a face novamente, ouvir tua voz nem que seja apenas um sussurro por entre as montanhas, estar do teu lado enquanto caminhamos juntos e dessa vez o nosso encontro não vai ser por acaso."
Viagem de um vencido
Noite. Cruzes na estrada. Aves com frio...
E, enquanto eu tropeçava sobre os paus,
A efígie apocalíptica do Caos
Dançava no meu cérebro sombrio!
O Céu estava horrivelmente preto
E as árvores magríssimas lembravam
Pontos de admiração que se admiravam
De ver passar ali meu esqueleto!
Sozinho, uivando hoffmânnicos dizeres,
Aprazia-me assim, na escuridão,
Mergulhar minha exótica visão
Na intimidade noumenal dos seres.
Eu procurava, com uma vela acesa,
O feto original, de onde decorrem
Todas essas moléculas que morrem
Nas transubstanciações da Natureza.
Mas o que meus sentidos apreendiam
Dentro da treva lúgubre, era só
O ocaso sistemático de pó,
Em que as formas humanas se sumiam!
Reboava, num ruidoso burburinho
Bruto, análogo ao peã de márcios brados,
A rebeldia dos meus pés danados
Nas pedras resignadas do caminho.
Sentia estar pisando com a planta ávida
Um povo de radículas em embriões
Prestes a rebentar, como vulcões,
Do ventre equatorial da terra grávida!
Dentro de mim, como num chão profundo,
Choravam, com soluços quase humanos,
Convulsionando Céus, almas e oceanos
As formas microscópicas do mundo!
Era a larva agarrada a absconsas landes,
Era o abjeto vibrião rudimentar
Na impotência angustiosa de falar,
No desespero de não serem grandes!
Vinha-me à boca, assim, na ânsia dos párias,
Como o protesto de uma raça invicta,
O brado emocionante de vindicta
Das sensibilidades solitárias!
A longanimidade e o vilipêndio,
A abstinência e a luxúria, o bem e o mal
Ardiam no meu Orco cerebral,
Numa crepitação própria de incêndio!
Em contraposição à paz funérea,
Doía profundamente no meu crânio
Esse funcionamento simultâneo
De todos os conflitos da matéria!
Eu, perdido no Cosmos, me tornara
A assembléia belígera malsã,
Onde Ormuzd guerreava com Arimã,
Na discórdia perpétua do sansara!
Já me fazia medo aquela viagem
A carregar pelas ladeiras tétricas,
Na óssea armação das vértebras simétricas
A angústia da biológica engrenagem!
No Céu, de onde se vê o Homem de rastros,
Brilhava, vingadora, a esclarecer
As manchas subjetivas do meu ser
A espionagem fatídica dos astros!
Sentinelas de espíritos e estradas,
Noite alta, com a sidérica lanterna,
Eles entravam todos na caverna
Das consciências humanas mais fechadas!
Ao castigo daquela rutilância,
Maior que o olhar que perseguiu Caim,
Cumpria-se afinal dentro de mim
O próprio sofrimento da Substância!
Como quem traz ao dorso muitas cartas
Eu sofria, ao colher simples gardênia,
A multiplicidade heterogênea
De sensações diversamente amargas.
Mas das árvores, frias como lousas,
Fluía, horrenda e monótona, uma voz
Tão grande, tão profunda, tão feroz
Que parecia vir da alma das cousas:
"Se todos os fenômenos complexos,
Desde a consciência à antítese dos sexos
Vêm de um dínamo fluídico de gás,
Se hoje, obscuro, amanhã píncaros galgas,
A humildade botânica das algas
De que grandeza não será capaz?!
Quem sabe, enquanto Deus, Jeová ou Siva
Oculta à tua força cognitiva
Fenomenalidades que hão de vir,
Se a contração que hoje produz o choro
Não há de ser no século vindouro
Um simples movimento para rir?!
Que espécies outras, do Equador aos pólos,
Na prisão milenária dos subsolos,
Rasgando avidamente o húmus malsão,
Não trabalham, com a febre mais bravia,
Para erguer, na ânsia cósmica, a Energia
À última etapa da objetivação?!
É inútil, pois, que, a espiar enigmas, entres
Na química genésica dos ventres,
Porque em todas as cousas, afinal,
Crânio, ovário, montanha, árvore, iceberg,
Tragicamente, diante do Homem, se ergue
a esfinge do Mistério Universal!
A própria força em que teu Ser se expande,
Para esconder-se nessa esfinge grande,
Deu-te (oh! Mistério que se não traduz!)
Neste astro ruim de tênebras e abrolhos
A efeméride orgânica dos olhos
E o simulacro atordoador da Lua!
Por isto, oh! filho dos terráqueos limos,
Nós, arvoredos desterrados, rimos
Das vãs diatribes com que aturdes o ar...
Rimos, isto é, choramos, porque, em suma,
Rir da desgraça que de ti ressuma
É quase a mesma coisa que chorar!"
Às vibrações daquele horrível carme
Meu dispêndio nervoso era tamanho
Que eu sentia no corpo um vácuo estranho
Como uma boca sôfrega a esvaziar-me!
Na avançada epiléptica dos medos
Cria ouvir, a escalar Céus e apogeus,
A voz cavernosíssima de Deus
Reproduzida pelos arvoredos!
Agora, astro decrépito, em destroços,
Eu, desgraçadamente magro, a erguer-me,
Tinha necessidade de esconder-me
Longe da espécie humana, com os meus ossos!
Restava apenas na minha alma bruta
Onde frutificara outrora o Amor
Uma volicional fome interior
De renúncia budística absoluta!
Porque, naquela noite de ânsia e inferno,
Eu fora, alheio ao mundanário ruído,
A maior expressão do homem vencido
Diante da sombra do Mistério Eterno!
Versos d’um exilado
Eu vou partir. Na límpida corrente
Rasga o batel o leito d’água fina
- Albatroz deslizando mansamente
Como se fosse vaporosa Ondina.
Exilado de ti, oh! Pátria! Ausente
Irei cantar a mágoa peregrina
Como canta o pastor a matutina
Trova d’amor, à luz do sol nascente!
Não mais virei talvez e, lá sozinho,
Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho,
D’onde levo comigo a nostalgia
E esta lembrança que hoje me quebranta
E que eu levo hoje como a imagem santa
Dos sonhos todos que já tive um dia!
Eu quero a nossa foto em preto e branco, quero meu cabelo desarrumado, e o seu despenteado, quero uma tarde em um lugar tranquilo. Noites em claro, e filmes antigos.
Eu a amei como jamais fui amada.
Sabe... Eu não aprendi o amor com ninguém, nunca tive um exemplo se que desse tal sentimento, no entanto eu soube dar o que não recebi, soube expressar, gritar, o que nunca ouvi.
"O rumo é certo? Eu não sei. Só sei que às vezes uma curva pode ser um caminho muito mais incrível que uma reta. Mas é pra poucos."
"O mundo é um lugar surreal e estranho...mas eu sou tantas e tantas vezes uma pessoa surreal e estranha."
"Quero sentir no abraço dele que eu sou um amor que não cabe nele também. E quero pro resto da vida."
É um jogo?! Se for, eu estou desistindo dele… E pegue seu troféu aqui, vencedor! O troféu do mais ridículo.
Um problema da acomodação alheia que me irrita, além da própria, é quando, com cordialidade, eu dou a mão a alguém e este me agradece pedindo, além da mão, o braço como um todo.
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