Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Bom dia! Senhor, abençoa a pessoa que está lendo está mensagem! Porque o Senhor sabe de tudo que ela precisa, conhece cada coração, cada pedido e suas necessidades. Venho em nome de Jesus Cristo, te pedir Deus de Israe, com toda humildade. Amém.
Na vida, a gente não tem certeza de nada, só da partida, que ainda é incerta, porque não sabemos o dia, nem a hora.
Jesus falou isso, e todo mundo acha que se trata da volta dele, quando na verdade a metáfora se trata da morte.
Minha tia, irmã dele pagou a passagem do meu irmão, porque o dinheiro não dava para todos.
19 de fevereiro de 2009!!
Sexta feira de carnaval!!
Chegamos em Teresina Piauí!!
Sem dinheiro, sem rumo, sem nada.
4 da manhã!! Esperamos o dia amanhecer na rodoviária.
Ás 6, saímos!!
Eu tinha 10,00 todinho. Comprei de lanche para meus 3 irmãos e dividi entre eles. Eu e minha mãe, ficamos com fome.
Éramos mais fortes na fome.
Tem uma coisa curiosa sobre a gente que ninguém conta no manual da vida, até porque esse manual nunca foi entregue. A gente sonha coisas que parecem roteiro de novela das nove, cheio de drama, olhar atravessado e silêncio pesado. Acorda meio confusa, meio irritada, às vezes até com vontade de tirar satisfação de algo que, tecnicamente, nem aconteceu. E aí vem a frase racional, quase como uma tentativa de se proteger do próprio coração: sonho não é prova de nada. E não é mesmo. Se fosse, a gente já teria perdido o juízo há muito tempo.
Mas também existe essa outra verdade, mais quieta, mais sutil, que chega sem fazer alarde: sentimento não nasce do nada também. Ele não brota como mato em terreno abandonado. Tem raiz. Tem história. Tem pequenos detalhes acumulados que a gente vai fingindo que não vê, vai empurrando para debaixo do tapete emocional, como quem acredita que ignorar é o mesmo que resolver. Não é.
Às vezes, o sonho é só um exagero da mente, um teatro meio bagunçado do que a gente viu, ouviu ou temeu durante o dia. Mas o sentimento… esse é mais honesto. Ele pode até se confundir, pode até exagerar, mas dificilmente é totalmente inventado. Ele costuma ser um sussurro do que já estava ali, pedindo atenção, pedindo nome, pedindo coragem.
E eu fico pensando que o problema não está no sonho em si. Está no que a gente faz depois de acordar. Tem gente que ignora tudo, como se nada tivesse acontecido. Tem gente que se afoga naquilo, como se fosse uma verdade absoluta. Mas talvez o caminho mais difícil, e mais verdadeiro, seja olhar para dentro com uma certa sinceridade desconfortável. Aquela que não acusa ninguém primeiro, mas também não se abandona.
Porque sentir não é crime. Mas também não é sentença.
É só um convite. Um convite para investigar o que dentro da gente está pedindo mais cuidado, mais atenção, mais verdade. Às vezes não tem nada a ver com o outro. Às vezes tem tudo a ver com inseguranças antigas, com medos que a gente achou que já tinha superado, mas que só estavam quietinhos, esperando uma brecha.
No fim das contas, sonho pode até ser ilusão. Mas o que a gente sente… isso é real o suficiente para merecer ser ouvido, nem que seja em silêncio, numa conversa sincera consigo mesma, dessas que a gente evita, mas sabe que precisa ter.
E se você já se pegou pensando assim, talvez não seja sobre desconfiar do mundo. Talvez seja sobre entender melhor o seu próprio coração.
Agora me conta uma coisa… já aconteceu de você acordar com um sentimento que parecia mais real do que o próprio dia?
E quando terminar de refletir, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu escrevo como quem conversa, e talvez você se encontre em alguma dessas palavras.
No fim das contas, aquela árvore foi mais leal do que muita gente ali. Porque ela nunca fingiu ser algo que não era. Já as pessoas… ah, essas fazem teatro melhor que muito artista premiado.
Fiz exatamente o que precisava ser feito. Me afastei. Não por fraqueza, mas por dignidade. Porque tem portas que a gente não bate de novo, não por orgulho, mas por amor próprio.
Agora me diz… quem realmente perdeu ali?
Muitas vezes sentimos vergonha de pertencer à humanidade. Não porque somos perfeitos, mas porque enxergamos o abismo entre o potencial humano e a realidade que construímos. Somos uma espécie que fala de amor enquanto pratica a indiferença. Que pede paz enquanto alimenta conflitos. Que sonha com um mundo melhor, mas frequentemente espera que outra pessoa faça o trabalho necessário para transformá-lo.
Mas existe algo que merece uma reflexão ainda mais profunda.
Quando dizemos que o ser humano só pensa em violência, talvez estejamos olhando apenas para o barulho. A violência faz manchetes. O ódio viraliza. A crueldade chama atenção. Mas quantas pessoas silenciosamente ajudam alguém todos os dias? Quantos resgatam animais? Quantos dividem o pouco que têm? Quantos choram ao ver o sofrimento de um desconhecido?
Existem histórias que as pessoas escutam e têm dificuldade de acreditar. Não porque sejam impossíveis, mas porque ninguém deveria precisar viver algo assim.
Parte da minha história começou antes mesmo de eu ter idade para formar lembranças. Minha mãe me contou que, quando eu ainda era um bebê, fui amarrada e submetida a maus-tratos durante horas pelo homem que deveria ter me protegido. Ela dizia que assistiu a tudo tomada pelo medo. Ao longo dos anos, ela me contou diversos episódios da minha infância que eu jamais poderia recordar sozinha, mas que ajudaram a explicar muitas marcas que carrego até hoje.
As primeiras lembranças que tenho são de medo.
Lembro de acordar muito pequena, com cerca de três anos de idade, ouvindo uma briga dentro de casa. Havia gritos, desespero e violência. Em meio àquela confusão, fui puxada de um lado para outro enquanto minha mãe tentava escapar. Naquele momento, senti um medo que uma criança não deveria conhecer.
Curiosamente, a única coisa que me lembro de ter pensado foi uma frase que eu ouvia minha mãe repetir quando passava por situações difíceis:
"Deus, me ajuda."
Eu nem compreendia completamente o significado daquelas palavras. Apenas as repeti dentro de mim.
Essa lembrança me acompanha até hoje porque foi uma das primeiras vezes em que senti que precisava me agarrar a algo maior do que eu para continuar.
Anos depois, já com oito anos de idade, vivi outro episódio que jamais esqueci. Eu costumava levar uma menina menor para a escola. Certo dia, almocei na casa dela e acabei chegando mais tarde em casa. Lembro de sentar em uma cadeira depois de voltar. O que aconteceu em seguida desapareceu da minha memória. O próximo momento de que me recordo foi despertar assustada em meio a uma situação de agressão e punição.
Foi uma das primeiras vezes em que percebi como o medo podia surgir sem aviso e transformar um dia comum em um dia inesquecível.
Também me recordo de outra situação envolvendo meu tio, que tinha idade parecida com a minha. Nós éramos apenas crianças. Havíamos sido encarregados de uma tarefa, mas acabamos nos distraindo brincando. O resultado foi uma punição extremamente severa.
Naquela época, eu não entendia por que crianças eram responsabilizadas daquela forma por comportamentos que eram próprios da infância.
O que ficou em mim não foi apenas a dor daquele momento, mas a sensação de injustiça. Eu era apenas uma menina tentando viver a infância que toda criança merece viver.
Outra lembrança marcante aconteceu quando cheguei da escola e encontrei meus irmãos reunidos em um ambiente tomado pelo medo. Recordo do clima de tensão, das palavras assustadoras, das ameaças e da sensação de impotência. Naquela noite, quase não consegui descansar. O medo parecia ocupar todos os espaços da casa.
Durante muitos anos, essa foi a realidade que conhecemos.
Minha mãe fugia.
Depois voltava.
Nós fugíamos.
Depois éramos levados de volta.
O ciclo parecia não ter fim.
Uma das lembranças mais fortes que guardo aconteceu durante a adolescência. Eu já trabalhava como estagiária e havia recebido meu primeiro salário. Cheguei em casa feliz, trazendo comida para a família e entregando parte do dinheiro para minha mãe.
Eu queria ajudar.
Queria construir algo melhor.
Mas aquela noite se transformou em mais um capítulo de sofrimento.
Foi a partir daquele momento que compreendi que, se eu quisesse sobreviver emocionalmente, precisaria partir.
Saí levando apenas o essencial. Algumas peças de roupa, minha coragem e a esperança de construir uma vida diferente.
Eu tinha apenas dezesseis anos.
Mesmo sendo tão jovem, sentia que precisava tentar salvar não apenas a mim mesma, mas também meus irmãos.
Conseguimos sair juntos. Encontramos um lugar para recomeçar. Durante alguns dias, acreditei que finalmente estávamos livres.
Mas, pouco tempo depois, minha mãe decidiu retornar para aquele ambiente.
Foi nesse momento que compreendi uma das lições mais difíceis da minha vida: nem sempre conseguimos salvar quem não está preparado para romper com aquilo que o machuca.
Hoje, quando olho para trás, percebo que muitas lembranças se perderam no tempo. Existem acontecimentos que já não consigo recordar com clareza. Existem cicatrizes cujo momento exato de origem desapareceu da minha memória.
Mas as marcas permaneceram.
E, de certa forma, elas contam uma história.
Não apenas a história da dor.
Mas a história da sobrevivência.
Porque apesar de tudo o que vivi, eu continuei caminhando.
Apesar do medo, continuei acreditando.
Apesar das feridas, continuei amando.
Apesar de todas as tentativas de me destruir, construí minha própria liberdade.
E talvez essa seja a maior vitória de todas.
Eles marcaram partes da minha história.
Mas não conseguiram definir quem eu me tornaria.
Hoje, eu não sou a criança assustada que vivia esperando a próxima tragédia.
Sou a mulher que sobreviveu a ela.
A maturidade só é possível quando nos encontramos dentro de nós mesmos. Porque é somente então que as coisas começam a mudar, juntamente conosco.
Tudo muda a todo momento, mas você não precisa mudar só porquê não saiu como planejou.
Exceto se for para a sua evolução.
Pois só não muda de ideia é aquele quê não têm uma outra grande idéia.
Retire a palavra arrependimento de sua vida.
Se você se arrepender de algo que fez é porque não deveria ter feito.
Faça sempre o certo, assim não existirá arrependimento.
Aleatórios
Hoje a minha sala está vazia, mas isso não é nenhuma novidade, porque ela quase nunca esteve cheia.
Hoje eu não tenho nenhuma companhia, e isso também não é nenhuma novidade, porque quase sempre estive sozinha.
Eu não gosto de olhar para trás, mas eu sempre olho.
Sinto saudade de uma versão antiga de mim
Mas tenho orgulho da versão que sou agora.
A nostalgia sempre me acompanha, e isso não é uma escolha.
Eu não queria estar aqui, mas também não quero ir embora.
“Eu não sou tão triste assim, é que hoje estou cansada” (Clarice Lispector)
Silvia Oliveira Soares
Qualquer tentativa de tentar reviver o passado é, e sempre será, frustrada. Porque a experiência não será mais a mesma, o olhar não será mais o mesmo, a sensação não será mais a mesma, os sentimentos não serão mais os mesmos, a emoção não será mais a mesma, a satisfação não será mais a mesma. Porque o tempo, de algum modo, é cruel, e ele rouba tudo isso.
Silvia Oliveira Soares
Insisto
Nem sei porquê
Nem sei pra quê
Insisto nesse instinto
Caminho infinito
Loucura intuitiva
Desejos
Segredos
VERSOS
VERSOS
Hoje tenho versos porque já tive ternura
E se tenho solidão porque já tive amores
E as dores que tenho são dores de prazeres antigos
E se sonho porque tenho esperança;
E o resto...porque já tive bastante,
E o antes... muito antes se o tive...
Hoje tenho experiência
E a ciência da vida é estar ciente dos seus limites
E limites sempre os tive, por isso sempre me contive
Mas ainda um pássaro gorjeia,
Uma fogueira aquece, a luz encandeia
Meia noite e meia, quando não é hoje nem ontem
E se o hoje não é hoje, só por hoje eu serei eu mesmo
E amanhã... se houver amanhã
Fique certo, se não tiver os abraços e os beijos
Com gostinho de hortelã, terei a solitude e muitos versos...
A cada fim, penso realmente em dar fim a tudo, por medo do que virá, porque pode ser pior, mas pode melhorar — mas nunca sabemos pelo que esperar, e isso assusta. Duvidamos da nossa capacidade de ser melhor e de dar o nosso melhor, e às vezes estivemos tanto tempo sujos de lama que recusamos a acreditar que a chuva irá nos limpar. O medo de não saber o que será de nós, o medo de descobrir, o medo de viver e de saber.
Hoje é o último dia do ano mais turbulento, hoje é o final, hoje acaba, mas hoje também é só mais um dia, e amanhã será outro. Para alguns, um começo, uma oportunidade; para outros, só mais um dia em que a data alterou alguns números; para alguns, nada muda. A verdade, apesar de não ser absoluta, é que todos os dias surgem oportunidades em nossas vidas, esperando para serem agarradas, porque estão ali para isso. Mas nós as ignoramos, porque hoje não é segunda, ou porque agora não é sete da manhã, ou porque não é dia primeiro, e até mesmo porque não é o primeiro dia de um ano que acabou de nascer.
Por alguma razão, esperamos o começo de algo para começarmos a fazer o que deve ser feito. Esperamos muito para agarrar as oportunidades que nos surgem. Mas elas não esperam o começo do dia, da semana, do mês ou do ano para vir; elas só vêm. Porque o tempo, o início, está na nossa cabeça, e quando entendemos que o início não é quando o tempo determina que algo iniciou, e sim quando tomamos a iniciativa de começar.
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