Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
De todas as pessoas que conheço nunca encontrei alguém que ferrasse com a própria vida como eu. Sou minha própria ruína. Faço sempre as piores escolhas. Não conto nos dedos quando acertei de verdade. Abismos e mais abismos. Sou a minha própria loucura.
Apesar de gostar do silêncio, aprecio estar em companhia da família, irmãos, amigos, conhecidos e comunidade, seja numa pequena reunião ou numa grande festa.
O mar limpa meu corpo com seu sal, revigora a minha alma e leva de mim tudo o que me faz mal. Suas ondas acolhedoras me abraçam, levando embora as preocupações, tristezas e cansaço. Nele, encontro renovação e paz, como se toda a negatividade fosse levada pelas marés. No mar, encontro um refúgio para a minha mente e um bálsamo para o meu espírito. Ele me lembra da imensidão do mundo e da importância de me conectar com a natureza. Em sua presença, sou plenamente eu, livre para ser quem sou, deixando para trás todas as impurezas do dia a dia.
Que eu não me perca... Que eu não perca a coragem de continuar trilhando meu caminho ou de alterar a direção deles, mesmo sabendo que o mundo lá fora nem sempre será simples;
Que eu não perca o entusiasmo pela vida, mesmo sabendo que em alguns momentos eu simplesmente perderei o interesse por inúmeras coisas;
Que eu não perca a habilidade de sorrir para o mundo, mesmo sabendo que nem sempre receberei um sorriso de volta;
Que eu não perca a fé nas pessoas, mesmo quando algumas tentarem me mostrar seu lado mais cruel;
Que eu não perca a certeza de que minha origem é um santuário infinito de bênçãos e motivo de enorme orgulho, mesmo muitos anos mais tarde, mesmo que as escolhas da vida me acovardem;
Que eu não perca a capacidade de amar e me permitir ser amada, ainda que as pessoas a minha volta pouco, ou quase nada entendam sobre amor;
Que eu não perca e não me perca de meu amor próprio, nem permita que se apague o brilho dos meus olhos ou que se escorra minha vida por entre meus dedos sem tê-la aproveitado, sem ter sonhado, sem ter realizado;
Que eu não me perca, que eu não ME esqueça, que eu não me desmereça, que nenhum mal prevaleça.
Eu queria ser uma nuvenzinha livre e solta que anda pelo céu, na esperança de encontrar uma bela relva, apaixonar e transmutar feliz em gotinhas de amor.
De todos os títulos que tenho o quê mais gosto é o meu sobrenome. De todas as honras que recebo é a de me tratarem como ser humano e o maior privilégio que me dão é o de ser eu mesmo.
MINHAS VERDADES
É no travesseiro com os meus pensamentos que tenho a verdadeira versão de mim.
É na solidão celebrando a minha companhia, a verdade sobre a minha aceitação ou rejeição.
É no humor que vivo a verdade sobre os meus atos e feitos, que não carrego culpa e nem remorsos.
É no respeito e no trato aos outros que comunico o que guardo na alma, o doce ou o mel, a amargura e fel.
É na ação e reação que me entrego ou me traio. Ofereço o que sou e o que tenho.
A felicidade não é caroço do outro;
Nem a infelicidade é por causa da malignidade de alguém. É o que sou!
As lágrimas podem ser de alegria ou de tristeza, mas são o tempero quê vem da alma. Da minha alma!
Régis L.
Sombra.
Onde vou ela vai
O que eu faço ela faz
Às vezes maior, às vezes melhor,
às vezes menor e insignificante
Está sempre comigo, é minha
Sou eu.
Eu, a Caneta e o Vazio
Sempre achei que a razão pela qual escrevo era colocar meus sentimentos em palavras — assim, sem compromisso, sem obrigações. Só para me sentir liberta de algo que talvez eu guarde sozinha, para mim.
As palavras foram a forma que encontrei de não me afogar em sentimentos desorganizados.
Mas hoje está tudo uma bagunça.
Misturei obrigações com minhas poesias.
Gastei palavras demais porque alguém, um dia, me fez acreditar que eu devia essas palavras a ela.
E hoje, me faltam palavras para expressar o que sinto.
Mas eu não julgo — a escolha foi minha.
Hoje, vivo com as consequências.
Consequências da escolha de, um dia, ter colocado alguém acima de mim.
Estou me afogando —
Afogando na insatisfação de minhas frases e textos não superarem minhas expectativas como antes.
Se Eu Vivesse Para Sempre
Acredito que existe algo poético no fim.
Existe algo poético no que tem fim.
Os momentos são valiosos — e você realmente dá valor a eles porque, um dia, não terá mais a oportunidade de vivê-los novamente.
Se os momentos mais simples da vida fossem eternos — eternidade mesmo — talvez não fossem valorizados.
Se você fosse viver para toda a eternidade, por que daria valor a algo tão simples, se ao longo de tantos anos reviveria esses momentos mais e mais vezes?
Momentos simples e confortantes, muitas vezes, não damos o devido valor.
Porque, com certeza, 60 ou 70 anos parece tempo demais.
As pessoas esquecem que tudo tem um fim.
Mas, quando finalmente percebem o quanto esses momentos são valiosos — se percebem — a vida se torna mais agradável.
Triste deve ser para aqueles que só percebem o quanto eram felizes com as pequenas coisas depois que já não são mais capazes de viver aquela vida.
Quando você percebe que não só a sua vida tem um fim, mas também os momentos, os dias, os anos —
e que nunca mais vai ter a oportunidade de voltar atrás,
porque já passou —
você começa a fazer valer a pena.
A vida vale a pena.
Seus sonhos valem a pena.
Os pequenos momentos começam a valer a pena.
Porque sim, você viverá esses momentos para sempre —
dentro do seu para sempre.
Então não —
se eu pudesse, não viveria para toda a eternidade.
Eu tenho meu lugar agora.
E um propósito.
Sim, eu desconheço a felicidade.
Diante do dilúvio de sentimentos que me atingiu inesperadamente — sem ao menos ter tido tempo de aprender a nadar — a felicidade não veio entre eles.
Absolutamente nada que minha mente é capaz de visualizar me leva a um ápice de felicidade.
Nada deste mundo me faz sentir em casa. Em absolutamente lugar nenhum — nem mesmo na casa que dizem que posso chamar de lar.
Simplesmente, não sinto que pertenço a este lugar.
Porque, se um lar é onde nos sentimos felizes e confortáveis, então nada que presenciei, ou que sei que existe neste mundo, me levou a tanto.
Se a minha felicidade existe…
Ela não é dessa realidade.
Já gritei ao vento, pedi atenção,
sonhei com o mundo ouvindo meu coração.
“Ah, se o mundo inteiro pudesse me escutar...”
Mas hoje, só quero a mim me escutar.
Não busco aplausos, nem multidão,
preciso é silêncio, encontro, perdão.
Me ouvir nas pausas, me entender sem pressa,
reconhecer minha alma, que ainda recomeça.
Antes queria ser vista, agora quero me ver,
antes buscava no outro, hoje volto a me ter.
Não é mais o mundo que preciso convencer...
É a mim que eu preciso pertencer.
Ontem meu eu tava em mim
Hoje outro eu me habitou
O de ontem teve fim
O de hoje já se mudou.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
09/04/2024
Eu escrevo Poesia
Que vai do não ao sim,
Do real a fantasia
Pois escrever não tem fim.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
05/06/2025
"Falhei quando achei que eu estava correto e que podia ser daquela forma!
Falhei quando não ouvir mais que falei!
Falhei quando recuei no momento que deveria buscar ajuda!
Falhei quando amei demais!
Falhei quando amei de menos!
Falhei quando dei atenção acima do normal!
Falhei quando não dei atenção algumas!
Vivemos tanto em buscar do perfeito que não observamos que as vezes só precisamos observar mais, ouvir mais, falar menos, agir mais, não parar quando deveria andar, não olhar para trás quando deveríamos seguir enfrente!"
Enfim! Eu falhei!
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