Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
(...) e chegou o dia em que ela cansou de tanto se doar e foi embora. Entendeu, afinal o que entendera lá atrás, mas, teimosa que é, prosseguiu na maratona diária de trazê-lo para seu mundo.
Ele não a desejava, era certo. E ela deveria aprontar-se para outros convites para nascer de novo, até partir em uma embarcação capaz de suportar seus vendavais...
Eis que duas sombras confundiam-me
A primeira encontrava-se a minha esquerda
ERA A DÚVIDA
Inquieta, indecisa escuridão
Queria algo me falar
Veio a noite
E de seus segredos não soube
A segunda sombra estava a minha direita
ERA A ESPERANÇA
Serena, tranquila paz
Porém, não conseguia disfarçar
Também queria algo me falar
Veio a noite
E de seus segredos não soube
Na escuridão, sozinho fiquei
Sem minhas duas sombras
Queriam algo me falar
Mas a escuridão não permitia
Nada pude fazer
O Senhor não estava comigo
Nem eu com ele
Só trevas havia
Só o silêncio ouvia
Nada mais enxergava
Só o frio sentia
E o fim, por fim chegou
Jamais ouvi os segredos das sombras
Não chegaram a conhecer a luz
Talvez queriam algo falar
QUE EU ERA A ESCURIDÃO
Queria que tivesse alguma forma de meu coração gritar, o que eu não consigo falar
Você saberia o quanto eu sou completamente apaixonada por você.
...aaaa que agonia, essa ânsia de se entender.
O imaginar da mente,
que trama, e o coração que sente.
Um discordar inerente.
Mas que pede feito tesão o juntar querendo ser, uno, feito carne e unha, feito até esse pra sempre...
Quem eu sou?
Palavras cuidadosamente escolhidas.
Sou excêntrico (não convencional), passional, enigmático e desatinado (que não tem tino, juízo, louco).
Fascinado pela análise lógica, sistemas, design. Apaixonado por filosofia e desafios complexos.
Sou um observador analítico isolado que pode parecer inconsciente para o mundo ao meu redor porque me enontro tão profundamente absorvido no pensamento.
Sou um Cientista (INTP), para mim, a vida é um inquérito contínuo sobre os mistérios do universo.
De exterior fresco, mas privadamente apaixonado pela razão, análise e inovação.
Mente complicada e ativa, vezes me encontro nas grandes profundezas mentais
Tipicamente não-tradicional, e é mais provável colocar para fora sua própria maneira individual de fazer coisas do que seguir a multidão.
Desconfiado de suposições e convenções, e ansioso para quebrar ideias que outros tomam como certas. Impiedoso ao analisar conceitos e crenças.
Perplexo com outras pessoas que permanecem leais à ideologia que não faz sentido lógico.
Sou espírito de ideias livres e professor distraído.
Propenso a cometem violações de políticas de álcool e drogas.
Menos inclinado a acreditar em um poder espiritual mais elevado
Sempre com insatisfação na carreira.
Autonomia, Liberdade e Independência.
Replique logo ali, num mais tarde contemporâneo que EU fui o dedo que apontou teu Norte, e mostrei a direção da luz.
Só não digas jamais que fui o mentor e te carreguei nos braços ou que fui eu que o ajudei.
Seria em vão ditar meu mantra uma vez que meu nome além de igual aos de alguns nem seria causa de tua ascensão ou queda, se assim não o quisera...
Já sabe de onde vem a sua força? É bom saber.
A minha vem da letra ene. Sem ela, eu seria apenas "o fraco pesador".
Eu tento
Eu tento parecer normal.
Mas o que dissimulo é totalmente anormal.
Eu tento não parecer insana.
Mas minha insanidade beira o caos.
Eu tento ser forte e firme.
Mas medo é o que me define.
Eu tento ser a rosa de alguém.
Meus espinhos ferem a toda a gente, porém.
Eu tento... tento... e tento.
E de tentativa em tentativa,
loucamente,
eu vou morrendo.
Eu tentei... eu tentei.
PRISIONEIRAS DO EU
Infelizes são
elas, criaturas egoístas
e sem união,
órfãs de si mesmas e sozinhas
numa ilha, jazem aflitas
como desatinadas andorinhas,
que sem direção, perdidas
no tempo e no espaço,
buscam localizar aturdidas
seus ninhos no regaço...
Tais almas,
acorrentadas pelo mal,
em carmas,
açulam-se por qualquer razão;
anilhadas ao ódio fatal,
estilam o seu ópio no coração,
pois se tornam prisioneiras
do eu, iguais pássaros
retraídos pelas ribanceiras,
gélidos e sem amparos...
Essas criaturas,
como aves fustigadas
em desventuras,
enclausuram-se numa penúria
sem fim; desarrimadas,
não podem encarar a invernia;
álgidas ao suão das brumas,
querem sobrevoar alto,
mas o peso de suas plumas
dificultam-nas ao salto...
Quase tudo
na vida tem explicação,
e no escudo
do medo, tais aves se retraem
sem força, sem reação,
e no mesmo espaço persistem
sem que consigam se alçar;
elas miram a liberdade,
mas lhes é inviável arriscar
pela imane dificuldade...
Parecida é a vida
das pessoas apagadas:
igual a ave ferida,
longe do ninho e da realidade,
divisam desorientadas
o remoto céu da sua liberdade;
imersas em pulos bisonhos
elas pretendem revoar,
porém, somente em sonhos
é que os farão realizar.
Do seu Livro "Cascatas de Versos" - 2019
EU LÁ EM KATMANDU
Eu lá em Katmandu contemplava
o portentoso tabuleiro do Himalaia
e sem qualquer tabu me imaginava
galgando o pico de Tupã-açu de tocaia.
Foi assim naquela hora de fútil reflexão
que virei o expert, chiste do Caipora,
e recitei ao Everest em sua dimensão
a grande proeza da minha metáfora:
“Óh magno píncaro de exuberância,
desejo agora volitar igual o pássaro
no zênite e oscular a tua opulência
sobre as asas de um albatroz bárbaro!
A tua grada estatura eu quero escalar,
contemplar o vale no trono de alvura,
inda que me ouças, em ti quero reinar
por uma fátua e maravilhosa aventura!”
Ali no pino do suntuoso adro pude ouvi-lo
reprochar tal jactância e rir
do meu patético plano em conquistá-lo
por vanglória e nele me insurgir:
“Não sou tão elevado assim como pensas,
pois olhe as estrelas do céu e seu sagrado
manto na imensidão, belas e suspensas,
rutilando para o Eldorado!”.
“Oxalá eu fosse comparado aos astros
rútilos a cintilar no mundo
das constelações, irradiando lastros
de luz a dar-nos um júbilo profundo?”.
Eu lá em Katmandu mirei o céu azulado,
vi refulgir uma luz cristalina sobre o pico nu,
e sobre um cavalo alado, excelso e prateado,
eis que eclodia o rei Tupã-açu.
Lá de cima me sorria com toda afabilidade,
e por um átimo eu o via
em fogo riscando nuvens com habilidade,
cujas frases no éter proferia:
“As mais altas e belas montanhas da terra
sabem quão distantes situam-se das estrelas
do céu, pois são humildes nessa esfera,
tais aos lúmens de velas!”.
“Perante a magnitude do universo existe
a face da perene sabedoria,
cuja ordem soberana de luz consiste
na beleza do Cosmos e sua harmonia!
A lei da submissão é uma virtude,
igual um sol que irradia a verdade,
jamais um astro teria a sua magnitude
se não exibisse sua luminosidade!”.
Do seu Livro "Cascata de Versos" - 2019
O melhor lugar para estar
é onde estou agora.
O lugar a que pertenço
quando saio lá de fora.
Eu falo do dentro de mim,
que é de onde não posso ir embora.
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