Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Um cozinheiro uma vez disse ‘’Ao colocar Ketchup no espaguete vira uma festa de sabores, mas ao exagera no ketchup a festa vira caos. ’’
O Silêncio De Um Menino
Lá vai o menino correndo
Contente apressado pra missa
Com o seu cabelo cortado
Molhado e suado camisa
A missa já vai começar
E hoje por ser domingo
Tão pouco ele tem pra falar
Já cansado de tanto aclamar
Hoje é o teu silêncio
Que vão escutar
E de cabeça baixa
Todos vão ficar
Quando o silêncio te possuir
E toda verdade
Ele insistir em falar
Até a hipocrisia
Deixará de existir
E toda anistia
mudará de lugar
Pois o silêncio de um menino
Conta uma verdade inteira
Mesmo que ele seja traquino
E pule da ribanceira
Porque quando
Um menino se calar
Maiores verdades
Ele traz no olhar
E até o teto da igreja
Há de desabar
Quando testemunhos ali
Se pronunciarem
O jarro, o Santo e o sino
Até o escarro, e o canto
Se espantarar com o menino
A vela, a flor e as donzelas
Vão sumir com a dor e as mazelas Porque já sabem rezar
E dizerem amém ao destino.
Queria escrever um livro de nós dois. Não começaria com o clichê "era uma vez". É bem possível que o primeiro parágrafo já seja uma descrição de tudo o que eu vi em você. O segundo parágrafo então diria sobre a minha admiração e o terceiro sobre "emoção a primeira vista". É, exatamente, não foi amor. O amor nasceu lá pro quinto ou sexto capítulo, depois de muitas histórias. O amor não foi algo planejado, nunca é. Só aconteceu. De uma hora para outra o leitor enxerga nas entrelinhas um "eu te amo" e a gente ainda nem disse um ao outro. É que um bom leitor não se engana! Notou a ausência do "era uma vez" e percebeu que não era um conto de fadas. Não está tudo perfeito. É uma história bonita, mas retrata tantos defeitos. Não tem mágica, mas tem amor e a vontade de fazer direito. Suor, abdicação, esforço e sacrifício. Foi assim desde o início. Tem mudanças de hábito e muita empatia. Estamos escrevendo uma história de nós dois todos os dias.
A civilização progride como uma criança que cutuca um balão cada vez mais forte e lamenta de vê-lo estourar
"Houve um dia em que me senti como uma semente que escondeu do bico do passarinho, você entende? Quando eu digo que poderia estar mais longe agora e florescendo mais, acredito que poderia mesmo. Mas, fui caos. E por consciência responsável não quis contaminar outros solos com meu florescer caótico. Até que você surgiu, e com essa mania estranha de cultivar jardins improváveis, assim fez comigo. Era uma semente fugitiva, e você me encontrou. Morri. Você me fez morrer (Não leia num tom agressivo). Foi a morte mais bela da história, pois dela eu renasci. E uma flor caótica brotou na beira do cais. Embora parecesse bela, abrigava muitos espinhos, causava dor. Mas era a melhor companhia para quem se achava sozinho..."
"Hoje me vejo na vida como alguém que chegou em um patamar muito distante do inicial. E já alerto que isto não é necessariamente bom. Percebo que minha calma hoje é curta, e eu não sinto mais a paciência pulsar, é como se uma parte de mim tivesse morrido, ou pelo menos estivesse cansada e dormiu. Eu tenho me esforçado para retornar ao rumo que me trazia paz, e tenho lutado ao mesmo tempo, são muitas flechas e pedras, e meu castelo está cercado, eu posso me calar e respirar fundo mais uma vez, assim como posso devolvê-los suas munições. Talvez tenha chegado a hora de ser alvejada, talvez seja o tempo de alvejar. Apenas suplico que não seja condenada, pois para todas as coisas há tempo, e este deve ser o meu tempo de não aguentar.
Há coisas que me alimentam como combustível, e há outras que me intoxicam como um veneno poderoso. Ultimamente os dois têm tido sabores semelhantes, ou o meu paladar não sabe de mais nada também, assim como eu. A questão é que o mesmo combustível que alimenta, provoca combustão, assim como remediar-se em excesso mata, o próprio veneno às vezes nos é antídoto. Com isso aprendi sobre dosagem. Por muito tempo fui brisa calma, maré tranquila, e isso já era demais, brisas muito calmas nos deixam preguiçosos, e maré tranquila demais não nos faz bons navegantes, mas, apenas navegantes tranquilos e despreparados para quando a maré subir e o mar agitar. Dosagem. Esta palavra tem ecoado em minha mente, e eu que sempre ignorei os meus ecos, vi o tempo de os considerar."
"De um amor pra outro é como mudar de país, a gente aprende uma nova cultura, e esse choque cultural nem sempre é bem aceito a princípio. Não que seja mau, às vezes é bom até demais, a gente pensa que sabe tudo, e que que sempre soubemos tudo, no entanto, de um amor pra outro é importante se entregar ao êxodo, não se pode viver o novo se suas raízes estão em outra história. Manter raízes é bom até certo limite, algumas coisas precisam ser vividas de outra forma, e o apego à antiga Terra Coração pode te fazer mal. De um amor pra outro é como mudar de país, você no início tem medo de sentir falta da Terra Coração natal, mas, é preciso saber que bons imigrantes não têm medo de aventuras e novidades, bons imigrantes não se abalam ao pensar no risco de serem eternos nômades, pois em toda viagem que a vida faz, sabemos: Haverá um cais, haverá uma âncora, haverá um lar."
Pensar é um verbo de reflexão, pensar demais é uma conjugação de perder a esperança. E pensar ativamente é uma oração de ação para conquistar os objetivos.
E um novo dia irá surgir com o brilho do sol interior, e o canto dos pássaros avisando que: acordar, levantar e cantarolar é uma forma de agradecer a Deus por tudo que virá.
Haverá um dia em que a ave de plumas coloridas, domesticada pelos homens, mostrará seu ferrão do calcanhar; seu dono então perceberá que a corrente agora está em seu pescoço e sua casa foi tomada por ela.
Ela disse que não poderia mais viver
Mas não sabia ela que já tinha morrido sem perceber...
Com um abraço apertado e um sorrido de lado
Falei bem baixo em seu ouvido sem ela perceber
"Me desculpa,mas quem ama um dia tem que esquecê..."
A união de um casal não se faz pela perfeição, mas pelo que juntos escolhem enfrentar, olhando sempre para a frente numa cumplicidade e unidade.
A confiança sempre é um bom começo,para um relacionamento,por conta que se não tiver para que começar?
Odisséia
Um pé na estrada
E o outro de tocaia
Esperando que a madrugada
Lhe sirva de gandaia
A fé me levanta
E me serve de escada
Eu deixo o ferro
O escudo e a espada
E da sacada ainda posso ver
Insanas mulheradas
Descendo de míni saía
O céu escureceu
E tantas estrelas eu vi brilhar
Mas o destino era sempre breu
E só o amor pôde me guiar
Eu te dei mil abraços
E também beijos roubados
Depois cortei um dobrado
Quando eu resistir
E me vestir de palhaço
A minha vida sempre foi
Um samba de lata
E só o amor me convida
Pra correr e cair
Nos braços dessa mulata
A minha sina sempre foi
Correr, cair e levantar
Fumar um cachimbo e rezar
E depois me embrenhar pela Mata
Mais longe quis andar e sumir
Nas curvas que o vento faz Por ai
E quando a saudade apertava
Eu te mandava lembranças
Por um sinal de fumaça
Aonde eu vou não tem caminho
É eu quem faço a minha trilha
E é sempre feita com carinho
Pra receber as maravilhas
É muito pouco o que eu sei
É quase nada eu ja nem lembro
Se um dia eu já fui rei
Foi no fim lá de Dezembro
Quando a estrada ainda era calma
E a alma ainda era tudo
Pra vida a gente batia palmas
E de dor não se falava no mundo
A vida cobrava tão pouco da gente
E a amizade era tão natural
Só quem viveu
É quem sabe, quem sente
Que o peso da luta era tão normal
A gente deitava
Ali nas calçadas
Contando as estrelas
E ouvindo piadas
E quem por ali passava
Achava muito engraçado
E acabava do nosso lado
Contando histórias
E dando risadas
Pois o mundo era ali
E o medo eu não via
Não tinha moto
Não tinha halli
Não tinha os bêbados
Á nos iludir
Não tinha grito
Não tinha berro
Não tinha choro
Não tinha vela
Não tinha agouro
Não tinha remela
Não tinha cachorro
Não tinha gamela
Não tinha pato
Não tinha prato
Não tinha prata
Não tinha ouro
Não tinha rato
Não tinha besouro
Nem carrapato
Nem tinha touro
Não tinha lata
Não tinha leite
Não tinha nata
Não tinha azeite
Não tinha pão
Não tinha queijo
Não tinha cão
Não tinha beijo
Não tinha você
Não tinha desejo
Não tinha sofrer
E não tinha morrer.
Então, você nem bem acaba de matar o amor com um tiro no próprio coração. Calma, matar metaforicamente falando, e já ressuscitaram velhos amores, que faz muito tempo que já foram sepultados.
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