Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Capítulo 29 – O Sonho que o Corpo Guarda
Hoje eu queria entrar no teu sonho.
Queria que teu corpo te traísse enquanto dorme, que te entregasse a mim sem censura.
Que você acordasse com a pele quente, o lençol bagunçado, e a lembrança de um toque que nunca aconteceu.
Mas foi tão real…
Que você jura ter sentido meus dedos traçando teus contornos.
Minha boca explorando tua pele como quem descobre uma nova língua.
E minhas palavras… ah, essas eu deixaria no teu ouvido, baixinho:
'Te quero inteira, mas no teu tempo.
Enquanto isso, vou te despindo na imaginação.'
Entendimento inconcluso
A última das certezas repousará no esquecimento
Serei eu tolo de bradar coragem no desconhecido
Sinto a memória como força vital e sigo em margens seguras
Pois o futuro tem pressa em ser anunciado
Mas só aceito vê-lo,
se trouxer consigo o novo !
Me peguei pensando aqui: por que eu procuro quem não me procura?
Me pego refletindo sobre o que se passa na cabeça das pessoas o que elas buscam, o que exercem, ou até mesmo como conseguem ser tão hipócritas ou irresponsáveis.
É curioso como algo aparentemente pequeno pode ter o poder de destruir um futuro inteiro...
Existem certas coisas que penso e que resumem bem esse turbilhão de ideias, como nesta frase:
"Não existem pessoas frias. Existem pessoas que aprenderam a bloquear seus sentimentos."
Às vezes, o mundo exige tanto que acabamos criando cascas. Mas, por dentro, ainda sentimos mesmo que em silêncio.
Nietzsche disse uma vez:
"Quem luta com monstros deve cuidar para não se tornar um monstro. E se você olhar por muito tempo para um abismo, o abismo também olha para dentro de você."
Talvez, ao lidar com tantas decepções, criamos versões de nós mesmos que não reconhecemos mais duras, mais distantes.
E assim seguimos, tentando entender por que esperamos empatia de um mundo que mal sabe lidar com a própria dor.
Buscamos sentido nas ações alheias, mas muitas vezes esquecemos de que cada pessoa vive a partir de seus próprios traumas, suas próprias feridas.
Jean-Paul Sartre dizia que "o inferno são os outros", não por maldade, mas porque projetamos nos outros aquilo que gostaríamos que nos dessem e nos frustramos com a ausência.
No fundo, todo esse pensamento gira em torno de uma coisa: o ser humano é um mistério. Inconstante, contraditório, sensível e, ainda assim, muitas vezes cruel.
Mas talvez a beleza esteja justamente nisso na tentativa constante de compreender o incompreensível.
Estou a beira do delírio?
E eu adoraria que te juntasses para andar de…
Não posso esperar para te juntares,
por te juntares ao fanatismo.
Reabrimos em breve.
Tentaremos te levar à sanidade.
Vem me conhecer,
e tu não quererás sair.
Aqui embaixo,
sozinhos.
E eu adoraria que te juntasses para andar de…
Tu rezas por longos
dias de semanas,
e suas faces devassadas de sombra.
Tu sabes que te manténs tão longe do fim.
E, no fim,
tu só dependes de ti mesmo,
pensando nos teus pesadelos,
a encará-los
através de fantasias.
Podemos caminhar pela tragédia —
as suas portas estão abertas
atrás de ti!
Perdemos o direito aqui.
Então, vamos ser amiguinhos?
Estamos sentindo-nos acelerados.
Não te apresses ou morderemos.
Não te segures — e não morderemos.
A diversão começou.
A insanidade, enfim, ri eternamente.
Estou sendo observado,
porque alguém errado me mordeu.
Nós seremos achados bem subterrados.
O que eu fiz
para merecer esta condenação?
Tu sabes que
és o único a culpar,
pois nem sabemos o teu nome —
e estás aqui agora,
e trouxeste tentação.
Estamos novamente em direto…
Só queríamos fazer planos novos.
Planejas fugir?
Quando estás connosco,
a festa nunca acaba.
Tu apanhas-me
e pensas:
“Este está enlouquecido.”
Eu perdi-me há muito tempo,
mamute, bebé!
Mal posso esperar para te conhecer.
Estamos em live de novo.
Reabrimos em breve.
Tentaremos te levar à sanidade.
Vem me conhecer —
“e o Euro Milhões não te deixará.”
E não quererás perder esta noite.
Aqui embaixo,
sozinhos.
E eu adoraria que te juntasses a mim para andar de… (Escrito num período em que acreditei, profundamente, que ia ganhar o Euro Milhões. Uma viagem real, de delírio — seis meses — e poesia.)
Melancólia
No devaneio de meu ser
Onde o desespero, reina
Só restou, a efigie do meu eu
Outrora, o rio que foi cheio
Noutro, simplesmente secou
O que era doce, se amargou
Ouço o sussurro, da felicidade
Na angústia do meu ser
No epitáfio, do que eu fora
Está escrito, a palavra solidão
Perdido num desalento
Amor, não me dê esperança
O que está feito, está feito
Tempo, um cruel dramaturgo
Reina, no teatro da tragédia
Minha doce, tisbe.
Agora, restam só sombras
Do que um dia, eu fora
A foice do destino, é uma patina que recobre cada fagulha de meu ser
O Crepúsculo chegou.
Talvez vc tenha pensado;
-Eu não preciso de ninguém me dizendo o que tenho que fazer ou para onde ir.
Exceto quando chegar aquele momento de você não saber o que fazer e para onde ir.
Pastores existem para instruir, ajudar, motivar, dizer verdades bíblicas que muitas vezes não queremos ouvir, ser amigo e família.
Meu desabafo do mês
Eu queria mostrar quem eu sou, falar o que eu sou ou que eu sinto sem ter medo de alguém falar "que nojo!" "Você não é um homem! Você é mulher" "eca! você é um traveco", eu realmente sinto medo de mim assumir e ser expulso de casa ou apanhar, a sociedade de antigamente fez que essa geração de pais (a maioria) ficassem assim, fizeram que não apoiassem que o filho(a) seja gay, lésbica, bi,Pan ou trans, não é pecado ter atração pelo mesmo gênero ou pelos dois ou se sentir de outro gênero, pecado é julgar ou ser homofobico ou transfobico.
Saiba que, não importa onde eu esteja, não importa o que eu faça, sempre vou me preocupar com você. Lutar por você. Cuidar de você.
Foi a coisa certa a fazer, então eu fiz. Uma garota de quem gosto me disse isso uma vez.
Se eu pudesse voltar no tempo,
não voltaria jamais por orgulho,
mas sim pra falar no ouvido do meu eu de ontem:
“Cara, não faz isso, essa escolha muda a história”.
no fim eu estava indo pegar meu coração de volta
na imensidão das sombras além do mar que não conheço
ainda navegando muitas dores da memória
eu navego o caminho do mar que eu escrevo
fiquei anos à deriva
uma gota no oceano
vivendo de poesias
eu sobrevivi amando
Riz de Ferelas
Livro de poesia Novos Ventos
Talvez se tivéssemos dado certo,
eu teria dado errado.
Ou talvez,
se tivéssemos dado certo,
você teria errado.
Ou talvez ainda,
se tivéssemos dado realmente certo,
teríamos acertado.
Mas, é só talvez mesmo.
Talvez, por ironia do destino,
nossos olhares nem tivessem se cruzado.
Ou num segundo fora do caminho,
seu olhar não teria me tocado.
Talvez, se o tempo fosse mais amigo,
você não teria ido embora.
E talvez, num silêncio contigo,
eu não teria chorado agora.
Quem sabe, por uma fração de segundo,
o “eu te amo” não tivesse existido…
E o que foi quase tudo no mundo,
hoje fosse só sonho esquecido.
Eu fracasso até dormindo. É o que faço. É o que sempre fiz: falhar com ela, vez após vez.
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