Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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⁠Se você é livre para falar o que quer, eu sou livre para aceitar o que eu julgar razoável.

⁠"Quando eu sorrir pra você, junto com o sorriso eu envio carinho, paz, felicidade e meu desejo de que você realmente tenha um dia cheio de alegria, SORRIA..."

Eu vi.
Bem de longe, mas vi.

A sombra cansada,
o corpo fraco de lutar.

Vês o mundo
com olhos para os outros.

Mas quem vê o teu?

Hoje sei quem sou, e continuo sendo quem eu sempre fui...

Quanto mais eu apanho, mais eu cresço!

⁠"Se eu juntasse toda a humanidade, não conseguiria fazer uma mãe"

“Como eu não poderia amar minha mãe com todas as minhas forças?
Se o próprio Deus declarou que o amor de uma mãe é o amor humano que mais se compara ao Seu.
E, cá entre nós, Deus me deu o privilégio de ter uma mãe extraordinária. Foi ela quem escolheu um pai incrível e Deus me presenteou com irmãos maravilhosos.
Sou imensamente grato a Deus por essa família.”

Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.


Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.


O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.


Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.


Autora: Nayra Sousa

Eu sou o que você vê e não o que as pessoas falam de min.

Eu vi

Eu vi.
Bem de longe, mas vi.

A sombra cansada,
o corpo fraco de lutar,
o peso escondido
na forma de continuar.

Não perguntei.
Não era o meu lugar.

Há distâncias
que também são uma forma de cuidado.

Mas vi.

Vi-te olhar o mundo
com olhos para os outros,
guardar palavras,
amparar silêncios,
deixar um pouco de ti
em quem precisava.

E pensei:

quem vê os teus?

Quem repara
quando o sorriso pesa,
quando o corpo pede descanso
e tu continuas?

Talvez nunca saibas
quantas pessoas levam consigo
um pouco da tua bondade.

Talvez quem cuida
raramente veja
até onde chega o cuidado.

Mas chega.

E se algum dia
o mundo te pesar demasiado,
não precisas de me contar o mundo.

Fala-me de elefantes.
De paredes.
Do tempo.
De coisa nenhuma.

Ou não fales.

Há silêncios
que também sabem ficar.

Não te escrevo para salvar-te.
Nem saberia como.

Só para que,
entre tantos olhos
que ensinaste a olhar para dentro,

saibas que houve uns,
bem de longe,

que olharam para ti.

E viram.

*_Com você eu posso_*


Com você eu posso ser sério
e, cinco minutos depois,
falar a maior bobagem do mundo.


Posso ter uma opinião profunda
sobre alguma coisa importante
e logo depois discutir
qual de nós dois é mais teimoso.


Posso rir de mim mesmo
sem precisar parecer interessante.


Posso falar demais,
me atrapalhar nas palavras,
cometer erros de gramática
e continuar a conversa
como se nada tivesse acontecido.


E sabe o que eu acho bonito nisso?


Eu não preciso estar impecável
para estar bem com você.


Não preciso preparar uma versão melhor de mimantes de aparecer.
antes de aparecer.


Posso simplesmente chegar
do jeito que estou.


Talvez porque exista uma confiança
que não precisa ser anunciada.


Aquela sensação gostosa
de saber que, diante de certas pessoas,
a gente não precisa representar.


E com você...


eu gosto especialmente disso.


Porque entre nós
até as minhas partes mais escondidas
parecem não precisar mais se proteger
quando estão diante de você.

"Eu não quero ter que te convencer de nada, então tome decisões baseadas no seu próprio entendimento."

Tô tão acostumado com o fundo do poço que já estou até trazendo água pra não acreditou que eu sairia de lá beber!

Eu achava que seria diferente, sabe?
Que iriam me olhar da mesma que enxergam os outros, que enxergam a opinião dos outros,
Mas eu sempre fui assunto de pautas exageradas, sempre fui um descaso pras pessoas, como se eu fosse um peso, como se meu silêncio fosse desagradável, como se a minha desistência de tudo e de todos incomodasse, às vezes me sinto em uma bolha, não respiro e nem sinto, eu queria ser um tubarão, sabia que tubarões são como humanos ansiosos? Eles parecem ser tão agressivos, mas eles são frágeis, se formos ver...só querem sobreviver no meio de uma imensidão profunda, eu poderia ser um leão, mas mesmo assim eu seria solitário, eu poderia ter tudo que eu quisesse, mas uma hora ou outra eu iria cair como um homem fraco que só pensa em si mesmo em todas as ocasiões, aprendi comigo mesmo que não podemos confiar, mas cada vez eu insistia, eu insisto em tudo...pois acho que é assim que se resolve, insistindo como louco, como um desastrado infame da vida, do desastre ocupacional, odeio quando falam que sempre fui uma criança brincalhona, nunca, eu só queria atenção, eu tentava ter carinho, eu barganhava o afeto, mas acho cômico que poderia ter tido aquilo tudo de qualquer pessoa da rua, que eu poderia cumprimentar qualquer vizinho da rua que iria preencher o vazio que minha própria família não concluiu.
Ao mesmo tempo, sinto que pareço o gato de botas, engraçado não? Tão destemido, insistente na vitória, cego por achar que deveria vencer em tudo, por achar que poderia vencer de qualquer batalha, de qualquer briga, mas no final, é só um gato ansioso...
Me sinto como Napoleão Bonaparte, independência ou morte, mas no meu caso? Eu escolheria a plena morte no resplendor da própria bandeira insignificante que carrego
É tão vazio por dentro que não me encontro, me sinto caindo... é estranho como esqueci do meu passado, não consigo me enxergar e nem me ver como aquela criança, aquele rosto inocente

Eu me queimaria em silêncio só para não apagar a tua luz. O peito meu pesa como ferro antigo derretido, mas basta um olhar teu para o mundo parar de girar... Se a dor é o preço de te ter por perto, aceito ser cinza só para continuar nos teus passos....

⁠“Quando eu era criança, o tempo nunca passava. Depois que cresci, o tempo nunca para de passar.”


Tem uma coisa interessante: ela cria um contraste perfeito entre infância e vida adulta. É quase um paradoxo: quando você tinha muito tempo, parecia que não passava; quando percebe o valor do tempo, ele parece não parar.

Eu não ligo mais pra você, eu não ligo mais pros seus sonhos, que se foda seus planos. Daqui a vinte anos te espero no mesmo lugar não se esqueça !

Eu gosto mesmo são dos seres mutáveis,
Aqueles que se reinventam,
Ora suportam, ora aguentam
Gosto do sabor da metamorfose,
Onde apenas sobrevivem à mudança, os fortes!
É permitido dançar com a impermanência,
Enfrentar as turbulências, testar as convivências, buscando alimentar a sapiência.

Converso sim, mas nem tudo eu conto.
Principalmente sobre minhas conquistas.
Depois que se realiza, eu celebro.
Quem sabe de tudo, inclusive os desejos do meu coração, é Deus.

As cores que o tempo levou


Quando eu era criança, o mundo parecia pintado à mão.
O céu tinha cheiro de tarde quente,
e o vento parecia brincar comigo.
As cores eram vivas — não só nas coisas,
mas dentro de mim.


Agora, aos vinte e dois, olho o mesmo céu
e ele já não me devolve o mesmo brilho.
As cores continuam lá,
mas meu olhar parece cansado de reconhecê-las.
Talvez não sejam as tardes que mudaram,
mas a forma como eu as sinto.


Na infância, o tempo era eterno.
Hoje, ele corre — e leva embora o encanto das coisas simples.
Mas às vezes, quando o sol se despede devagar,
eu fecho os olhos e finjo ser criança de novo.
Só pra ver o mundo com aquele mesmo coração colorido.