Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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Dia 02 de Novembro. Dia de amados.

Hoje eu não vou a cemitérios.

Hoje é o dia que escolhemos para homenagear nossos mortos.

Dia em que muitos se dirigem aos cemitérios, visitam túmulos, os enfeitam, relêem as inscrições nas lápides...
Muitos reservam alguns momentos nesse único dia, para lembrar, aqueles que morreram e já foram esquecidos, acho isso um tanto hipócrita e totalmente desnecessário.

Não que eu também não tenha meus próprios mortos, para lembrar ou revisitar, mas faço isso, no cotidiano, mantendo-os vivos em mim e buscando as referências, de suas vidas, em suas obras...

Hoje eu não vou a nenhum cemitério.
Aos esquecidos, seria desonesto, tal fingimento e aos que mantêm-se vivos em mim ou em suas obras, seria completamente desnecessário.

Não vou a cemitérios.

Tenho pra mim que, assim como, Mario Quintana, aqueles que um dia viveram, não estão lá.

Hoje, a minha criança me chamou para passear
Então, eu a levei
[Eu nem tenho filhos]

Eu tenho uma condição rara
Não tão rara

Se chama ‘mente tagarela’
Ela dialoga o tempo todo
Mil pensamentos por segundo

E às vezes fica difícil não transmitir o que ela diz

Em outros momentos, o ‘eu superior’ precisa intervir e dar a ela um pouco de ordem.

Eu, que nunca me expressei como deveria, agora, em meio às minhas próprias vozes internas, tropeço.

— ecos de tudo aquilo que guardei.

Eu posso ser
Centenas em uma só
Extremamente polida
Minimamente sem cerimônias

Depende das lentes que me enxergam
E das quais eu me permito ser enxergue

[Ineditismo]


Quão sortuda eu seria
Se morasse na primeira vez das coisas.

Sem hiato, sem depois, sem desculpas.
Perduraremos por todas as existências e universos.

Eu te infinito.

Tudo o que eu achava que era amor ficou pequeno depois que ela chegou.

ABRAÇO QUE EU NÃO TIVE

Eu já sorri quando a alma chorava
Pra ninguém perguntar se doía
Já fui presença quando me faltava
Um ombro, uma voz, uma companhia

Eu já ajudei quem caiu no caminho
Enquanto eu caía por dentro também
Fiz do meu peito um lugar de carinho
Mesmo sem ter onde pousar em alguém

Eu sou o abraço que eu nunca recebi
Sou a palavra que ninguém me falou
Sou o cuidado que faltou pra mim
Mas que em mim nunca faltou amor

Eu sou sorriso em dia de tempestade
Sou força quando o peito desabou
Quem vê coragem não vê a metade
Do tanto que essa alma suportou

Eu já enxuguei lágrimas alheias
Com as minhas presas no olhar
Já disse “fica, vai ficar tudo bem”
Quando eu queria alguém pra ficar

E fui aprendendo no silêncio da vida
Que ser forte também cansa demais
Por trás de toda mão estendida
Tem um coração pedindo paz

Em outros tempos eu zoaria os vascaínos, hoje dá até pena.

Todo o bom relacionamento é bonito, mas oque eu tenho comigo mesmo é o meu preferido.

Senhor, permita que além de sabedoria para escolher o melhor caminho eu tenha prudência suficiente para não me desviar dele.

No campo de batalha pessoal está o meu eu que joga sujo e o outro eu que joga limpo...a única competição digna de minha atenção.

Sempre me colocaram no topo e eu quis descer de lá; quero viver a minha vida e não às expectativas dos outros.

Eu escrevia bem. Mas são tempos sombrios, sóbrios, sobressalentes.

Senhor, permita que eu adormeça com a tua proteção e desperte com a tua benção.

"Eu vivo e construo a minha própria história e não vivo a história de outros!"

Eu chorei por alguém que não morreu.
E isso parece loucura para quem nunca sentiu.

Mas quem viveu sabe:
existem partidas silenciosas
que deixam marcas mais profundas
do que muitos adeuses definitivos.

Porque a esperança demora para morrer.
E enquanto ela respira,
o coração continua esperando
o que já não vai voltar.

Bah…
tu virou saudade antes mesmo de virar passado.

E eu sigo aqui,
tentando ser forte igual gaúcho aprende a ser,
mas tem ausência tua
que nem o vento minuano consegue esfriar.

O coração até tenta seguir estrada,
mas toda vez que lembro do teu jeito,
é como se a alma parasse na cancela
esperando alguém que não vai mais voltar.

Eu aprendi cedo a ser forte,
dessas prendas que seguram o mundo no peito
e não desmontam na frente de ninguém.

Mas tu foi diferente.

Tu me deixou vivendo um luto silencioso,
desses que ninguém percebe,
porque não tem enterro,
não tem despedida,
só um vazio quieto tomando conta dos dias.

E mesmo tentando seguir,
tem partes minhas que ainda esperam teu retorno
como quem espera chuva boa depois da seca.