Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Embora eu não experimente mais o amor quando morrer, o amor provavelmente continuará vivendo sem mim
Se Eu Pudesse Voltar no Tempo
Se eu pudesse voltar no tempo por apenas alguns minutos…
Eu não pediria dinheiro.
Não pediria sucesso.
Não pediria uma casa maior.
Nem carros.
Nem negócios.
Eu pediria apenas mais um jantar com minha família.
Mais uma conversa sem pressa com meu pai.
Mais um abraço na minha mãe.
Mais uma oportunidade de segurar a mão dos meus filhos enquanto eles ainda eram pequenos.
Porque hoje eu entendo uma verdade que só a distância ensina:
Nós não sentimos falta das coisas.
Sentimos falta dos momentos.
Sentimos falta daquilo que não sabíamos que estava acabando.
Sentimos falta dos domingos simples.
Das refeições em família.
Das risadas sem motivo.
Dos abraços rápidos que dávamos sem imaginar que um dia custariam milhares de quilômetros de distância.
A vida passa tão depressa que, quando percebemos, a cadeira que sempre esteve ocupada está vazia.
A voz que sempre ouvimos ficou apenas na memória.
O filho que cabia em nossos braços agora cresceu.
E o tempo…
O tempo nunca volta.
Por isso eu digo:
Abrace seu pai.
Abrace sua mãe.
Abrace seus filhos.
Abrace sua filha primogênita.
Diga que ama.
Diga hoje.
Não amanhã.
Não quando tiver tempo.
Não quando as contas estiverem pagas.
Não quando a vida estiver mais tranquila.
Porque a vida nunca fica mais tranquila.
E o amanhã não pertence a nós.
Existem pessoas que dariam tudo o que possuem hoje para ouvir mais uma vez a voz da mãe.
Para sentar por cinco minutos ao lado do pai.
Para ver o sorriso de um filho pequeno correndo pela casa.
Mas não podem.
O tempo levou essa oportunidade.
E o tempo é o único ladrão que nunca devolve o que rouba.
Eu sou imigrante.
Escolhi partir para construir um futuro melhor.
Mas existe uma dor que ninguém mostra nas fotos.
Uma dor que não aparece nos carros, nas casas ou nas conquistas.
A dor de olhar para trás e perceber que aqueles que amamos continuam envelhecendo sem a nossa presença.
A dor de perder aniversários.
Momentos.
Abraços.
Pedaços da vida.
E então você entende que riqueza não é quanto dinheiro existe na sua conta.
Riqueza é ter quem abraçar quando chega em casa.
Riqueza é ouvir sua mãe chamando seu nome.
Riqueza é sentar ao lado do seu pai e ouvir histórias que você já ouviu cem vezes.
Riqueza é sua filha dizer:
“Pai, fica mais um pouco.”
Se você ainda tem seus pais, aproveite.
Se você ainda tem seus filhos perto de você, aproveite.
Se você ainda pode abraçar alguém que ama, aproveite.
Porque um dia, sem aviso, tudo isso se transformará em lembrança.
E nesse dia você perceberá que os momentos simples eram, na verdade, os momentos mais valiosos da sua vida.
Ame mais.
Perdoe mais.
Abrace mais.
Esteja presente mais.
Porque no final, quando tudo passar, não serão os bens que aquecerão seu coração.
Serão as memórias.
E as memórias mais bonitas nascem dos abraços que tivemos coragem de dar enquanto ainda havia tempo.
Entre tantas versões de mim, a que mais gosto é essa: a que sorri apesar de tudo. Ser eu mesma é meu melhor filtro.
O ABRAÇO QUE É TODO SEU.
BY: Harley Kernner
Te abraçar… é como se eu me embrulhasse inteiro, e fizesse de mim um presente só para você.
É o momento em que capricho em ser seu,
todo seu — sem sobrar nada de mim para o mundo.
Esse abraço não é sobre mim,
não é o meu desejo que nele mora.
É sobre você: sobre como você me acolhe, me segura, me conforta quando estou à sua frente
e me sinto esmagado… mas esmagado de carinho.
Talvez, para você, seja também igualdade:
um dar e receber que se encontram no mesmo ponto.
Mas uma coisa eu sei, e ninguém me faz mudar de ideia: ninguém, em toda a minha vida, me abraçou como você.
Ele muda o rumo das nossas respirações,
desliza devagar, bem de leve, pelo pescoço,
e termina com um friozinho bom na barriga,
daqueles que a gente nunca quer que passe.
Começa com uma aflição doce, saudável,
como quem tem pressa de estar mais perto,
mas logo vamos devagarinho…
suspirando pouco a pouco,
num ritmo que é nosso só:
compassado, sereno, harmonioso,
até que a nossa respiração se acalma,
e vira uma só, dentro do mesmo abraço.
Te abraçar foi para mim,
mais do que uma experiência,
foi como viajar dentro da sua alma,
de mãos dadas com o seu coração.
Harley Kernner.
Arquitetura de Poesias e Crônicas.
Sao tantas versões de mim entre tanta imagem, nenhuma sabe explicar
Ninguém vê o que eu escondo atrás do sorriso ou da calma,
Entre o que dizem que sou — bom, mau, forte ou caído —
entre elogios que pesam e ofensas que doem sem fim…
nenhuma dessas versões é o meu verdadeiro sentido:
no meio de tudo isso, sou só eu tentando sobreviver a mim.
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, eu decidi que minha performance será uma comédia de erros com um orçamento baixíssimo.
Eles dizem que deus trabalha em silêncio. Eu digo que esse silêncio é indistinguível da inexistência.
"Eu não espero o vento mudar; a minha determinação é o próprio clima que governa o ambiente onde eu piso."
"O mundo está cheio de cópias; eu decidi operar na frequência da autenticidade extrema, porque é lá que a verdadeira riqueza se concentra."
"Eu não me contento em abrir portas; o meu propósito é construir os novos edifícios onde as futuras lideranças vão se reunir."
"Eu não sinto a pressão do ambiente; eu sou o fator externo que altera a pressão de qualquer sala onde eu entro."
Onde Havia Dois, Restou o Amor
Éramos dois, agora sou só eu.
Meu irmão, protetor do frio e da lida,
Em noites densas, o calor era o teu,
No agito constante de nossa vida.
O medo e a ansiedade tentaram ficar,
Mas o amor transbordava em nosso segundo lar.
Entre sons e mimos, sem hora ou rigor,
Eu obedecia ao seu tom mais gentil, com louvor.
Mas o meu inseparável irmão partiu,
Deixando-me só, em um mundo vazio.
A idade avançou, o silêncio chegou,
E em um sopro de susto, o AVC me tocou.
Julgaram-me finda, deram-me o adeus,
Mas o amor de meus donos era maior que os céus.
Lutei com meus sons, clamei por viver:
"Ainda estou aqui, não quero morrer!"
Pelas mãos da ciência e o cuidado da alma,
A vida voltou a trazer minha calma.
Fisioterapia, carinho e luz,
Ao seio da minha segunda família, o destino me conduz.
dedicado aos meus cachorros e médicos
Dedicado à Theodora (em vida) e ao Martin (em memória).
Por: Roseli Ribeiro
Eu buscava o sabor dourado da esperança, sua doçura luminosa, mas encontrava o gosto azul da melancolia, o amargor cinzento da ausência. Mas uma luz me cobria e eu sentia o sabor cristalino da paz, a leveza da manhã. Sua lembrança era o gosto rubro do amor e o sabor prateado da lua. Mas ardia a dura violeta da saudade, enquanto eu buscava o som luminoso da liberdade, sem perder a delicadeza transparente do afeto, na esmeralda dos sonhos no vermelho silente e solar da eternidade. Eu senti a voz aveludada do tempo no murmúrio sedoso da chuva e o canto macio dos pássaros era uma sinfonia em minha alma. No entanto, ardia o quente áspero do esquecimento na canção morna do verão. Eu sentia enfraquecer o meu corpo no silêncio cortante da ausência, mas a música líquida das fontes trazia sua delicada voz solar. O eco suave era a fala mansa do vento. Leve como a brisa na melodia transparente. Era o perfume luminoso do amor, na voz cintilante do desejo, a fragrância cálida da paixão que ruborizava meu rosto ao olhar seus olhos brilhantes na cândida alegria da tarde. O aveludado aroma da presença fazia a música macia da pele. E a voz doce das recordações é uma saudade teimosa que nunca vai embora e insiste no perfume estelar da união. A claridade do amor. A doce tristeza da saudade me deixava pensativa, vivendo no presente o passado distante. A voz pálida das lembranças que se fazia a escuridão doce da melancolia no aroma distante de quem anda errante a divagar memórias e a comer o tempo. Queimava o sabor nebuloso da perda, na canção fria da solidão, o eco azul dos dias perdidos, no silêncio do que ficou. Nem o perfume das galáxias podia redimir a música dourada dos astros. Mas a voz potente do universo faz calar o pranto e a claridade sonora das estrelas tem o toque luminoso da eternidade.
EU, POEMA DE MIM
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.
Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.
Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.
Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.
Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.
Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.
Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
às vezes eu acho
que fui feita grande demais
pra uma vida que não expande
ou pequena demais
pra caber no que existe
porque até quando eu amo
tem uma rachadura
até quando eu fico
já estou saindo por dentro
queria que alguma coisa
finalmente me coubesse
ou que eu fielmente coubesse
em mim;
"Quanto mais inveja você tem de mim, mais eu sei que o meu caminho está em paz e o seu coração ferve por remorso e mais eu sei que a sua vida deve ser tratada"
Voltando para mim...
Ás vezes, eu parecia deslocada na minha própria vida. Eu me sentia como se nada pertencesse verdadeiramente a mim. Talvez não pertencesse mesmo. Talvez tudo não tenha passado de uma aprovação. Uma mera aprovação, para ver do que eu seria capaz de aguentar. Ou seria apenas uma aprovação para o meu caráter. A resposta para isso é complicada, pois, ela pode vir em forma de um impulso. E eu não quero isso. O que eu quero, é o que eu tenho. Eu tenho coisas instáveis, claro, por que nada na vida é estável, tudo absolutamente tudo vai mudar... É a lei da vida. Para algo nascer ou florescer, outro tem que morrer de uma forma completamente horrível, mas linda para quem olhar com cuidado. Nós só damos valor a algo na vida quando perdemos. Quando não temos mais o olhar ou o amor que tanto nos hipnotizou antes. Quando não encontramos mais nada do que nos proporcionamos aos outros, resta-nos uma só coisa. Mais nada a fazer. Por isso digo, quando perdemos alguém em nossa vida, um alguém que não sentirá tudo o que já sentiu um dia por você, saiba que não há nada à fazer. Basta-nos procurar mais a frente o sentimento que nós foram negados. Quem sabe você encontre alguém... Um alguém que te amará como eu nunca pude. À dias eu estava com essa dúvida que consumia o interior de minha mente. Como eu podia fazer tanto mal a mim mesma? Como? Como eu alimentava coisas e, paranoias que certamente não eram verdade? Como eu ERA TÃO CRUEL COM A MINHA MENTE? Talvez eu até saiba a resposta, mas nunca terei a coragem de dizer. Eu só posso dizer que, pelo bem da minha mente e da minha 'eu' me encontro em um estado de alívio. Alívio. Alívio depois de tudo o que passei. Talvez eu devesse apenas aproveitar minha vida. E usar todo os meus pensamentos e sentimentos para algo melhor. Algo melhor do que ficar eternamente me torturando em um limbo de dor e sofrimento constante.
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