Eu Sinto poema
Cigana dos olhos verdes,
Catarina do meu encanto,
Sinto escorrer o pranto,
Pelo meu rosto de emoção,
Vou te dar o meu coração,
Pra ter um pouco de sorte,
Pra te amar até a morte,
Cigana dos sonhos meus...
Quando a tarde vai EMBORA,
É bem nesta HORA,
Que sinto falta da minha CHINA,
E minha alma CHORA,
Ouvindo o som da VIOLA,
Que acalenta minha SINA,
E esta saudade de OUTRORA,
Que se vai pela noite AFORA,
E no romper da AURORA,
Esta angústia TERMINA...
Não guardo mágoas nem rancores...
De todos os amores...
Que tive na minha vida...
Só sinto saudade...
Daquela que foi mais amada...
Mulher, companheira, namorada...
Que me deu felicidade.
Te conheço há pouco tempo, e me sinto tão
confortável quando falo contigo,
que não quero nada mais, a não ser esse teu encanto que me atrai e me fascina.
Guardo meus sentimentos
dentro de momentos, e sempre
que Me recordo deles eu sinto por
um momento aquele sentimento.
O amor
é um mistério
se eu sinto
o seu coração bater
também posso
sentir o meu
e se um dia
eu fui ateu
depois de ti
até o que é breve
tem ar de eternidade.
Sem medo do vazio,
nem da sombra que invade,
não sinto o frio
desta brevidade.
Se a noite é escura,
não me pode tocar,
minha alma é pura
é de outro lugar.
O mundo é passagem,
não é meu abrigo,
levo na bagagem
só o que sou comigo.
Eu sinto como se estivesse sendo rasgada. Sinto minha pele esticando e meus musculos sendo rasgados.
Tudo me dói, até a dor que não é minha.
Eu não sei mais como me desvencilhar dessa lãmina.
Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.
Você partiu, e deixou em mim uma saudade que jamais terá fim.
Sinto falta dos nossos momentos, da nossa história, de tudo o que vivemos juntos durante tantos anos.
Que saudade de você, meu amor.
A sua ausência dói todos os dias, mas preciso continuar caminhando... agora sem a sua companhia.
Levo você para sempre no meu coração, nas lembranças e no amor que o tempo jamais apagará.
E, quando chegar o meu último suspiro, espero que ele me conduza até você novamente.
Saudade eterna. ❤️🕊️
Eu me sinto egoísta quando penso em mim
Então eu paro de pensar em mim por um momento e penso em você e
Eu percebo que você está pensando em mim...
Âncora e Verso
Foste âncora para no porto ancorar
Na hombridade que sinto
Vejo um alívio
Para me poder desamarrar
Da correria do tempo
Oiço o vento soprar
Escuto gestos humildes e simples
Num puro amor
Quase ninguém escuta a minha dor
Ou vê as minhas vertentes
A plainar num sonho de ser um senhor
Sonho acordado para saborear o viver
Quero ter, quero crer e quero ser
Mesmo sendo um orador
Um poeta e pintor
Pinto com a minha alma a cor
Do pensamento de um escritor
Passo e faço um pacto com Orfeu
Fazendo a emoção
Sair com grande tensão
Razão de me ver na caverna de Platão
Numa ilusão desmedida que me dá vida.
Nela me deito e semeio
Para transformar a minha força
Em fruto.
Lisboa, 23 de julho de 2026
Emanuel Andrade
Não consigo falar, por isso escrevo.
Não consigo expressar tudo o que sinto.
Queria poder me derreter em teus braços.
Queria que cuidasses de mim
como se cuida da rosa do Pequeno Príncipe.
Eu queria ser sua,
e queria que escolhesses ser meu.
Não por obrigação,
mas por paixão.
Há pessoas a me cortejar,
mas de que me adianta,
se o cortejo que desejo
é unicamente o seu?
Se não tens intenções comigo,
tenha a decência de sair dos meus pensamentos.
Não é justo comigo,
pois sempre que fecho os olhos,
vejo você:
a postura ereta,
os dedos ágeis sobre o computador.
Vejo o nosso abraço,
onde senti o calor do teu corpo.
Vejo teus olhos
atrás das lentes dos teus óculos redondos,
e pensar neles me faz perceber
como combinam perfeitamente com teu rosto.
Então vejo teus lábios
e perco a noção do mundo.
Eu adoraria dizer tudo o que sinto.
Talvez escrever seja limitado,
porque meus pensamentos
são mais rápidos que meus dedos.
Xícara de Café
Sinto-me solitária,
como uma xícara de café
esquecida num canto qualquer
de uma mesa bagunçada,
cercada por papéis importantes.
Parece que tudo ao redor
merece mais atenção do que eu.
Escrevo porque dói.
Não é uma dor do corpo.
É uma dor que atravessa a alma,
que se instala na mente
e encontra abrigo no peito.
Dói tanto
que as palavras se tornam pequenas demais
para explicar o que sinto.
Talvez seja por isso
que eu recorra à fumaça.
Não porque eu goste dela,
mas porque sua breve brisa
anestesia aquilo
que já não consigo suportar.
Não sou alguém forte o bastante
para fingir que está tudo bem.
Sou apenas alguém frágil.
Tão frágil
que evita até cruzar o olhar da própria mãe,
com medo de encontrar, nos olhos dela,
uma decepção
que talvez exista apenas dentro de mim.
E isso dói.
Dói de um jeito
que minhas mãos quase desistem
antes mesmo de terminar este poema.
Estou com o coração ferido.
E, enquanto tento sobreviver,
sou julgada
por não saber
como deixar de doer.
Enquanto Escrevo
Escrevo
porque a voz não alcança
o lugar onde a dor mora.
Sinto-me
como uma xícara de café
esquecida num canto,
enquanto o mundo
se ocupa de coisas importantes.
Carrego um coração ferido,
uma mente barulhenta
e um silêncio
que ninguém escuta.
Às vezes penso em ir.
Às vezes lembro
que existem olhos
que chorariam por mim.
Então fico.
Não porque a dor passou.
Mas porque,
enquanto escrevo,
ainda existe
uma parte de mim
que escolhe permanecer.
Às vezes não consigo ver o sol no horizonte mesmo sabendo que ele está lá,
Às vezes não sinto a chuva, mesmo andando debaixo dela.
Às vezes finjo viver, mesmo sabendo que não estou mais aqui.
Meu humor às vezes muda sozinho (TAB), e minhas reações podem ficar intensas quando me sinto ameaçado emocionalmente (TPB).
Ter isso não me isenta de responsabilidade, mas também não significa que tudo que eu sinto naquele momento é racional.
Quem não quer compreender, não vai compreender com nenhuma explicação.
Explicar é um gesto. Aceitar é uma escolha do outro.
Eu não estou pedindo privilégio.
Estou pedindo condições mínimas de respeito enquanto me trato.
Eu sou o outro.
Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.
Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.
Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.
Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.
Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.
Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.
#RESUMO
Sinto a brisa que acaricia o meu rosto...
Me perco nas nuvens, onde os anjos brincam de esconder...
Olho ao redor tentando entender...
Uma resposta provoca uma centena de perguntas...
Como se pudesse caber o infinito todo num sentimento...
Resumindo minha vida em um momento...
As horas voam quando encontro a felicidade...
De estar junto a você...
Consigo alcançar qualquer distância...
Sonhando...
Vou te dizer por onde ir...
Você encontrará nos meus olhos todo o amor do mundo...
Porque a cada dia e a cada segundo...
É o seu amor que me faz caminhar...
Vivo a vida, sem amarras...
Sinto o vento, sinto a liberdade...
No silêncio, encontro meu ser...
Vida introspectiva, momentos de saber...
Não quero perder a espontaneidade,
Deixar que a vida se torne rotineira.
Lanço olhar para o horizonte,
E vejo um mundo cheio de possibilidades...
São tantas as aventuras, tantos os sonhos...
São tantas as camadas, tantos os mistérios...
Coração alegre, alma livre.
Vivendo no abandono imposto...
Melhor assim...
Não sinto o pesar dos anos...
Sigo em frente, com liberdade e ousadia...
Porque a vida é um presente,
Um labirinto, cheio de desafios...
Mas não me perco, não me desvio...
Não me preocupo, não me atenho...
Possuidor de um coração contemplativo...
Nunca desisto...
Sandro Paschoal Nogueira
