Eu Queria Saber Coisas que Rima com Lais
Meu super ego tirano
não me permite mais
um dia deixou me entregar
e foi só abandono
agora eu preciso aprender
a ficar só e esquecer
sonhos e planos...
Propósito
Eu vou usar tudo que tenho em mim,
todas as minhas ferramentas de comunicação,
toda minha arte,
só pra você se ouvir.
O meu propósito não é falar.
O meu propósito é você se ouvir:
Existe, para além dessa nossa existência tacanha,
uma perfeita Poesia invisível,
orquestrando essa melodia chamada Vida
e convidando, insistentemente, nossa Alma para dançar.
Há neste meu propósito uma certeza ardente
de que a vida merece ser experienciada por completo,
afinal, viver é a nossa maior dádiva.
E nessa certeza mora uma Esperança viva
de que, enquanto tivermos uma alma
Deus poderá ser sentido.
Este é justamente o ‘Sentido’ da vida,
não esse monte de compromissos que você marca
só para fugir de ir pra casa se encarar.
E nem esses textos bíblicos que você posta
mas não entendeu que fé é sobre descansar.
Tampouco essa culpa que você insiste em se punir
por não ser perfeito ou apenas por errar.
Isso não é vida.
Vida é esse instante sagrado
onde sua alma encontra o Eterno.
E o meu propósito é te fazer lembrar disso.
Volta pra casa.
Com a palavra,
Alice Coragem.
🙏 Oração de quem reflete a glória
Deus, que eu não busque brilhar por vaidade, mas por refletir a Tua glória.
Apaga em mim todo desejo de exibição, e acende em mim o desejo de ser luz.
Que minha presença carregue Tua paz, e meu olhar carregue compaixão.
Que a Tua glória se revele em cada detalhe da minha vida.
Não permita que eu me torne espelho da soberba, mas reflexo do Teu amor.
Faz da minha conduta um testemunho silencioso e firme.
Que onde eu estiver, Teu nome seja lembrado — e não o meu.
Transforma-me em morada pura e consagrada ao Senhor.
E que a Tua glória brilhe mais que minha vontade.
Em nome de Jesus, amém.
Purificação
🙏 Oração de quem sabe guardar
Pai, ensina-me a guardar o que é santo com reverência.
Que eu saiba proteger o meu templo, minha mente e meu espírito.
Que eu não exponha o que é sagrado ao que é profano.
Dá-me sabedoria para calar quando for preciso e coragem para falar com amor.
Livra-me da curiosidade doentia e da língua que fere.
Ensina-me a guardar segredos que não me pertencem e a respeitar histórias alheias.
Que eu seja discreto, fiel e prudente como servo Teu.
Que minha alma esteja trancada para o pecado, mas aberta para a Tua voz.
Ensina-me o valor do silêncio que honra.
Em nome de Jesus, amém.
Purificação
O que eu sempre direi ao meu filho.
Se algo der errado, volte para casa.
Se as contas ficarem pesada,volte para casa.
Se a cabeça não estiver boa volte para casa.
Se a Solidão bater,volte para casa.
Nao importa a idade ou a distância, você sempre pode voltar para casa.
Eu sempre serei o seu lar.
Sempre serei a sua mãe.
O seu porto seguro.
Vale sempre ter uma mãe
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Te amo de um jeito que nem eu entendo.
Te adoro até no silêncio.
Te venero como quem encontrou um milagre.
Te acho incrível até nos teus defeitos.
Te amo mais do que eu sabia ser possível.
Te adoro como se fosse meu lugar favorito no mundo.
Te venero em cada pensamento que tenho.
Te acho incrível mesmo quando tudo está um caos.
Te amo com calma e com furacão.
Te adoro com cada parte de mim.
Te venero como quem respeita o que é raro.
Te acho incrível em detalhes que ninguém mais nota.
Te amo até nas entrelinhas.
Te adoro como quem não cansa de escolher.
Te venero como quem confia de olhos fechados.
Te acho incrível só por existir.
Te amo tanto que chega a doer de leve.
Te adoro até quando briga comigo.
Te venero como quem sabe que encontrou algo sagrado.
Te acho incrível só por ser você.
Te amo sem vírgulas, sem ponto final.
Te adoro de manhã, de noite, de madrugada.
Te venero como quem protege um segredo.
Te acho incrível até sem esforço nenhum.
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"Espelhos invisíveis"
Se o meu Eu se reflete em tudo que percebo, por que é tão difícil encarar a mim mesmo?
Que enigma perverso, ser a origem e o espelho, de quem olha e se perde na própria imagem.
A percepção... Essa lente frágil que se turva com o tempo, enferruja quando não é cultivada, e mesmo assim, insiste em parecer absoluta.
Mas como concluir o que é feito de fluxo?
Como fixar um sentido naquilo que muda toda vez que se olha?
Sou movimento, sou dúvida, sou o eco de perguntas que nunca cessam...
E talvez, só talvez, olhar para si não seja encontrar uma resposta, mas ter coragem de sustentar o próprio olhar sem desviar!
Carta para uma narcisista
Foram quatro meses, mas o que eu vivi nesse tempo marcou como se fossem anos.
Entrei de coração aberto, mas saí com ele mais forte — e, pela primeira vez, voltado para mim mesmo.
Durante o tempo ao seu lado, fui colocado à prova emocionalmente de maneiras que ninguém deveria ser.
Convivi com comparações dolorosas, ausências inexplicadas, reações agressivas por motivos banais e uma instabilidade que me fez perder a noção de quem eu era.
Até o fim, o desequilíbrio se manteve: bastou eu dizer que queria ir pra casa, e você respondeu com desprezo e fúria — jogando no chão o que simbolizava nossa história.
Mas ali, junto dos cacos, nasceu minha lucidez.
E é por isso que hoje eu escrevo não com raiva, mas com consciência.
Porque o que me parecia amor, era teatro.
E quando percebi, eu apenas sorri — que sorte a minha ter sido o único verdadeiro nisso tudo.
A sua passagem pela minha vida teve um efeito inesperado:
Reencontrei amigos que o tempo e o seu controle haviam afastado.
Reaproximei-me da minha família, que me acolheu e me lembrou quem eu sou.
Todos me incentivaram a sair desse ciclo — e eu escutei.
Eu aprendi.
Aprendi a delimitar melhor para quem eu entrego meus sentimentos nobres.
Aprendi o valor do amor-próprio e da autoproteção emocional.
Aprendi que não posso salvar ninguém que não quer ser salvo — e que isso não é um fracasso meu, é um limite da vida.
Aprendi que há uma hora de parar. Parar de insistir. Parar de sangrar por quem nunca vai cuidar da ferida.
E nessa hora, é preciso abandonar a batalha — por amor à própria vida.
Hoje, sigo a vida sem sofrimento, sem peso, sem mágoas.
Carrego apenas o que me constrói: meus valores, minha força, minha consciência limpa.
Você talvez nunca consiga amar.
Mas eu consigo.
E da próxima vez que eu amar, será com leveza, reciprocidade e verdade — como eu mereço.
Obrigada pela lição.
Eu me despeço, de cabeça erguida, sabendo que voltei a ser quem eu sou — e que nunca mais me abandono.
"Enquanto uns sonham com ideias perfeitas, eu calejei a alma com os estilhaços do real. O mundo não me ensinou — me espancou. Não fui feito pra agradar, fui forjado onde ninguém sonha em pisar."
--Purificação
"Eu morri e continuei em pé.
Chame isso de teimosia, de fé ou loucura — tanto faz.
Só eu sei quantas vezes precisei me reconstruir sem manual, sem aplauso, sem ninguém.
Só quem sangra em silêncio entende o peso de sobreviver ao invisível.
A queda não me matou, me instruiu.
E hoje carrego cicatrizes que não envergonham — ensinam."
— Purificação
O meu orgulho é tão grande que eu me recuso a falar sobre gramática da Língua Portuguesa com quem a concebe como coisas do tipo:
Regrinhas chinfrins e idiotas, vestibular, concurso público, ascensão social, conseguir um emprego, e tutti quanti. Aos que se afeiçoam a estas aberrações, dou-lhes um conselho: dediquem-se ao estudo sério da Educação Clássica, especialmente a que se refere à arte da linguagem, o Trivium; estudem filosofia da linguagem e filosofia da gramática. Essa coisa de uso funcional e social da linguagem é sinal de incultura.
"Alexandre venceu impérios. Epicteto venceu a si mesmo. E eu? Eu sou a junção dos dois: a ferida que continua de pé, a cicatriz que nunca se curva.
Sou o silêncio que aprendeu a gritar por dentro, a queda que aprendeu a cair em pé.
Carrego a guerra dos outros no peito, mas minha alma não aceita coleira.
Não sou salvação — sou sobrevivência selvagem com olhos de fogo."
— Purificação
"Alexandre venceu impérios. Epicteto venceu a si mesmo. E eu?
Eu sou a junção dos dois: a ferida que continua de pé, a cicatriz que nunca se curva.
Sou o silêncio que aprendeu a gritar por dentro, a queda que aprendeu a cair em pé.
Carrego a guerra dos outros no peito, mas minha alma não aceita coleira.
Fui forjado no vale, ungido na dor, e sustentado por um Deus que não me poupou da fornalha — mas entrou comigo nela.
Não sou salvação — sou sobrevivência selvagem com olhos de fogo e fé que não se dobra."
— Purificação
Nem é sobre ser,
Nem sobre estar,
Nem entender, nem pertencer.
Sem eu,
Sem você,
Sem nós.
O Ser é tudo —
E tudo sou sem ser.
O Nada é absoluto em silêncio.
Ainda além, Aquilo existe.
Tu vibra,
Mas não entende.
Nem tente.
Apenas seja.
E aí, estou.
Antes do Um,
Antes do Zero,
Antes do negado,
Do inverso,
Do compreensível.
Só o que tenho é isso — E basta.
Reconheço.
Agora repouso
E vibro.
Vibro em ti.
Vejo por ti.
Ouço por ti.
E existo
sem existir.
Mistério.
Primeiro, eles vieram para levar os ciganos
e eu fiquei feliz porque eles saqueavam.
Depois, vieram para levar os judeus e eu não disse nada,
porque eles eram desagradáveis comigo.
Depois, vieram para levar os homossexuais,
e eu fiquei aliviado, porque eles estavam me irritando.
Depois, vieram para levar os comunistas,
e eu não disse nada porque eu não era comunista.
Um dia, vieram para me levar,
e não havia mais ninguém para protestar.
Nota: Versão atribuída a Brecht de sermão originalmente dado por um pastor alemão chamado Martin Niemöller em 1946.
...MaisMulher de muitas moradas
Às vezes eu tenho a sensação de que existem várias partes de mim dentro de mim mesma.
Quase ninguém conhece, mas eu conheço.
Eu moro dentro de mim!
Dentro de mim tem aquela que gosta do silêncio, que prefere quando não há barulho algum.
Tem aquela que gosta da solidão, mas também aquela que ama a multidão!
Tem aquela que gosta de ver gente, de sentar na calçada e ter aquela conversa boa, simples, que aquece a alma.
Dentro de mim mora aquela que escreve, aquela que lê.
Tem aquela que cala, mas também aquela que fala!
Existem tantas partes dentro de mim.
Tem aquela que quer reviver o passado, mas que, por algum motivo, apagou da memória.
E dentro de mim existe aquela que segura firme a caneta da própria história!
Nildinha Freitas
