Eu Precisei Desisti
Tenho medo do quanto estou
Frágil em tuas mãos
Se eu nunca tive o que mais precisei...
Você é tanto...
Me tira toda a razão...
E desde que te vi, eu soube
Que havia algo de incomum
E o teu beijo não foi só mais um.
Eu soube, meu coração não estava em mim
Pois já era teu.
Quando precisei de você para ser feliz,
eu descobri que me amava.
Quando abri mão da minha felicidade
para que você encontrasse a sua, foi que descobri que te amo.
"Ontem foi tão grande a minha solidão
que eu precisei chorar, prá não ficar sozinho. Pobre tolo... Pobre de mim...
que já nem sei chorar, e não sabia."
Hoje precisei de colo, de um abraço, qualquer gesto de carinho.
Hoje as palavras se silenciam, sei que a cura para o que estou sentindo
é o Amor. É o amor daquele que sempre te ampara quando esta sozinho,
é o amor daquele que sabe tudo que se passa em seu coração. Este amor
sara, cura e purifica a Alma.
❝...As vezes nos bate uma incertezas, medo, lutas diárias, decepções, sentimentos de que alguém esta sendo ingrato contigo, sensação de perda, de fracasso, nos sentimos fracos e impotentes.
Mas Deus em seu infinito Amor nos da a chance de recomeçar, renascer outra vez...
Precisamos aprender a doar mais sorrisos, pois assim receberemos mais sorrisos também. Dar mais amor, receber mais amor, perdoar mais, ajudar mais, ser solidário com aquele que sofre.
O amor é o remédio para a tristeza, que não tem preço, nem prazo de validade. E este Amor
se chama Amor de Deus... ❞
------------------------Eliana Angel Wolf
"O meu maior patrimônio é a minha paz de espírito e a certeza de que nunca precisei diminuir ninguém para crescer."
Roda Gigante
Quando mais precisei, você me deixou
Um vazio no peito que o tempo curou
Achei que era o fim, um beco sem saída
Mas a vida é um jogo, uma nova partida
O coração é uma roda gigante, girou
E tudo que não me fazia bem, arremessou, longe
Você se arrependeu, desceu, perdeu não tá mais aqui
Nessa roleta russa, que bom, sobrevivi
A roda gigante deu a volta completa
Agora você volta, com a cara desfeita
Diz que quer me encontrar, que a saudade bateu
Mas essa porta fechou, quem perdeu foi você
O coração é uma roda gigante, girou
E tudo que não me fazia bem, arremessou, longe
Você se arrependeu, desceu, perdeu não tá mais aqui
Nessa roleta russa, que bom, sobrevivi
Preferi ficar só a girar o cilindro
Num jogo perigoso, um amor quase findo
Agora sou mais forte, aprendi a lição
Quem manda na minha vida é o meu coração
Ajudei a multidão e, ainda assim, continuei a caminhar sozinha.
Procurei quando precisei ninguém estava lá.
Eu precisei fingir que estava tudo bem,
enquanto uma parte minha
morria em silêncio.
Porque ninguém percebe
o tamanho da dor
de perder alguém aos poucos.
Primeiro acabam as conversas.
Depois os cuidados.
Depois a presença.
E quando você percebe,
só restou a lembrança
do que um dia foi amor.
Eu sempre fui uma pessoa bem resolvida. Nunca precisei da atenção dos outros para me sentir inteiro, nem busquei validação para confirmar meu valor. Passei boa parte da vida confortável dentro de quem eu era, com minhas certezas, meus limites e meus silêncios.
Até que um dia encontrei alguém que enxergou em mim algo que eu mesmo nunca havia visto. E, por algum tempo, acreditei naquela versão. Passei a falar mais, a rir mais, a confiar mais. O homem reservado se tornou sociável, o introspectivo passou a contar piadas, e a desconfiança deu lugar à esperança. Pela primeira vez em muito tempo, tive a sensação de que a felicidade talvez não fosse apenas um conceito distante.
Mas a realidade tem o hábito de cobrar o preço das ilusões. Com o tempo, percebi que a vida raramente permanece no auge dos sentimentos que ela mesma nos oferece. E aquilo que parecia uma descoberta acabou revelando outra coisa, talvez eu não tivesse me transformado, apenas experimentado uma parte de mim que deveria ter permanecido adormecida.
Agora me vejo diante da tarefa de reconstruir quem sou. Não porque aquela versão estivesse errada, mas porque ela não conseguiu permanecer. Preciso recuperar o controle dos meus sentimentos, reorganizar meus pensamentos e voltar a caminhar com os próprios pés.
Talvez as coisas nunca tenham sido realmente boas aqui dentro. Talvez eu apenas tenha encontrado alguém capaz de silenciar, por um tempo, os ruídos que sempre carreguei. Mas ninguém pode viver para sempre sustentado pelo olhar de outra pessoa.
As coisas vão voltar ao lugar. Não exatamente como eram antes, porque já não sou o mesmo homem. Mas voltarão a ser minhas. E isso terá de ser suficiente.
Eu aprendi a não julgar quando me julgaram, aprendi a perdoar quando precisei ser perdoada, aprendi dizer não quando o sim faltava com a verdade, aprendi que a justiça se faz com uma balança longe do céu quando vi pesar mais para o desfavorecido, aprendi que nada temos além de nossa palavra quando precisei ser quem sou, aprendi que está certo é um ponto de vista que não preciso provar a ninguém, aprendi que fazer minha parte é quando não espero mais dos outros, aprendi que prefiro doar quando percebi que o egoísmo se perde na vaidade, aprendi que beleza não é um padrão quando não perdi minha essência, aprendi que valores não tem conta bancária quando olho para a vida e vejo toda riqueza, aprendi que amor tento construir dentro das minhas limitações quando condiciono o sentir, aprendi que a fé liberta quando tentaram me impor um tipo de Deus, aprendi que pessoas são reflexos de suas dores quando tentei contar minha história, aprendi que poesia alimenta minha alma quando escrevo meus sonhos e devaneios, aprendi que música tocam meus momentos e assim uma trilha sonora, aprendi que no natal o Cristo é lembrado, mas esquecemos a cada segundo quando falamos de Jesus e não seguimos seu caminho. Eu aprendi que nasci para viver de aprendizado e que Feliz Natal é o tempo de renovar o Cristo que precisamos aprender dentro de nós. Eu aprendiz da vida eterna!
Quantas vezes precisei de um peito para apoiar minha cabeça e derramar minhas lágrimas!
Quantas vezes precisei de uns braços para me abraçar fortemente com afeto!
Quantas vezes precisei de um olhar que compreendesse o meu!
Quantas vezes precisei de um sorriso para me fazer sorrir!
Quantas vezes precisei de um puxão de orelhas quando eu fazia algo errado!
Quantas vezes precisei de tranquilidade nos momentos de nervosismo!
Quantas vezes precisei de tratamento quando a depressão tomou conta de mim!
Quantas vezes precisei de vigilância quando eu pensava em suicídio!
Quantas vezes precisei de: conselho, carinho, amor, afeto, compreensão, orientação, etc...
Quantas vezes precisei de tudo isso, para descobrir que isso tudo, só dependia exclusivamente de mim, e foi assim que percebi que Deus é tudo, então deixei de ser frágil, fraco, inútil e covarde.
Primeiro precisei me perder em dores e lágrimas para reconhecer:
Eu sou a pessoa mais importante da minha vida.
A prova? DNA único.
Não existe cópia.
Van Escher 🦁
" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...
Minha compaixão brota de ter sofrido, conhecer a dor ensinou a aliviar, dou mãos onde precisei delas
Das quedas, fiz minha escola. Dos pedregais, desenhei um novo caminho e das vezes em que precisei me erguer, aprendi que a vida é um paradoxo tênue, entre a dor que fere e o recomeço que cura.
A solidão foi um deserto que precisei atravessar, na areia deixei expectativas mortas, no vento encontrei o som da minha própria respiração, e no fim descobri que nunca estive realmente só, eu estava comigo e isso era suficiente.
A solidão que me visita é de companheira e não de inimiga. Ela me aponta lugares onde precisei crescer. Fica tempo suficiente para me mostrar mapas íntimos. Quando se vai, deixa calmaria como quem arruma a casa. E eu sigo sabendo o caminho de volta.
Carrego dentro de mim um cemitério inteiro de versões que precisei enterrar para continuar, e mesmo assim, insisto em florescer como quem desafia a lógica da própria destruição.
