Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Volte, felicidade!
Quem é você,
cuja sombra me encobre,
da face nada se vê,
a não ser um hino esnobe?
Fui eu quem te escrevi,
o vil detalhe esculpi,
vi, aos poucos, seu partir,
fugir,
sumir,
sem, ao menos, um sorrir.
Quem furtou o meu cinzéu?
Não achei mais minha pena,
sequer vi mais meu papel.
Inspiração saiu de cena.
Nomearam-lhe felicidade,
coisa estranha e abstrata,
de ti só restou saudade,
preciso ler minha errata.
Quem lhe espantou foi a verdade,
não combinou com minha idade,
a higidez da realidade,
desprezou a lealdade,
em algum beco da cidade.
Volte, felicidade.
No ponto
Isso é um conto?
Se não, existe um ponto?
Entre o acesso
e o excesso?
Tem desconto,
se passar do ponto?
Se ficar aquém,
sou ninguém?
A verdade dói,
corrói,
destrói,
e constrói.
Que verdade?
a minha?
a sua?
ou a da vaidade?
A da vaidade,
ilusória liberdade.
A que põe um ponto,
E não dá desconto.
Lembre-se que é você que tem sentimentos sobre as coisas, mas as coisas não têm sentimentos sobre você.
Questione sobre tudo, mas se não puder questionar escreva.
Pense sobre tudo, mas se não puder pensar escreva.
Pense fora da caixa, mas se não puder pensar inove.
