Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Dinheiro não cria comida. Pessoas criam, comida dá na terra. Dinheiro não constrói casas. Pessoas constroem. Dinheiro não cura. Pessoas curam.
Dinheiro não dá na terra, mas precisamos de dinheiro para comprar comida. Porém comida dá na terra; Contudo, precisamos de dinheiro para comprar a terra...
As terras livres são de quem? E as terras privadas, de quem são? Refletir sobre isso é mais complexo do que aparenta.
Em meio a uma vida sem sentido, uma vida onde não sabemos ao certo onde ela vai nos levar, em meio a uma vida onde normalizamos a ida e vinda de pessoas, em meio a uma vida onde o amor deixou de ser algo belo e se tornou algo ruim, em meio a tudo isso, eu, como escritor, vejo belezas infundáveis, belezas carregadas com a esperança mais bela que existe, como o sonho de uma criança de ir à lua. Sonhos esses que são os mais belos, onde a dor e o sofrimento não chegaram nem um pouco perto, onde o mundo não destrói por completo, sonhos como estes que carregam a esperança de um mundo perdido.
E talvez seja justamente nisso que a vida ainda faz sentido: naquilo que fica mesmo quando tudo parece ir embora, nos laços que, mesmo silenciosos ou distantes, ainda carregam significado. Há presenças que mudam, palavras que deixam de existir como antes, mas sentimentos que não desaparecem tão fácil assim. E, mesmo em meio à dúvida, ao medo de errar ou de tentar de novo, ainda existe algo que insiste em permanecer, algo que não se explica, mas se sente.
Porque, no fundo, enquanto ainda formos capazes de guardar essas pequenas belezas, de lembrar sem dor completa e de sentir sem precisar nomear, o mundo nunca será totalmente vazio. E talvez a esperança mais verdadeira não esteja em não perder, mas em ainda se importar, mesmo quando tudo dentro da gente pede silêncio.
Mas me fala...
há quanto tempo
que cê não mete o pé na estrada?
mesmo que descalça
há quanto tempo
não para pra admirar o céu,
o pôr do sol
em pleno e total silêncio?
cê já parou para pensar
que talvez todo esse barulho
dentro seja apenas um grito de socorro
da sua alma implorando por liberdade?
Não é sobre dinheiro.
É sobre respeito.
Dinheiro compra coisas.
Respeito constrói relações.
Quem só pensa em dinheiro mede pessoas pelo que elas têm.
Quem entende o valor do respeito mede pessoas pelo que elas são.
Porque no fim…
o dinheiro pode abrir portas,
mas é o respeito que faz você permanecer dentro delas.
Na vida sempre estamos indo a algum lugar e quando não sabemos onde, qualquer lugar serve. Assim como sempre estaremos nos tornando alguém, e quando não sabemos quem queremos nos tornar ou não, qualquer um servirá.
Nós, e todas as coisas que existem em nosso âmago, não somos uma casa que se constrói; somos uma casa que sempre existiu. A nossa jornada, portanto, não é de aquisição, mas de remoção. Conhecer essa morada é o ato de retirar os entulhos, as lonas e as densas camadas de poeira — dogmas, medos e expectativas alheias — que o mundo jogou sobre nós.
Não existe a necessidade de "se tornar" alguém, pois já somos. O desafio real é parar de tentar ser quem não somos. Para manifestar a verdade que já habita em nós, o autoconhecimento é a chave que abre as portas: ao desconstruir o que nos foi imposto, finalmente passamos a habitar a casa que sempre nos pertenceu.
Talvez meu passado seja só introdução
Rascunho de um livro que ainda não li
Se o futuro é essa página que me encara
Quem sabe seja hora de escrever dali
