Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eu encaro a noite que habita em mim, vislumbrando as nuances dos sentimentos que nem sempre são belos. As vezes, cansada de temer ser humana, me pego pensando se o medo de encarar meu abismo não é só uma face de tudo o que me faz um ser humano normal.
Eu tenho medo de assumir minha imperfeição, e por vezes me cobro com a respiração falhando. Eu tenho medo do egoísmo que as vezes fica bem abaixo da pele, da raiva que tento manter enjaulada, da revoltada que não quero decifrar. Tento somente ser uma pessoa boa em um mundo que nunca foi bom comigo.
A ansiedade me sufoca de tanto que sinto medo...medo de ser humana.
Às vezes sinto que eu sou um barco sinuoso... balançando para o mar negro infinito. afastando-se de quem eu sou.
Olham-me com desconfiança por ser mais nova que meu amor. Eu rio da ignorância, afinal, sei que onde a falta de amor anda não existe passaporte de idade. Entendo que as pessoas se entregam aos desamores e tornam-se amargas, mas conheço bem o sentimento de amar. E o amor não é rotulado por nada. Nada que existe pode barrar esse sentimento, pois é indomável e rebelde por natureza. Não obedece regras, tampouco as banais, como rotular sentimentos por faixa etária.
Eu só queria poder sonhar e realizar, quero continuar sonhando sem medo de tudo isso acabar. Pensamentos negativos vem em minha mente, pensamentos de impotência, pensamentos que muitos de vocês não têm, minha dor e minha batalha é complicada como a da maioria. Só queria viver sem pensar no dia de amanhã, no que vai ou não acontecer, o que me motiva é sonhar. O dia que eu parar de sonhar vai ser o dia que a vida não fará mais sentido pra mim. Só quero continuar sonhando sem ter medo do amanhã. Sem medo de tudo acabar e eu não ter vivido aquilo que eu quis pra mim. Só quero poder sonhar como uma pessoa normal. Sem ter medo do fim.
Enquanto eu atravesso esse deserto sem fim, Deus é água para mim, o louvor ao Senhor é meu descanso, me encosto na Rocha que é a sua Lei, e em paz eu durmo meditando na sua Palavra.
Eu mereço sossego
Dentro do peito
Dentro da mente
Sem palavras vãs
Sem promessas falsas
Sem amores rasos
Sossego de alma, sabe?
Apego
Sabe,
Eu talvez tenha ficado triste
Talvez eu tenha me apegado de mais em você
E de quem é a culpa?
Sua, de ser tão apegável?
Ou minha, de fantasiar as coisas reais e assim, me iludir com elas?
É, eu acho que foi minha realmente
Afinal, se apegar facilmente não é uma arte, é um martírio
Uma arte é desapegar-se com facilidade, mudar de direção rapidamente,
Não perder tempo com lamentos, viver sua vida.
Mas me diga, onde ensinam essa arte?
Ensinam essa arte?
Talvez não a ensinem
Os que a possuem não devem querer dividi - lá com o pobre mundo, afinal
Lenços de papel e comidas gordurosas dão dinheiro.
E também a tristeza de uns diverte outros, por isso.
Mas não adianta ficar se lamentando, não é?
Não adianta ficar chorando pelo que já se foi
Por mais apegado que seja uma hora o coração acorda,
Uma hora ele escuta a voz pessimista do cérebro
E parte pra outra, dando um tempo pras feridas cicatrizarem,
Mas parte pra outra.
A morte tem soprado frio no meu rosto, e eu vi sua face. Ela bate na porta, ela me espera pelo caminho.
Muita coisa ficou pela metade, muita coisa nem terá começo. O cavaleiro negro aparece no meio da neblina.
Por favor não jogue sua lança, não agora, porque ela pode ser o fim.
Ventos fortes não me alcancem, tenho minhas asas quebradas e perdi a direção.
Aquele dia eu não esperava nada, nem era você. Quando vi estava me crucificando no silêncio e caminhando na escuridão.
Eu perdoou os meus amigos por talvez nem mesmo eles ezxistirem
Eu perdoou os meus ionimigos por eles me mostrarem a insignificancia do ser humano.
Eu perdou os drogados por terem a coragem de desafia a morte memsmo que por um motivo tão futil.
Eu perdoou os canalhas por mostraerem que o mundo é cheio de falsidade.
Eu perdou os hipocritas por mostrarem que o ser humano e malhavel entre o bem e o mal.
Mas eu não perdou os inocentes por não terem motivo para serem perdoados.
Há quem diga que o mundo é horrível.
Já eu lhes digo que horrível é o ser humano, desprovido de emoções, crueldade em forma de carne, ossos quebradiços e destruidor de prazeres.
Hoje eu extinto
Já nem me lembro como era no começo
Quando sabia tudo o que me esperava
E acreditava ser alguém especial
E parecia que aquela vida era mais uma viagem
Se algum momento fomos todos dinossauros
Hoje restamos só poeira espacial
Tanta gente buzinando esqueceu de andar
Veio ao mundo por engano, eu vim passear
Disseram que a vida nesse lugar
Depende da temperatura do ar
Televisão, teto solar para ver
Cerveja e cama para sobreviver
Não me preocupa a quantidade de sal
Um dia salva e no outro dia faz mal
Que gosto tem o que faz bem?
Que gosto tem é o que me importa
Então eu danço, até o mundo acabar
Finjo que estou bem, ao ver o teu retrato
Me canso, preciso respirar
Eu vou desatando os nós, que me prendem a ti
Me largam aqui outra vez
Sonhando ver outros sóis, que iluminem a mim e a você
Estou a mercê
Do tempo que vai levar, pra esquecer mas não apagar
Sobreviver
Espere a chuva passar, para ver o sol nascer
Mais uma vez
A chuva passou e a sombra do céu migrou para o chão
O sol está lá e eu
Vejo que o fim ensinou a lição que a vida está sempre
A ensinar
A história acabou mas sou grato pelo que vivi
Junto de ti
Mas pouco do que eu sei
Viver talvez nem sei
É tão normal
Tentar me achar aos poucos
Saber quem eu sou
Nunca, talvez
