Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eu vinha sendo minha própria algoz todos esses anos, aguardando por uma (desnecessária) aprovação dos outros, enquanto que o que eu precisava mesmo era ouvir a minha admiração interna.
Cara admiradora, hoje eu te notei e te despertei! Finalmente te vi, já rouca e cansada, quase desmaiada num canto pouco frequentado da minh’alma. Que bom! Pois posso receber milhares de congratulações… Nenhuma faz sentido quando não ouço a sua: a minha. Hoje eu te vi despertar do sono profundo e me admirar como nunca! Sou a maior admiradora de mim mesma! Viva!
Te vi, meu Eu. E você me olhou de volta com compaixão e honra! Você me viu. Eu me vi! Nós nos vimos nessa descoberta cósmica, nessa troca doce e gentil de olhares figurados. E senti o que eu sempre busquei desde a minha infância: orgulho de mim mesma.
Assim como preciso do ar que respiro, eu preciso ao anoitecer repousar minha cabeça no travesseiro da paz, fechar os olhos e ser tomada pela certeza de que em algum lugar alguém está pensando em mim com a mesma ternura e intensidade que eu estou pensando nele. Eu preciso sentir que mesmo de longe alguém está a me sorrir esperando que seus sonhos me busque, para de mãos dadas passearmos juntos pela aurora, como dois pássaros livres.
Eu voo muito bem sozinha
Mas se você vem comigo me esquento mais
Eu sigo muito bem sozinha
Mas mãos dadas também rimam com paz
Eu sei, que todo mundo espera isso o mais depressa
Mas é bom saber que o amor começa
Em amar a si, que tudo flui bem
Tente pensar no amor
E aprender com a dor
Se é pra recomeçar
Que seja como for
Você diz que o mundo é livre, eu me sinto só
Nossos corpos em declive, eu me sinto só
Vem descendo a pirambeira pra eu não me atrasar
Acordada, a rua inteira vê meu amor passar
Há quem diga que a piada é pra se entristecer
Eu prefiro ser do contra mas pagar pra ver
Acredite, eu fiz um mantra pra esquecer você
Você nem sabe que eu tô
Você nem sabe quem sou
Regardez-moi, je suis bleu
Je suis complètement bleu
Olha não vá por favor
Se esquecer do meu amor
Eu nunca fui do tipo que
Colava nos rolês de futebol
Eu sempre preferi
Paleta de cores e o pôr-do-Sol
Eu nunca fui do tipo que
Quis sair do Rio pra ver você
Passei tempo demais procurando canais
Na TV
Invés de me jogar e me aventurar
Eu sei que o mundo é o meu lugar
E eu vou estar aqui
Quando você acordar
A cidade tá na mesma e eu volto pro mesmo abraço
Eu sei muito bem o traço da saudade
E quando eu chegar
Me espere em sua porta
E não me deixe ir
Se sabe que eu não volto
Então, o que vai ser?
Jeito de ser!
Cuida de eu com amor e carinho...
Dá-me afagos com jeitinho, cafuné nos meus cachinhos...
Sinta todo o meu calor nesse nosso mundinho...
Valorize cada momento, amanhã podemos não cá estar sejamos intensos a cada olhar com a pureza da alma e coração...
Ficas comigo com emoção sem mentiras e com a nossa canção...
Licia Madeira
