Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Tava com vontade de fazer doce de abóbora e acabei me queimando no fogão. Minha mãe falou que eu emagreci mais, que meus olhos estão sempre entupidos de lágrimas e meu rendimento nos estudos continua piorando. Não sei o que anda acontecendo comigo. É algo bem grave, mas realmente não sei. Só sei que desde que você se foi minha vida se tornou uma coisa insuportável, repleta de bagunça, e olha que ela nunca foi arrumadinha.
Na terça-feira, eu acordei às 3 da manhã e sai andando pelas ruas, rindo, cantando, reclamando, vendendo dor. Na quarta, eu amanheci de porre, interpretando as músicas da Maysa, ainda com os olhos fechados, com o copo de vodca na mão, cercado de livros de astronomia e brasas de cigarro espalhadas pela cama. Mas foi na quarta-feira que me dei conta: eu realmente estava perdidamente louco, desequilibrado e que isso não teria volta.
Ele tá lá fora bebendo vodca, falando besteira e sorrindo com os amigos. E eu tô cá dentro, trancado, levando as coisas a sério, reclamando de tudo e escrevendo tanto (...)
Eu sei que você vai segurar minha mão no meio da conversa, eu vou prender o ar na garganta, e você vai fingir que não me quer, que é só amizade.
Eu sinceramente gostaria de explicar o que é você, mas também sinceramente posso dizer que isso é impossível, já tentei mil definições, mas tudo me parece tão vago quando se trata de você, talvez você seja isso, um vazio que nunca foi preenchido.
Sabe... Eu fico pensando em todos os nossos momentos e sorrio, sorrio e percebo minha felicidade porque te amar agora virou um vício, e eu acho que não remédio para isso? ou será que há? Não me faça chorar nem desistir, as vezes o amor não é tudo mas continue me fazendo sorrir,querido.
Situações cômodas demais me causam tédio. Eu gosto mesmo é da adversidade! Meu prazer está em desafiar quem deseja ter para si o pleno controle da situação.
Graças a Deus eu desfruto de uma liberdade e de uma naturalidade que os hipócritas jamais conseguiriam suportar.
Ela: Preciso de alguem que se importe comigo de verdade.
Ele: Eu me importo e muito.
Ela: Alguem que me ame e nao me deixe.
Ele:Eu te amo e jamais te deixarei.
Ela: Alguem que nao minta.
Ele: (S I L Ê N C I O).
Evitar...Antes eu evitava...Evitava tudo que pudesse me gerar problemas...Tudo que viesse a me tirar do eixo...Tudo o que poderia induzir de alguma forma algo que não transcrevesse a verdade ou a realidade dos fatos...Evitava...Evitava mesmo...Porém, por algum motivo, percebi que no meio de tanta “evitação” eu evitava minha felicidade, minha alegria de viver, meu jeito de ser, minha espontaneidade e nada, nada mesmo, justifica “sufocar” essas alegrias...Se hoje evito? Sim, claro, evito! Evito o que de fato tem relevância, o que de fato vai contra o meu "certo”... Evitar coisas banais só por medo do que os outros vão achar ou pensar vai contra o principal sentido da vida que é ser feliz e isso eu não faço mais... Ah... Não faço mesmo! Ser feliz é o que interessa...
QUASE HERÓI
Um dia desses, sol forte, bom clima, cidade grande, euforia, passava eu em meio de uma pequena multidão de pessoas alegres e cantantes, que trovavam o hino do seu time, que saudavam umas as outras. Abraços, sorrisos, pareciam irmãs, íntimas apesar de nunca terem se visto antes. Era a explosão de ser campeão Brasileiro de futebol.
Mas o que realmente tomou minha atenção foi um objeto ambulante que vinha de qualquer lugar e parecia estar andando em direção à terra do nunca. Caminhava devagar, como quem espera pela morte, fazia ziguezagues como quem não tem pressa de chegar a lugar nenhum. Em sua cabeça uma peruca "Black Power" colorida como aquelas de palhaços parecia ser uma forma de gritar bem alto com a voz baixa "Eu ainda existo! Olhe, olhe, sou como você, sou um ser humano!" Vai ver decidira não mais gritar para poupar que o julgassem maluco, para evitar que corressem de sua presença. Em sua pele o cinza berrava o amargor da tristeza. Em seu ombro descaia uma bolsa da cor de sua pele que substituíra sua solidão até então. Seus olhos pareciam não ver ninguém, como quem aceita ser um poste, que nada interfere, que não encara, que não interage. Era um ser humano que nasceu como eu, que chorou como eu, que tentou ser como o seu super-herói da liga da justiça, mas que justiça não fora feita para com ele e lhe sobrara o cinza do mundo, a escuridão da noite fria. Sua peruca, vai ver, fosse um tentativa se tornar um quase super-herói. A vida sem piedade criara um autista forçado. Se bobear em sua mente haviam sonhos e ideias mirabolantes, que vazavam apenas colorindo sua frontal da cabeça.
"-Qual é? chega aí. Aí, vê se esse bagulho é bom, é só puxar, vai ficar nas nuvens que nem um super-herói!" - Está criado, mais um zumbi a vagar nas ruas do Rio.
