Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
-Eu quero dois cafés para nós. Quentes, por favor garson, para aquecer os corações frios. também quero dois amores fogosos porque vejo a relação pender para o lado frio.
escutando aquele doeto...
nem se quer em mil folha eu descreveria meus sentimentos, eu os confudia, era uma "loucura emocional"!
difício de me expressar, se expressar devia ser algo fácil mais não era.
eu me perdia enquando tentava me encontar.
eu me machucava enquanto tentava me curar.
as palavras da minha mãe doia mesmo sendo minha mãe!?
meu pai? nunca puder contar com ele ou qualquer outro parente, isso deve ser a culpa pelo qual sou "trancada emocionalmente".
Era mais de 00:00 eu pensava na minha vida como um trailer, eu estava pensando só nos melhores momentos como um elenco muito esperado, mas aquele trailer não era muito honesto e enganava a mim. Eu me perguntava se o roteiro realmente tinha sido feito por mim, se podia mudar! Foi então que percebi, o trailer faz vc apenas esperar por algo, ele te ilude e manipula até vc se entregar a vontade de assistir o real elenco!
“Talvez eu seja mais do que supõem ou classificam. Sou, em parte, cúmplice da minha própria depreciação. Meus sonhos ainda aguardam matéria e proporção. Por enquanto, me percebo como subproduto das expectativas que criei. Talvez devesse celebrar mais as vitórias e me render menos ao peso das quedas. Talvez devesse habitar a autenticidade em vez do script imposto à minha estagnação.” - Leonardo Azevedo.
*
"As palavras me assediam, e eu examino cada uma delas,
pra saber e entender a aplicação de todas elas,
e assim vou diminuindo os tropeços
e nós dessa nossa linguagem..."
***
Meu corpo me desagrada, cada vez que o vejo eu sinto repulsa, o tempo passa e por mais que digam que é lindo eu não o vejo assim, eu o vejo achatado como uma tartaruga, vejo desproporcional como a princesa Caroço, vejo tristeza pois sinto a necessidade de ser como as outras mulheres mas nunca sinto que m encaixo, sou sempre uma areia movediça me afundando aos poucos, a sensação é devastadora, ninguém me aceita da forma como eu sou, as pessoas pegam ódio de mim sem motivo nenhum e consigo saber de forma antecipada que as pessoas vão me odiar, que vão pedir pra escolher, que nunca vão querer me conhecer de verdade, sinto que todos sentem prazer em desviar meu valor, sentem prazer em solicitar que eu seja despriorizada, que eu seja diminuída, mas ninguém se interessa em me conhecer de verdade.
O quadro que foi pintado um dia, pode ser pintado novamente, EU AINDA ESTOU VIVO.
Pode ter faltado a tinta, mais o pincel 🖌️ ainda está comigo.
Dia das crianças
Na festa das crianças,
num dia leve e luminoso,
lá estava eu, entre risos pequenos,
emprestando cuidado aos meus sobrinhos.
Senti três toques no ombro;
meu irmão tocava-me,
apontando,
como quem revela um segredo.
Ali estava ela
a mesma personificação do acaso,
surgindo outra vez diante de mim,
a poucos metros, próxima tal
como só esteve em meus pensamentos
Mais uma vez fiquei a observar:
estava com o cabelos soltos,
livre do icônico boné claro;
um vestido verde que parecia conversar
com a tarde que nos envolvia.
Havia no olhar
uma calma suave, quase tímida,
um silêncio que dizia mais
do que qualquer palavra ousaria.
Até então, o sarau
que era só para meus sobrinhos
virou uma festa para mim.
Não houve palavra trocada,
apenas o silêncio caminhando
entre balões, risos e canções infantis.
A jura
Te juro,
te juro guardar
somente a mim
tudo aquilo que eu queria
que pertencesse a nós.
Te juro:
não voltar a dizer
o vasto do sentir
que me atravessa.
Te juro,
te juro porque
não quero que fique mal;
pois isso só cabe a mim.
Te juro que,
por mais que queira
esta jura quebrar,
sou incapaz;
pois a você
quero bem.
“Eu perdoo, mas…” — e se Jesus dissesse isso?
Hoje é comum ouvir: “Eu perdoo, mas não quero mais contato.”
É uma frase confortável, protege o coração ferido, mas não traduz o perdão que Jesus nos ensinou.
O perdão de Cristo não foi seletivo, nem condicionado à distância. Ele perdoou enquanto doía, perdoou sem garantias, perdoou oferecendo restauração. O perdão bíblico não é apenas soltar a culpa do outro; é escolher não deixar que a ferida dite o rumo do nosso amor.
Perdoar não é fingir que não houve dor, nem permanecer em ciclos de abuso. É permitir que a graça cure o coração e, quando possível, abra caminhos de reconciliação. Às vezes a proximidade precisa de limites sábios; mas o perdão sincero não constrói muros no espírito, constrói pontes na alma.
Quando perdoamos como Jesus ordenou, somos libertos antes mesmo de o outro mudar. O perdão cristão não apaga a memória, mas transforma o futuro. É aí que a fé deixa de ser discurso e se torna vida.
Quando eu era pequeno, acreditava nas pessoas, na medida em que fui crescendo, comecei a desacreditar. Chegou um dia em que o meu corpo e alma começaram a cansar. Quando a energia estava prestes a acabar, veio uma força maior e me abasteceu, dando-me esperança em continuar a viver. Fui pego de surpresa num grave acidente e tive a oportunidade de continuar a viver, mesmo ciente de que a energia estava prestes a acabar.
Quando ela partiu, minha vida mudou.
O brilho dos meus dias aos poucos se apagou.
Se eu pudesse voltar no tempo só por um momento,
ouvir sua voz em ligação e acalmar meu sofrimento.
Se eu pudesse te dizer, mãe, tudo que guardo no coração,
talvez a saudade doesse menos na escuridão.
Porque a vida já não é a mesma desde a sua partida,
uma parte de mim também perdeu a vida.
Quando me olho no espelho, vejo quem eu queria ser,
mas perdida em mim mesma, ainda tento sobreviver.
Parece que meus sonhos perderam o sentido,
desde que você partiu, meu coração ficou ferido.
A verdade é que nada voltou ao lugar,
minha alma aprendeu silenciosamente a chorar.
E eu queria somente o silêncio, sem precisar explicar,
porque existem dores que ninguém consegue enxergar.
A dor diária me corrói por dentro lentamente,
como se meus ossos gritassem silenciosamente.
Meu coração aperta, a vontade de chorar é intensa,
mas sigo de pé, mesmo vivendo essa sentença.
Por muito tempo precisei apenas continuar,
mesmo sem forças para sentir ou desabar.
Talvez por isso minha dor ainda fale tão forte,
como uma saudade que nunca encontra o fim nem a sorte.
Porque eu preciso viver, mesmo sem direção,
mesmo carregando saudade em cada respiração.
Talvez agora eu tenha a liberdade que sempre quis alcançar,
mas de que vale a liberdade se você não está para compartilhar?
Espero um dia conseguir mostrar minha verdade,
as dores e os silêncios que escondi por necessidade.
Eu vivo o meu luto todos os dias sem cessar,
e talvez por isso as pessoas não consigam me entender ou escutar.
Porque essa dor não sara, ela aprende a permanecer,
e todos os dias eu escolho não me perder.
Você pode escolher vencer ou desistir,
pode escolher sonhar, acordar e seguir.
E mesmo cansada, mesmo sem forças para entender,
eu continuo aqui… tentando vencer.
Quem é Sâmia Bemvindo?
Quando me perguntam quem sou eu, costumo responder contando quem fui e tudo o que vivi para me tornar a mulher que sou hoje.
Entre a correria do dia a dia, as saudades que carrego no peito, os sonhos deixados de lado e as renúncias feitas em silêncio, aprendi a sobreviver mesmo com a dor morando dentro do meu coração. Já conheci a solidão, o desprezo, os julgamentos, a inveja, o luto, o medo e a insegurança.
Minha vida começou a mudar no momento em que decidi viver o meu próprio tempo e enxergar a vida com outros olhos. Na escrita, sempre encontrei abrigo. Sempre gostei de escrever sobre tudo o que vivi, porque nunca fui de ter muitos amigos, nem de compartilhar minhas dores com o mundo. Então, por muito tempo, tudo o que enfrentei em silêncio foi Deus quem segurou comigo.
Até que um dia, uma pessoa muito querida segurou minha mão e disse:
“Em nossas vidas enfrentamos batalhas e desafios, mas saiba de uma coisa: minha família é sua família.”
Naquele instante, algo dentro de mim mudou. Chorei como há muito tempo não chorava. E naquele abraço invisível, comecei a enxergar a vida diferente. Passei a agradecer mais, a viver o que antes eu apenas suportava.
Para reencontrar quem eu era, precisei abrir mão de sonhos, vontades e partes de mim que ficaram pelo caminho. Mas foi exatamente nas perdas que descobri minha força.
Hoje, carrego cicatrizes que ninguém vê, mas também uma fé que ninguém destrói. Aprendi que a dor não define quem eu sou, ela apenas me ensinou a florescer mesmo nos dias mais difíceis.
Hoje eu sei quem eu sou.
Sou feita de recomeços.
Sou poesia escrita pelas mãos da vida.
E mesmo depois de tantas tempestades, continuo escolhendo florescer.
“Era o guarda do poço, quando caíam eu pegava pela mão, mas quando caí vi apenas a luz ficando distante numa escuridão profunda...”
Eu percorri km de distância, a distância que nos separava, moldei meu ser, me distanciei de muitos contratempos, me senti amada em muitas situações, afastei o que conheço e apostei todas minhas fichas no desconhecido porque me apaixonei, porque ele era tudo o que eu queria, tudo o que eu visualizava diante de mim, desisti de momentos, empregos, apegos, material, moradia, tempo, ignorei todos os fatos que me faziam querer desistir e perdoei cada situação e honrei cada passo que ele deu enquanto estávamos distantes pois a distância só fazia aumentar a vontade de amar ele, honrar, tornar ele uma pessoa importante pois ele não se sentia assim, sentia como um pássaro numa gaiola e eu o libertei de suas amarras mas ele simplesmente me deixou pra trás e saiu voando sem olhar pra trás, sem ligar para como eu me sentia e para o quanto eu sofreria com a partida dele, a partida das emoções, do amor, do respeito, da honra, todas as partidas possíveis, mesmo depois de tudo o que eu sacrifiquei por ele, eu fui um vulcão de amor, carinho e sentimentos perante suas costas mas seu amor só vale diante da minha face, pois era só eu me tornar costas que tudo mudava e eu deixava de existir, saiba que você sempre existiu pra mim.
