Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
"Eu costumo dizer que a Bíblia não é terreno para palpites; é fundamento para a vida. Menos 'eu acho', mais estudo do texto. O texto sagrado exige responsabilidade, contexto e profundidade, não especulações vazias que mudam ao sabor do vento."
"Eu não precisei esquecer quem fui para me tornar quem sou. Precisei aceitar que algumas versões minhas cumpriram seu propósito e mereciam ser deixadas para trás."
Talvez eu não possa resolver seus problemas, nem aliviar o peso dos seus dias. Mas posso oferecer uma palavra amiga, uma escuta sincera, um ombro e uma presença limpa sem interesses e muito menos julgamento. Algumas pessoas, principalmente aquelas muito especiais, merecem saber que não estão sozinhas.
PORMENORES
Eu fiz uma canção.
Ela exprime meus anseios.
Eu não tinha tal entendimento,
Mas a canção se fez rainha nos meus sonhos.
Qual a um erudito, fiz nos pormenores
As causas de sua construção.
E entoei um grito sufocado.
Eu já não tinha um porquê de entoá-la.
Mesmo assim, a fiz!
Desejei que o mundo ouvisse!
Mas, depois, compreendi...
Que só eu a entenderia!
Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo
Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.
Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.
Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.
Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.
Fiquei parado. Não consegui seguir andando.
Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?
Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.
Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.
Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.
A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.
E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.
Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?
Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.
E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?
Ysrael Soler
Eu precisei de um café mais forte naquela manhã.
Naquela manhã em que eu não queria acordar.
Eu acordei, mas eu ainda não estava aqui.
Eu precisei tomar goles amargos de café forte para que minha mente pudesse acordar de verdade para a vida.
Eu precisei tomar um café mais forte naquela manhã para conseguir enxergar um pouco mais, um pouco mais além de mim.
Nildinha Freitas
Observe eu não me importar A pessoa escolhida por Deus não pode ser clonada.!
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
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"Não quero a fama, quero a essência; se um dia eu me casasse com a Miley Cyrus, seria para lhe dar todo o valor que ela merece por quem sou."
"Eu falhava em reconhecer que o capital, a exemplo dos clientes, não tolera descaso."
Laerson Endrigo Ely em Método R.E.N.D.A. de Investimentos
Eu teria conquistado mil reinos para Bebelle, mas não consegui vencer a guerra silenciosa que ela travava contra o próprio medo de pertencer a alguma coisa maior do que si mesma.
Eu não vou, mais crer em profetas, que profetizam para mim!Eu vou ser meu profeta! Ainda que Deus me mate, eu nele esperarei! Esta é a verdadeira profecia! Esta sei eu, que se vai cumprir!
Deus, eu não sei quando esta situação vai mudar, mas enquanto espero, te peço ânimo e forças para continuar.
— Jucelya McAllister
