Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Eu não guardei meu coração e aí soltei a sua mão
E nesse engano dos desejos
Minhas vontades me deixaram em perigo Mas acredito nesse amorA minha cura é o Seu amorEu vou deixar pra trás tudo que passou Não existe outra verdade , vida nem caminho Jesus: Minha verdade, vida, meu caminho Guilherme Quinto.
Quando eu não tinha mais força
Ele me levantou
E nos meus dias de medo me assegurou
Transformou a dor
Em nova experiência Flávio Henrique e Bruno Marinho
Quem dera eu fosse quem os outros desejam que eu seja. Assim, talvez não frustrasse aqueles que acreditam que devo viver de acordo com aquilo que pensam de mim.
Se eu pudesse falar de paixão
Eu escreveria um livro
Mas não é um livro comum
Aquele que você lê e desbloqueia
Aquele que você desbrava
Aquele que te rodeia
Se eu não te conhecesse
Eu não teria me apaixonado
Eu não teria te emocionado
Eu não teria ter vivido
Eu não teria me alucinado
Cada capitulo tem uma história
Uma história boa ou ruim
Só resta saber o que vai acontecer
Se é pra ser feliz ou pra sobreviver
Porquê o que vale, é se emocionar e sentir
Sem rodeios e sem colidir
Que está paixão está dentro de mim, em ti
Se eu vir...?
"Se eu ver" não existe,
minha língua perde o afeto.
Não vou deixar minha palavra triste,
então assumo em me sumir por completo.
Isso é um pedido de socorro.
Embora eu não saiba exatamente a quem socorrer, nem de que maneira se socorre alguém que já se acostumou a naufragar em terra firme. Talvez seja justamente esse o problema: tenho me afogado em lugares onde sequer deveria haver água, e, ainda assim, aprendi a respirar como quem pede desculpas por ocupar espaço.
Isto é um pedido de socorro, embora não haja gritos, embora não haja sangue, embora eu ainda responda quando me chamam e sorria quando esperam que eu sorria. Porque há uma crueldade particular em continuar funcionando quando já não se sabe ao certo o que, dentro de si, permanece em funcionamento. Como um relógio que, mesmo parado, continua certo duas vezes ao dia. Como eu, que, mesmo perdida, ainda sei apontar o caminho de volta para casa, mas já não reconheço a casa quando chego.
E tenho chegado a lugar nenhum com uma frequência assustadora.
Há dias em que me sinto demasiadamente viva para a vida que levo e demasiadamente morta para a vida que poderia levar. Permaneço nesse intervalo indecente entre o que sou e o que suponho que deveria ser, como se existir fosse uma prova cuja questão principal estivesse escrita em uma língua que todos compreendem, menos eu. Leio, releio, interpreto, sublinho. E, no fim, entrego a folha em branco, porque até as minhas respostas parecem perguntas mal formuladas.
Talvez eu esteja cansada de tentar fazer sentido de tudo aquilo que me acontece. Ou talvez esteja cansada de acontecer a mim mesma. Ou melhor, talvez esteja cansada de mim mesma.
Porque me aconteço todos os dias, e, a cada acontecimento, alguma coisa deixa de acontecer. Perco um pouco de mim para compreender o mundo, compreendo um pouco do mundo para perceber o quanto me perdi. E quanto mais me procuro, mais me proporciono ausências. Sou a procura que não encontra, o encontro que não reconhece, o reconhecimento tardio de que passei tanto tempo tentando me tornar alguém que me esqueci de perguntar se ainda queria ser alguém assim.
Há uma diferença entre mudar e ser mudado. Entre crescer e ser crescido à força pelas circunstâncias. Entre amadurecer e apodrecer antes do tempo, embora, de longe, ambos possam parecer frutos de uma mesma árvore. E eu já não sei dizer se tenho florescido apesar das intempéries ou se apenas aprendi a chamar de primavera os períodos em que a dor não faz tanto barulho.
Tenho essa mania miserável de transformar tudo em alguma coisa. A tristeza em texto, o medo em prudência, a ausência em saudade, a saudade em esperança. Como se, ao nomear o que me fere, eu pudesse diminuir a ferida. Mas nomear não é sanar. Conhecer a causa não significa cessar o efeito. E compreender a própria tristeza, às vezes, é apenas descobrir novas palavras para continuar triste.
Escrevo porque sinto. Sinto porque existo. Existo porque, até agora, não encontrei maneira de deixar de existir dentro de mim mesma sem levar comigo tudo aquilo que ainda gostaria de descobrir. E assim sigo, sobrevivendo às minhas próprias sobrevivências, fazendo da permanência uma espécie de partida que nunca se completa. Há algo de profundamente irônico em passar tanto tempo tentando encontrar um sentido para a vida e, no processo, perder o sentido das pequenas coisas que a tornam suportável.
Eu queria descansar sem precisar merecer o descanso. Queria poder não saber, não entender, não prever as consequências de cada escolha como quem calcula os prejuízos de um desastre antes mesmo de construir alguma coisa. Queria errar sem transformar o erro em identidade, falhar sem fazer da falha um sobrenome. Queria, sobretudo, deixar de me cobrar por não ser capaz de oferecer a mim mesma aquilo que mal consigo oferecer ao mundo.
Porque tenho sido generosa com tudo aquilo que me esgota. Dou tempo ao que me consome, atenção ao que me dispersa, afeto ao que me afasta de mim. E, nesse gasto constante, desgasto o pouco que me resta. Distribuo pedaços como quem distribui pão, sem perceber que também tenho fome. Alimento expectativas, sustento aparências, mantenho promessas que fiz a versões de mim que já não existem. E quando finalmente me falta alguma coisa, ainda me pergunto se não estou sendo egoísta por precisar.
É estranho como posso compreender tão bem a necessidade alheia e tratar a minha como um inconveniente. Como posso reconhecer o cansaço na voz de alguém e ignorar o cansaço que se instalou na minha. Talvez eu tenha aprendido a ouvir para não precisar ser ouvida. Talvez tenha me tornado tão boa em acolher que já não saiba como pedir abrigo sem me sentir um peso. Ou talvez tenha confundido independência com inexistência de necessidades, autonomia com abandono de mim, força com a capacidade de suportar indefinidamente aquilo que nunca deveria ter precisado suportar sozinha.
E, se for esse o caso, tenho sido forte por tempo demais nas coisas erradas.
Não quero ser admirada pela maneira como suporto. Não quero que chamem de maturidade a minha facilidade em silenciar o que me machuca. Não quero que confundam a minha capacidade de continuar com a ausência de motivos para parar, respirar e reconhecer que alguma coisa não vai bem. Há sofrimentos que não se tornam menores porque aprendemos a carregá-los; apenas nos tornamos maiores ao redor deles, até que já não saibamos distinguir o tamanho daquilo que nos dói do tamanho que precisamos assumir para escondê-lo.
E eu tenho me escondido de mim com uma habilidade que, se não fosse triste, seria admirável.
Às vezes, penso que o futuro é uma promessa feita por alguém que não conhece as condições do presente. Dizem que tudo passa, mas raramente explicam o que fazer enquanto não passa. Dizem que o tempo cura, mas não mencionam que o tempo também cobra, corrói, consome. Talvez o tempo não cure coisa alguma por conta própria. Talvez apenas nos conceda distância suficiente para que algumas dores deixem de ocupar todos os cômodos da casa. Ainda assim, há lembranças que permanecem como móveis antigos: mudamos tudo de lugar, reformamos as paredes, abrimos as janelas, mas continuamos esbarrando nelas no escuro.
E eu estou cansada do escuro, embora já conheça os móveis de cor.
Isto é um pedido de socorro.
Não porque eu tenha uma explicação definitiva para o que sinto, mas porque já não quero precisar de uma explicação definitiva para admitir que sinto. Não porque saiba exatamente do que preciso, mas porque reconhecer a necessidade deveria ser suficiente para começar a procurá-la. Não porque espere que alguém venha decifrar todos os meus silêncios, mas porque gostaria de aprender que posso falar antes de transformar tudo em silêncio.
Talvez o socorro não seja uma mão que me retire imediatamente de todos os lugares em que me perdi. Talvez seja alguém que permaneça enquanto aprendo a reconhecer as saídas. Talvez seja a possibilidade de dizer que não estou bem sem precisar apresentar provas, laudos, argumentos ou uma redação dissertativo-argumentativa que justifique a minha própria dor. Talvez seja compreender que nem toda tristeza precisa produzir alguma coisa, que nem todo sofrimento precisa virar aprendizado, que nem toda ferida precisa ser bonita para merecer cuidado.
E talvez eu precise aprender a não fazer da minha dor uma dívida que pago a mim mesma todos os dias.
Porque não quero passar o restante da vida tentando compensar a existência de quem sou. Não quero transformar cada amanhecer em uma nova oportunidade de me corrigir, como se houvesse alguma versão impecável de mim esperando do outro lado de todas as minhas renúncias. Quero poder existir sem estar constantemente em revisão. Quero escrever sem precisar justificar cada palavra, mudar sem precisar condenar quem fui, permanecer sem me sentir estagnada e partir sem interpretar toda partida como fracasso.
Quero descobrir que ainda existe diferença entre estar perdida e não ter salvação, entre estar cansada e ter chegado ao fim, entre não saber o caminho e não poder encontrá-lo.
Talvez amanhã eu ainda não saiba responder quando me perguntarem como estou. Talvez continue procurando palavras, tropeçando nas frases, confundindo o que sinto com o que consigo dizer. Mas gostaria que, algum dia, a minha resposta não fosse uma tentativa de parecer bem. Gostaria que a verdade pudesse sair de mim sem que eu precisasse primeiro torná-la aceitável.
Por enquanto, só consigo dizer isto: estou aqui dessesperadamemte viva, mas estar viva não signfica estar a viver. Com isso concluo que mesmo morta continuo, mas continuar não significa que não precise de ajuda. Sorrio, escrevo, estudo, converso, faço planos; sou capaz de todas essas coisas ainda que morta e, ainda assim, sou um morto-vivo que posso precisar que alguém perceba quando o peso delas se torna excessivo.
Não quero que me salvem de ser humana. Quero apenas deixar de acreditar que preciso sofrer em silêncio para provar que sou capaz de viver e não somente de sobreviver.
Isto é um pedido de socorro.
Desculpa por não saber me auto socorrer.
Não, eu não preciso ser salva.
Sou a minha própria salvação.
Não, não sou refém!
Não sirvo a ninguém!
Nasci livre, criei asas, quebrei minhas correntes.
- Marcela Lobato
Você é a minha melodia
Há tantos anos
Nada fez mudar.
Talvez nem mesmo eu aceite
Não posso mais me machucar.
A cada dia que passa, entendo melhor a ideia do Amor Fati, não que eu aceite tudo que vier, sem mudar o meu destino conforme a minha vontade, mas pelo que o passado me trouxe. Por mais dolorosas e destrutivas que certas situações sejam, são elas que nos forjam. Minhas escolhas me trouxeram até onde estou agora, a quem sou, e me orgulho de quem venho me tornando. Tenho milhões de defeitos, não sou e não pretendo ser perfeita, muito menos forjar isso, mas busco iluminar minhas sombras para aprender a lidar com elas, integrando cada uma das minhas faces.
Passei por abismos, desafíos intensos. Conheci as melhores e as piores pessoas. Virei pó, queimei e renasci das cinzas. Não foi fácil a caminhada, mas não mudaria nada. Ao morrer, pude renascer. Ao me cortar, pude ser mais forte. Ao cair, aprendi a levantar. Não, não romantizo o sofrimento, mas, de fato, a alquimia interna só pode acontecer através da dor. Até a borboleta, antes de ganhar asas, sofre um doloroso processo de transformação. Sigo em meu casulo e, logo, voarei por aí.
- Marcela Lobato
Podem até dizer ser loucura, mas eu escolho viver nos meus sonhos, e não mais na realidade. Se sonhando te encontro, então viverei em meus sonhos até o meu último suspiro.
- Marcela Lobato
Sem ti, eu não respiro
Sufoco sem respostas
Vivo à beira do abismo
E vejo que na vida não há brilho
Sem sentir, não sinto nada
Como um robô, uma máquina
Sem razão pra existência
Sendo só dor e cansaço
Eu te amo há muitas vidas
Queria viver naquela noite
Onde há quase 8 anos
Seria o maior dos paraísos
Se há um céu após esta vida
Qualquer espécie de paraíso
Que eu viva nessa lembrança
Da melhor noite de toda a minha vida.
- Marcela Lobato
Às vezes sinto que você não se importa
Às vezes sinto que sou um nada
Mas eu sei que você se importa
E que o medo é o que te consome
Como eu queria que pudesse vencer
Que não me deixasse mais assim tão sozinha
Como eu queria que pudéssemos viver
O final feliz, longe da tragédia continua
Mas estarei aqui, até onde puder ir
Sempre sonhando em te encontrar
E dizer aquilo que jamais disse
E viver o meu maior sonho
Que acima de qualquer coisa
É, sempre foi e sempre será
Você.
Eu não ligo pra quem acredita ou não nos meus deuses, porque isso não interfere na minha vida e nem tem relevância para o meu sagrado. Os que fazem isso, que tentam converter, no fundo, não acreditam no que tanto dizem acreditar. Apenas prostituem o próprio "sagrado" para evitar que qualquer pessoa questione ou pense diferente, levando o sistema interno dele a uma crise avassaladora pelo consciente começar a perceber que a "crença", tão absoluta na imaginação, pode ser nada além de uma mitologia sem pé nem cabeça.
- Marcela Lobato
