Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando

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Eu venho buscar

E o Senhor me disse! Continuo a não se preocupar com igrejas, sejam elas quaisquer que sejam! Desde católicas a todas as que você conhece evangélicas. Porque eu não venho buscar igrejas da terra! Eu venho buscar a minha igreja, que eu comprei com meu sangue! Eu não venho buscar indústrias clericais de gente religiosa! Eu não venho buscar pessoas ou praticantes de receitas, de ser crente de um modo vão. Que me interessa cânticos, sem espiritualidade? Ou mesmo atores de pregador? Atores de teologia vazia? Ou mesmo debates de religião? Para ver qual a religião mais bonita! Nem tão pouco rezas vazias. Nem mesmo presença no Domingo ou no sábado na igreja! Ou ainda qual o dia que se deve guardar?

Tudo isto caminha para o fogo! Ou mesmo todo aquele que se glória de alguma coisa! Como família, toda na igreja, seu ministério; seus dons espirituais? Não! Hélder! Não é estas igrejas que eu venho buscar para mim!

Eu venho buscar a minha igreja cheia de amor; cheia de santidade; a lavada pelo sangue de Jesus Cristo e pela água do espírito Santo! Eu venho buscar pessoas limpas, sem pecado; pessoas que receberam o perdão dos pecados e continuam santas, em amor. Esta igreja é que me glorifica em amor e nem sempre está somente nas congregações do mundo! Esta igreja está em várias partes do mundo!

Eu venho buscar aquele que me ama e ama ao seu irmão também!

Querida, não me deixe
Por outra pessoa
Porque eu quero que você seja minha
Pelo resto da minha vida
Eu quero que você seja feliz comigo
Porque eu nunca poderia viver
Sem você
Eu quero que você faça parte de
Todos os meus dias
Também quero envelhecer ao seu lado
Sim, querida, sim, querida, a cada ano
Estamos ficando mais velhos
Nossos dias de juventude acabaram
Sim, já não somos mais jovens
E não podemos impedir que isso aconteça
Porque nosso Deus fez a vida assim
Além disso, nosso corpo é frágil
Eu nunca quebrei nenhum osso
Sim, eu sei, querida, você quebrou muitos ossos
Além disso, você tem artrite
Por todo o corpo
E também dói muito
Você precisa tomar alguns analgésicos
Para aliviar a dor
Sim, querida, estou pronto para morrer
A qualquer dia
Que meu Deus me chamar para morrer

Se um dia as pessoas que eu quero bem se forem, eu não me esquecerei. Quando me afastei o quanto pude, houve uma hora tranquila em que, ao me inclinar sobre uma flor, ouvi tua voz. Não me digas que não, porque te ouvi falar. Falaste daquela flor no parapeito da janela.
— Lembras-te do que disseste?
— Primeiro, dize-me o que julgaste ter ouvido.
Tendo encontrado a flor e afugentado uma abelha, inclinei a cabeça e, segurando-lhe a haste, escutei. Julguei ter captado uma palavra.
— Qual era? Chamaste-me pelo nome?
— Ou disseste apenas: "Vem"?
Ouvi ao debruçar-me. Talvez tudo tivesse nascido apenas em meu pensamento; talvez nenhuma voz houvesse atravessado o silêncio. Ainda assim, respondi ao chamado.
— Pois bem, então eu vim.
Dorme sossegada, águia esquecida. Lá o tempo é contigo. Publicamente demonstram tristeza, mas no íntimo não se sabe. Rosnavam contra ti todos os dias a tua passagem. E agora te acabaste. Louvam-te e deixam-te à margem.
Os outros, que te choraram em silêncio e em verdade — o rapaz em mocidade, o humilhado, o desprezado, o ferido, e o pobre — aqueles que jamais deveriam esquecer, já não se lembram mais.
Onde estão os que te amavam? Sob que nome agora se abrigaram? Onde repousam os exércitos de perdidos que um dia choraram sobre tua face?
Seus nomes são uma centena de heróis de alto brilho; numa centena de brancas águias tornaram-se os filhos de teus filhos. O fervor com que um dia sonhaste é o mesmo que lhes consome as asas. A valentia que incendiava tua alma permanecia a serviço do homem.
Dorme sossegada, águia esquecida. Lá o tempo é contigo, e o barro também age. Dorme, ó bravo coração, ó sábia criatura que acendeu a chama.
Porque viver na humanidade é muito mais do que viver num nome.
Viver na humanidade é muito mais do que viver num nome. Há um pássaro entre as colinas e as folhas são pequenos peixes amarelos nadando no rio. O pássaro faz rasantes e ofusca o rumor das folhas do vento. Viver na humanidade é muito mais do que viver um nome. Voa grande águia.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

Eu escrevo para não transbordar, o papel se torna meu confidente, onde meus pensamentos escorrem em rabiscos que carregam todas as minhas cicatrizes invisíveis, que além de mim, ninguém consegue as ver.

Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.

Eu nunca quis ser o primeiro, porque compreendi cedo que o mérito não está em chegar antes, mas em permanecer inteiro quando todos se perdem tentando provar algo. O destaque, quando veio, foi apenas reflexo de uma autenticidade que nunca precisei ensaiar.

Eu não sou o que me aconteceu, sou o que escolhi ser depois.

Não espero mais milagres, eu os reconheço nos detalhes.

Eu sou feito de pedaços que o tempo não levou.

Eu não quero vencer, quero merecer a paz.

Eu não sou o que vivi, sou o que aprendi a ser depois.

Não busco o copo meio cheio, eu busco a fonte que me torna inteiro.

Deus segurou-me quando eu já não acreditava, mão que sustenta devolve a confiança perdida, nesse amparo recuperei crédito em mim, aprendi a caminhar com novo suporte.

A esperança virou rumor e eu já não sei interpretar vozes.

Eu não dou marcha à ré. Minha determinação é forjada pela promessa eterna do Seu cuidado, que carrego como um manto de força.

Eu a procurei nas praças e nas ruas, não a achei nos lugares comuns, mas sim no jardim fechado que reservamos para o nosso reencontro secreto.

Teu caminho até mim foi traçado com sangue na terra. Cada pedra feriu Teus pés, não porque eu merecesse, mas porque Tu escolheste me amar.

Eu não pensei no agora e joguei fora quem me amou, e o peso desse arrependimento é o mais difícil de carregar.

Em vão eu vou carregando o peso dos anos acumulados, se não transformarmos a experiência em aprendizado para os outros.