Eu Nao tenho Culpa de estar te Amando
Sou feito a voz que inutilmente grita no deserto, um olhar voltado para outros tantos olhares, que ninguém percebe, e não enxerga, sou o grito acuado no meio da multidão, que ninguém houve.
Atribuir valor ao que é imoral, é
como atribuir signo ao que é
insignificante, ou seja, aquiloque
não tem significado algum.
A construção de uma
sociedade justa e democrática,
dá-seapartir domomento em
que oestado reconhece, os
direitos maisbásicos, e
fundamentais decada cidadão.
Aquele que subestima o
terreno onde pisa,
ignora imediatamente
o caminho, para
seguir seu destino.
Enfeitei de paz a minh'alma, e adornei de flores o meu espírito, ouvi o canto dos pássaros, e vi, borboletas e beija-
flores, colorindo de amor o meu jardim.
É muito simples atribuir responsabilidades ao outro
pelo nosso fracasso, quando
isso nos parece cômodo.
Para que seja exercido e mantido o
estado democrático de direito, é
necessário e fundamental que
haja mudanças no poder, sob
pena de se perpetuar no estado,
um regime totalitário e ditatorial.
O estado se faz omisso,
quando deixa de cumprir
com os direitos básicos, e
fundamentais do cidadão.
Dai à obra de Marta um pouco de Maria,
Dai um beijo de sol ao descuidado arbusto;
Vereis neste florir o tronco erecto e adusto,
E mais gosto achareis naquela e mais valia.
A doce mãe não perde o seu papel augusto,
Nem o lar conjugal a perfeita harmonia.
Viverão dous aonde um até ‘qui vivia,
E o trabalho haverá menos difícil custo.
Urge a vida encarar sem a mole apatia,
Ó mulher! Urge pôr no gracioso busto,
Sob o tépido seio, um coração robusto.
Nem erma escuridão, nem mal-aceso dia.
Basta um jorro de sol ao descuidado arbusto,
Basta à obra de Marta um Pouco de Maria.
Buscando a Cristo
A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos,
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.
A vós, divinos olhos, eclipsados
De tanto sangue e lágrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.
A vós, pregados pés, por não deixar-me,
A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa pra chamar-me.
A vós, lado patente, quero unir-me,
A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme
