Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Hoje só aprendi isso da vida: que não da pra anular o "eu", fingir que não existo ou querer nunca ter existido. Existo e pronto. Não adianta tentar fugir da vida porque ela não tem saída. Estamos aqui simplesmente porque estamos, não adianta correr.. rsrss.. ou você aprende a viver ou vive sem aprender. Mas não há como sumir...

Inserida por Akire20

RIVAL

O papai sempre gostava de dizer que “doido não tem juízo.” Eu, já digo que tem sim: apenas, em muitos momentos, “lhes faltam alguns parafusos.”

Há muitas histórias envolvendo esses personagens, com sofrimento mental; nas cidades grandes e pequenas, nesse mundão sem fim. Muitas delas, tristes; outras, engraçadas... Outras, nem tanto.

Em Campos Belos, conheci Rival; forte, de estatura mediana, usava cabelos longos, que nunca viam água. Ainda não totalmente brancos, afinal de contas ele só tinha cinqüenta anos; com uma pequena margem de erro, para mais ou para menos. E, uma imensa barba fechada.

Andava calmamente pelas ruas da cidade, sempre mastigando alguma coisa que a gente não sabia o que era. Andava e parava, ao longo de qualquer percurso que viesse a fazer.

Nessas paradas que fazia, geralmente eram para observar algo que lhes chamava à atenção; e sempre tinha uma coisa ou outra. Olhava os mínimos detalhes de tudo, com muito critério. - Como se tivesse mesmo fazendo uma vistoria minuciosa. E, em muitos casos, parecia discordar de algumas irregularidades que via: ao coçar, e balançar a cabeça negativamente, quando o objeto da observação não atendesse suas expectativas.

Morava num quartinho isolado na residência de um parente de primeiro grau, na Rua Sete de Setembro, próximo do açougue do Juá.

No final dos anos setenta e início dos anos oitenta, houve uma exploração de Aroeira muito intensa na região. Tempos depois, eu soube que a aroeira fora extinta no Nordeste goiano.

Paulo (in memoriam), o genro do Seu Farina (o italiano do Restaurante), trabalhava no transporte e comercialização dessa nobre madeira; e geralmente o fazia no Sul do Estado de Goiás; Minas Gerais e São Paulo. Em forma de mourões e laxas, muito usados em currais e cercas; pela sua potencial resistência em se decompor, na natureza.

Um belo dia...

Como de costume, Rival, subiu a Rua BH Foreman, atravessou a Av. Desembargador Rivadávia, e chegou ao calçadão em frente à Prefeitura Municipal.

Parou, e colocou a mão direita atrás da orelha, em forma de concha, para ouvir melhor o sino repicando a sua frente, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Era o sacristão chamando os fiéis, para a “encomendação de um corpo.”

O curioso é que, naquele dia, ele não atendeu o apelo religioso, apesar de nunca ter perdido um enterro na cidade (tinha essa boa fama); mas, aproximou-se da Paróquia, e tomou a benção ao Seu Vigário, que estava posicionado à frente do Templo, recebendo o povo, para a cerimônia fúnebre.

Riscou o dedo polegar direito na testa, três vezes, e inclinou-se levemente para frente, em sinal de respeito ao Pároco, ao Santuário e ao falecido. Beijou um enorme crucifixo metálico, preso num cordão feito de argolas, de lacres de latinhas de alumínio; confeccionados artesanalmente, pelos presos da cadeia púbica local;

Olhava ao longe, o esquife num ataúde com a Bandeira do Brasil sobre ele, próximo ao altar; era um filho ilustre que havia “partido antes do combinado.”

Rogou a Deus por ele em silêncio, estendendo as mãos unidas,uma a outra, e levantadas verticalmente, rumo ao céus.

Deu as costas ao Reverendo, sem se despedir, e desceu a Rua do Comércio, enxugando com a manga da camisa, algumas lágrimas que insistiam em descer, lentamente dos seus olhos castanhos, se escondendo no emaranhado de sua barba; resultante do impacto da perda irreparável. – O Pároco lhe dissera o nome do falecido anteriormente.

Teve fome...

Já era meio dia e ele ainda não havia forrado o estomago.
Entrou na padaria de Zé Padeiro. Pediu um lanche, sem dinheiro. – “Não preciso de dinheiro: tudo o que vocês vêem, são meus...” deixava isso bem claro nas poucas conversas que tinha com as pessoas,digamos,normais.

A atendente lhe deu um pão dormido, sem manteiga mesmo - como sempre o fazia, e um café num copo descartável.

- “Capricha senhora!... É para dois tomar.” A moça colocou mais um pouquinho.
E ficou sem entender: pois não o viu acompanhado de mais ninguém!...

Ao retornar a sua casa, pelas mesmas pisadas, parou diante do caminhão em que Paulo trabalhava; que estava encostado junto ao meio fio, logo à frente; e conversava seriamente com ele. Sim! Com o caminhão.
Que estava cheio de laxas de Aroeira. Com uma ponta de eixo quebrado. Na porta do Armazém de Seu Natã.

O proprietário do caminhão, já havia pedido ao papai que desse uma olhada no mesmo; pois, teria que se deslocar até a Capital Federal, para comprar a referida peça. Pois não a encontrava na região, para repô-la.

Ainda que as faculdades mentais de Rival não funcionasse cem por cento; ele tinha um coração piedoso. Com certeza, aquilo era um Reflexo da criação que recebera de seus pais. Que por sua vez, eram pessoas muito religiosas e bondosas.

O sol estava a pino e não havia uma nuvem sequer, nos céus, para atenuar a sua intensidade.

Rival, por sua vez, continuava parado em frente ao caminhão, dando andamento na prosa...

Depois de ter observado por muito tempo aquela situação; de todos os ângulos possíveis. Continuava olhando, olhando,olhando... E, balançava a cabeça de um lado para o outro. Como quem não concordando com aquela situação.

E conversava baixinho, de maneira que só o caminhão ouvia:
- “Isso que estão fazendo com você é um absurdo, é uma desumanidade muito grande! Como é que pode tanto descaso, com um ser tão indefeso!”...

Falava com sigo mesmo:
- “Coitadinho!... quanta judiação!... Quanto tempo sem comer e sem beber; já cheirando mal, e cheio de poeira, com esse calor tremendo que está fazendo, não pôde até agora, tomar um banho para refrescar; como tem sofrido!”...

“Não tenho mais tempo a perder: tenho mesmo de fazer alguma coisa.” Pensava ele.

E, lhe sobreveio uma iluminura, procedente do seu coração grandioso: então, deu o seu lanche para o caminhão comer.
Antes de despedir-se, balbuciou quase imperceptivelmente, algumas palavras:
- “Tenha um bom apetite! Voltarei amanhã para ti ver.” E, foi-se embora balançando a cabeça, desaprovando aquele estado de coisas.

Repetiu o gesto de alimentá-lo, durante mais de quinze dias.

Todos os dias, sempre nos mesmos horários, ele deixava próximo à placa, um pão e um cafezinho, para o aquele pobre e faminto caminhão, alimentar-se; porque a “fome é negra”.

- 13.04.16

Inserida por NemilsonVdeMoraes

E eu vou trilhando o caminho que desenhei, passo por onde não queria passar para chegar onde quero estar. ✌

Inserida por CreetaCovalat

Tinha dia que não era de sorrir, mas eu sorria. Só pra não dar chance à tristeza. Só por teimosia!

Inserida por patriciaf10

Me chama pra eu ir te ver, não te vejo já faz muito tempo, to morrendo de saudades...

Inserida por MaxwelRobson

Não levou muito tempo para eu perceber que o tempo passa em pouco tempo, e em todo tempo só não passa a eternidade; passa o tempo com o vento e também a tempestade, passam as coisas passageiras, a mentira, mas não passa a verdade; passam as coisas tão ligeiras, que me passa até a vontade; bobeira é passar a vida inteira morando numa só cidade; bobeira é ficar de bobeira e deixar passar a oportunidade, afinal, o tempo passa à vontade; passa só p'ra cozinheira auxiliar que tem vontade; passa o trampo p'ra empreiteira, que o pedreiro tá na maldade; passa o cargo p'ro palhaço que tem mais humanidade, pois, na pátria já passaram a rasteira, passaram o rodo; passa a Mangueira, passa a Vai-Vai, passa a Mocidade... Olha só! É carnaval! Estão sambando na cara da sociedade... Enquanto tudo passa mal, por onde passa a honestidade?

Inserida por propicio

Ninguém sabe o q tem no meu coração, será q tenho coração não sei...mas eu só tenho a certeza q está tudo bem com vc é já está de bom tamanho.

Inserida por ocarinha

Quando eu não consigo dizer o que sinto, eu choro.
Por que é melhor chorar e sofrer em silêncio, do que falar algo para pessoas que fingem se importar comigo.

Inserida por laiskarlacosmo

Não vem fazer duelinho aqui
Porque aqui todo mundo aqui é lindo

Menos eu

Inserida por yngridfawkes

As vezes eu falo muito e não consigo expressar nada do que to sentindo

Inserida por yngridfawkes

Bem, eu pensei bem... E vejo que realmente não era pra ser daquele jeito que pensei que seria. Fiquei um bom tempo tentando encaixar as memórias de forma que fizesse sentido e que eu pudesse ter a mente livre, eu sei que não consegui completamente, mas, agora entendo um pouco do que antes estava obscuro pra mim. O amor não necessariamente será recíproco na mesma intensidade, e se for, os gestos e demonstrações certamente não serão. Cada ser carrega em si medos absurdos, e até mesmo o medo de amar. Pode parecer hipocrisia dizer isso, mas, não é. Quem diz que ama perfeitamente sem medo algum que me perdoe, mas, antes de amar eu senti medo. Porque com o amor muita dor vem junto, o amor sofre. E se a pessoa pra qual direcionamos o amor não entende nosso sofrimento, passa a ser confuso, e confusões causam mais sofrimento. Ou seja, o sofrimento é o momento mais recíproco do amor. Quando eu sofro, e minhas atitudes em decorrência disso fazem o outro sofrer. Nós sofremos juntos, não pela mesma razão talvez, mas sofremos.


Montando esse quebra cabeça de memórias eu pude ver que durante muito tempo eu era toda amor, e cobrava a reciprocidade disso, achava que havia algo completamente errado comigo. Achava que eu amava demais. E sim, eu amava demais. Era tanto que sofria de verdade quando pensava na possibilidade de não ser amada da mesma maneira. E tudo o que eu pedia aos céus era: um amor que me ame como eu amo.

A vida e o tempo foram passando, e eu pude ver que não dá! Não há possibilidade do amor ser da mesma forma, em intensidade, expressão, etc. Até porque me vi do outro lado da moeda, e hoje eu que amava demais (não que não ame), sinto como se meu amor ainda fosse pouco perto do que recebo, e entendo a maior injustiça já cometida por mim: querer que alguém ame igual. Pois se hoje penso que não consigo retribuir tanto amor, sei (com certeza) que ontem eu já causei em um alguém esse mesmo pensamento.

Em suma, o amor nos faz mais justos, e hoje peço perdão aos céus por querer colocar amor nas pessoas goelas à baixo. Não é assim que se faz. Antes, que eu tenha mais amor, e que livremente possa oferecer. Pois é mais leve o fardo daqueles que amam demais, doloroso de fato é olhar pra si e ver que o amor que tens é ainda tão pequeno e frágil, e que recebe mais do que dá.

Vai amor aí?

Inserida por nadanovo

O amor

Sabe quando foi a última vez que disse "eu te amo" para minha mãe? Eu não lembro, acho q nunca disse essa palavra pra ela, mas eu já percebi q um tempo atrás ela esperava eu dizer isso, essa palavra pra ela. Um dia ela me perguntou: "Meu filho, eu nunca vi vc me dizendo q me ama." Eu fiquei calado e ela mesma respondeu: "Eu sei pq vc nunca disse q me ama, meu filho, pq suas ações já me falam o grande amor q vc sente por mim." Eu me surpreendi com o que ela me falou e descobri q minha forma de amar é minha.

Inserida por ocarinha

Talvez eu esteja vendo a verdade..
Esteja ouvindo a verdade ..
E não queira admitir ,seja por orgulho ou pelo fato de que me deixei enganar ,acreditando todo este tempo em uma mentira ...
Ah! Espero que ainda haja tempo para recomeçar.
Espero que não seja tarde demais.

Inserida por AnaChahin

Eu nao sou magico nem sei o futuro mais sei q vc gostariA DE UM FUTURO MELHOR... ÉR OU NÃO ÉR?

Inserida por Barthollomew

Eu sou uma Bruxa.
Não... Princesa não: Bruxa. B-R-U-X-A!
Bruxa porque tenho a língua afiada, que é pra não ter que levar desaforo pra casa. Sabe como é: desaforo engorda a gente de frustração, faz a gente perder o sono, o cílio postiço, estragar o esmalte da unha roendo todas... Um horror!
Bruxa porque por sacanagem da vida ou do tempo, um deles resolveu colorir meus cabelos com fios brancos. Eu peço trégua, mas eles querem guerra, e se é guerra que eles querem é guerra que eles terão: tinta preta pra presidente! Todo mês! De preferência preto azulado que é pra fazer bonito nessa guerra!
Bruxa porque não sou boazinha, santinha, bobinha e nada dessas coisinhas chatas que terminam em inha. Sou da pá virada mesmo! Rodo a baiana, chuto o balde e se bobear enfio uma dúzia no meu caldeirão. Adoro um sopão!
Bruxa porque amo, amo e amo voar... na imaginação. Tudo que é impróprio ou proibido passa por dentro dessa cabecinha nada despoluída. Bruxa cabeção! Que orgulho!
Bruxa porque não tenho saco pra gente cheia de mi-mi-mi, nhe-nhe-nhe... Gosto é de gente escandalosa, desencanada, que ri alto, que fala besteira, que abraça forte e estala todos os ossinhos da nossa coluna. Sabecumé: nessa idade, toda bruxa precisa de um bom massagista!
Bruxa porque acredito em magia. Acredito na figa que carrego na pulseira, no pé de arruda que carrego na carteira, na mandinga da esquina, no olho gordo do invejoso, na fé que carrego no coração... Aliás, bruxa tem coração sim, viu? Respeita aí!
Bruxa porque já passei dessa fase de achar que meu corpo é mais importante que minha cabeça. Se meu corpo estiver acima do peso mas eu estiver com saúde, tá valendo.
E finalmente, Bruxa sim, porque ser princesa deve ser chato pra caramba. Enquanto a tolinha fica ali esperando o príncipe encantado, a gente já desencantou desse papo de homem perfeito. A gente acredita é em homem que lava a própria cueca e não tem Facebook ou WhatsApp. Se tem, fofa, ele não é perfeito, acredite!
Enfim: Sou Bruxa, mas sou feliz!
Aceita uma maçã?

Inserida por MellGlitter

Vc vai obter suas resposta, ah vai, não sou eu q vou te dar as respostas, para suas perguntas.

Inserida por ocarinha

Não se vire contra mim, eu juro que não sou assim. É só medo de lhe perder, eu juro que vou mudar e dessa vez é pra valer. Só quero atenção e carinho, coisa que eu nunca vou ter vivendo sozinho. Não vamos desistir tão fácil, todos sabemos que a vida é cheia de altos e baixos. Vamos comigo lutar, eu juro que nosso amor ainda vai reinar..’

Inserida por Locan

A paixão do meu olhar

Olhares que não se cruzam mais
pensamentos que doem imaginar.
Queria eu,conseguir te ignorar,
porém meus olhos não mudam jamais.

Seus lábios não podem ser normais
são obras que não canso de olhar,
loucura minha disto gostar ?
Alterar minha natureza ? Incapaz.

Embora seja muito criticado,
continuo sendo um sonhador
ou simplesmente um bobo apaixonado.

Admito não conhecer o amor,
mas contigo tudo era acalmado,
porém não acalmaria tal calor

Ó vida por que nisto insiste ?
Porque sem ela nada existe.

Inserida por AndreLuisGouveia

Ela queria eu também. Perguntei para um anjo ele disse amém.
Aí olhei para o lado.
Adivinha! Não tinha ninguém.

Inserida por Padilhapensador

Se eu tivesse mudado certas coisas em devidos momentos do passado, hoje não estaria preparado.

Inserida por lucassoares