Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Ontem eu caminhei ao seu lado, senti sua necessidade em ter paz, paz é tudo o que eu sempre desejei para nós...
Eu sempre tive medo de borboletas, desde a infância, lembro-me que bastava uma passar perto para eu me esconder, mas eu mesmo assim,admirava a leveza, a beleza, admirava as cores. A magia do céu, eu então cresci e amei incondicionalmente uma borboleta, linda, cheia de vida, suas asas me abraçavam em qualquer lugar, a magia do céu estava no encanto do seu voar, esta tatuada no meu pulso, marcada no meu coração, que todos os anjos sempre te façam feliz, que você continue brilhando na vida de outras pessoas, que alegre o coração alheio e que sua magia nunca morra. Que suas asas voem até o céu, para quando eu admirar as nuvens te encontrar lá.
Se eu pudesse dar um conselho para quem diz gostar muito de mim, eu daria o seguinte: - Segure em minhas mãos e nunca me deixe partir.
Sabe o que eu espero dessa vida? - Dinheiro! - Sim, cansei de esperar amor, parece que hoje em dia tudo tem um preço e se você não puder pagar... Meu amigo... Já sabe o final de tudo isso não é? - Tudo tem um preço e as pessoas são caras.
Eu digo em verdade, estou numa fase... Vamos dizer que no meu inferno Astral, sai de um turbilhão de emoções, uma das piores que já vivi em toda minha vida. Mas cheguei no meu melhor... Hoje eu estou apaixonada pelo que me tornei, não sabia que eu era capaz! - Estou no meu momento... No meu espaço e adquirindo cada vez mais sonhos... Eu sou do tamanho do meu sonho. Esta na hora de realiza-los.
Com o passar do tempo, esse mesmo que é contado em horas, eu senti uma enorme necessidade em me isolar. Me isolei para preservar o pouco sentimento bom que ainda habita em mim. Eu era um ser bom, era um ser que agradava aos olhos do encantamento, roubaram de mim e me fizeram crescer... Como dói ser gente grande, nessa terra de Gigantes indomáveis.
Eu adoro escrever com a sensação de que ninguém vai ler ou se importar com o que eu penso ou sinto. Isso me faz escrever como se eu estivesse fazendo algo proibido. Isso mexe com a mais delicada reação onde me sinto totalmente livre para expor o que eu realmente penso.
Ontem eu senti o sal de suas lágrimas, o peso do seu medo, o amor do seu amor, ontem eu senti sua essência... Eu enxerguei os seus sonhos, tão grandes e lindos, ontem eu observei o poder do seu sorriso, sim, ele é capaz de destruir um dragão. É a arma mais leve que atingiu meu coração.
A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.
À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.
O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.
Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.
Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.
Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.
Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.
Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
POEMA PARA O AMOR NA DOR.
Eu já viajei por estradas de vento e saudade como se cada curva fosse um corte na carne do tempo até descobrir que o amor espera à margem da estrada exangue e solitário.
Eu vi teus olhos como duas chamas bruxuleantes no crepúsculo do mundo e ouvi no silêncio teu nome mais profundo do que todas as vozes que se perderam na noite.
Cantaste a canção que não termina e a dor tornou-se verbo que pulsa como coração ferido de tanto amar a quem não volta.
O amor é esta estrada interminável onde cada batida de peito é um grito e cada lembrança é um corte que sangra luz e sombra.
Eu te amo como quem espera junto à beira do caminho sabendo que a alegria só existe porque a dor ensinou-me a reconhecer o valor de cada gota de vida.
Ainda que o mundo se acabe entre nós eu guardo teu nome no centro mais ardente do peito onde a dor é chama e o amor é chama mais forte ainda.
E assim eu canto até que o tempo se renda ao meu amor feito dor e a dor se renda ao meu canto feito amor.
Autor:Marcelo Caetano Monteiro .
A cada dia que passa eu tenho mais a convicção de que tudo está ligado, sem viajar muito, mas, atos e fatos são imprevisíveis. Tudo acontece e muda num curto espaço e tempo, permitindo-nos ter uma maior interação com tudo o que nos rodeia. O despertador que não toca, a palavra de alguém que não conhecemos, como vários outros fatos que nos fazem aprender mais ou não, modificando nosso ato inicial certo ou errado.
Estou fugindo de ser grande e reconhecido,
Pois um dia eu aprendi que o Reino de Deus são para os pequenos e desprezados.
Eu nasci para secar as tuas lágrimas através do meu sorriso.
Embora, eu também tenha os meus problemas.
Às vezes eu me sinto uma sereia fora da água; sentada em uma bela pedra sob o sol, procurando o lugar certo para mergulhar.
Diga-me com quem andas e eu te direi quem és...
Gente deprimida, adora gente deprimida;
Um fracassado, se sente mais cômodo ao lado de outro fracassado. As vazias se atraem por pessoas vazias, e com isso nunca deixam de ser vazias. Gente carente, encontra companhia de gente carente.
Quanto aos vencedores; eles também se reconhecem, se respeitam e se atraem... Mas são os únicos que sabem seguir "só", porque já aprenderam a conviver com si mesmos
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