Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Sinto tanta falta de Matinhos que, se eu fechar os olhos por cinco segundos, quase ouço o barulho das ondas e dos meus amigos de infância correndo pela rua. Eu cresci lá — literalmente! Dos 0 aos 10, vivi cada canto daquela cidade como se fosse meu quintal. Conheço cada viela, cada sorveteria, cada professor que me ensinou mais do que só lição de casa. Aqui também tem gente incrível, claro… mas crescer com os mesmos amigos, vendo todo mundo trocando os dentes juntos (inclusive os da frente), não tem preço! Matinhos foi meu começo, meu lugar seguro, minha primeira versão. E quer saber? Eu levaria tudo comigo numa concha se pudesse.🐚💛
QUANDO DEUS SE CALA EM MIM
O que eu queria agora
era silenciar as vozes que gritam por dentro,
as urgências que não cessam,
as perguntas que não dormem.
Queria sentar comigo,
sem pressa, sem cobrança,
e me oferecer escuta
sem precisar consertar nada.
Habitar o intervalo entre o que penso e o que sinto,
o espaço onde as respostas não se obrigam a nascer.
Porque nem todo vazio é ausência.
Às vezes, é chão.
O que procuro agora
é um lugar onde caibam as contradições,
onde a dúvida não seja erro,
mas matéria-prima do ser.
Carrego em mim perguntas que não se resolvem,
ideias que não querem ponto final,
mas que insistem em permanecer,
como quem caminha mesmo sem destino,
e ainda assim, me levam.
E em meio a esse território sem margens,
ressoa em mim o sentimento
do cancioneiro quando revelou
o desejo de encontrar um lugar
onde Deus pudesse ouvi-lo.
Deus,
essa Presença que não encontro
quando tudo em mim se volta para dentro,
como se, ao mergulhar em mim,
eu me escondesse d’Ele
ou Ele de mim,
no pacto silencioso
entre o limite e o infinito.
Não é distância,
nem ausência.
É o vestígio de um encontro
ainda não vivido,
mas pressentido no fundo mais fundo
do que sou.
E o que não me responde
não cala, espera.
Como quem sabe
que o nome de Deus
não se diz,
mas se sustenta.
E se um dia eu me alcançar,
que seja por ter sustentado
o silêncio onde Deus sussurra.
Porque há verdades que não se dizem,
há presenças que não se provam,
há sentidos que só nascem
quando já não precisamos entender.
Alcançar-se não é chegar,
é permanecer inteiro
na travessia que nunca se conclui.
E talvez seja isso:
ser morada do que não tem nome,
vigília de um Deus
que não se mostra,
mas nos habita.
Eu amo o Cristo Nazareno, porque ele foi radical, ele vivia em aventuras, vivia no risco, admiro muito ele, nada o segurava, era destemido, os líderes dos templos e das sinagogas o temiam, os romanos o respeitavam, ele é o cara que eu gostaria de estar perto.
Nos traços do teu sorriso sapeca,
eu me perco, me acho, me refaço.
Tua presença é brisa que me seca
as lágrimas num simples abraço.
Teus olhos têm brilho de estrela,
que guia meu peito na escuridão.
Em ti encontrei o mundo inteiro,
nos versos calmos do teu coração.
És bagunça doce, minha rima torta,
aventura linda que o destino pintou.
Sapekinha, és minha vida e porta
pro amor mais sincero que já se formou.
Amor, eu tenho dois olhos, um pra ver de perto e o outro pra te ver de longe. Quando estou ocupado no dia a dia e fecho um deles, mesmo assim com um dos olhos fechado eu só tenho um cérebro (que dois lados tem) to enrolado, só vejo vc. De longe te amo, de perto te amarei pra vida toda!
Eu estou muito velha para esse negócio de ficar
Tenho muita pele dos dias por viver
E aprendi: ficar é um verbo frouxo, que não cabe no meu corpo [não cabe].
Quero alguém que não venha por carência —
mas pela urgência do ser a dois.
Alguém que se sente do meu lado com firmeza,
como se ser parelha fosse natural, inevitável.
Alguém que apresente minha pele–história
à família, aos velhos amigos —
como quem expõe um gesto de honra.
Quero alguém que seja coautor da casa que habita meu sonho:
cada cômodo planejado no calor do desejo compartilhado,
cada canto respirando o nosso agora e o depois.
Quero alguém que entenda que construir família
é um verbo contínuo —
não um projeto estático,
mas o pulso insistente das certezas e dúvidas
que se renovam e endurecem e curam juntos.
Quero alguém que saiba
que votos não são palavras soltas ao vento,
mas carnavais de promessa,
ternuras assumidas em público,
como se cada “até que a morte nos separe”
fosse gravada na carne do tempo.
Estou velha demais, disse:
velha para brinquedos de amor novo,
para encontros sem peso,
para corações improvisados.
Quero alguém que queira morar dentro dos meus medos e descobertas,
que saiba que ficar é escolher
não fugir daquilo que assusta —
mas abraçar o medo como se fosse casa.
Eu já sou casa,
sou árvore, sou vento e sou cinza.
Quero alguém que me encontre inteira,
com minhas ranhuras e minha fome de pertencer —
pertencer a um “nós” mais vasto que o medo,
mais vasto que a própria solidão.
A confusão entre público e privado dissolve limites, mercantiliza o eu e transforma autenticidade e privacidade em raridades esquecidas.
Quando público e privado se confundem no traço, o eu vira produto, a alma perde o espaço — e o que era raro vira descaso.
Ah, se eu soubesse que era a última vez que leria suas mensagens diárias e cristã, teria rompido distância como um vendaval, só para te dar um último abraço e dizer que te amo.
“Ah, os detalhes…”
Queria que quem eu amo
visse os detalhes,
e se apaixonasse pelos detalhes...
ah, os detalhes,
tão pequenos, mas tão meus.
O essencial é invisível aos olhos,
mas eu sou feita de sentidos.
De querer ser ouvida
sem precisar gritar,
de ser olhada com desejo
sem precisar me mostrar.
Queria um cuidado que não se pede,
um carinho que vem sem hora,
um elogio sussurrado no meio da rotina,
um toque que diga:
"te vejo, te sinto, te escolho."
Amanda — sem precisar pedir.
Presença sem ausência.
Amor que vê nos detalhes
o que o mundo inteiro não viu.
"Nos Detalhes, Eu Me Revelo"
Quero ser olhada nos detalhes,
na curva suave do meu silêncio,
no gesto que grita sem palavras
o desejo de ser… percebida.
Ah, os detalhes…
o essencial é invisível,
mas em mim, é tudo que clama:
ser cuidada sem pedir,
ser amada com presença,
receber carinho no intervalo da rotina.
Queria que quem amo enxergasse,
que se apaixonasse
pelo jeito que meu coração dobra as esquinas,
pela forma como minhas lágrimas
carregam poesia escondida.
Quero ser ouvida no que não digo,
elogiada no que sou sem esforço,
desejada não só pelo corpo,
mas pelo universo que guardo no olhar.
Sou feita de entrega mansa,
mas também de tempestades quietas.
Guardo dentro de mim
um mundo inteiro esperando
por alguém que repare...
nos detalhes.
Negando eu a morte, e desacreditando-a com todo o fervor, seria então possível viver eternamente? Ou a descrença, por mais vívida e, em sua subjetividade, até coerente, será sempre vencida pela imutabilidade da verdade que a realidade impõe?
Eu só vejo qualidade onde tu vê defeitos
Por que tanta insegurança quando se olha no espelho?
E eu vou sorrir mais, eu vou amar mais
Agradecer em vex de reclamar
Vou correr atrás, sei que sou capaz
De ser exemplo pros meus filhos e orgulho pros meus pais
Eu te digo para aproveitar a vida, eu queria poder, mas é tarde demais.
Carta para o que ficou inacabado
*"Eu sei que dói.
Eu sei que existe um vazio aí dentro, feito das palavras que não foram ditas e dos momentos que nunca chegaram a acontecer.
E sei também que você se pergunta ‘e se…?’ mais vezes do que gostaria.
Mas hoje eu quero que você respire fundo e entenda: nem tudo na vida vem com um ponto final.
Algumas histórias terminam no meio da frase, e isso não significa que elas não foram importantes.
Pelo contrário — elas marcam, transformam, e de algum jeito continuam vivas dentro de nós.
Talvez o que ficou inacabado não precise mais de resposta.
Talvez o que você mais precise agora seja se permitir soltar o peso de esperar que algo volte para ser consertado.
Porque a verdade é que você pode dar o seu próprio fim.
E esse fim pode ser silencioso, sereno, feito só de um suspiro e a coragem de seguir.
Não é sobre esquecer, mas sobre escolher viver sem que essa ausência roube o brilho dos seus dias.
Você sobreviveu a dores que achou que não suportaria — e vai sobreviver a essa também.
A vida ainda guarda encontros, desencontros, risos e amanhãs que você nem imagina.
Então, quando sentir que a saudade do que não aconteceu apertar, lembre-se:
o que importa não é como terminou, mas como você vai recomeçar daqui pra frente.
Com carinho,
Um pedaço seu que quer te ver em paz."*
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