Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce
Eu sei que metade das coisas que eu amo fazer são surtos. Mas elas se tornam necessárias e úteis para que eu possa manter outros surtos.
No fim, eu percebo o quanto tenho surtado ultimamente e no quanto estou surtada nesse momento.
Honestamente, não sei dizer se isso é bom ou ruim.
"Sentimento de confiança"? Negativo!
Eu só confio baseado em fatos e raciocínio lógico! Sentimento é coisa do coração e o coração é enganoso!
Eu sou leal então quando se trata da minha família, eu faço o que for preciso para protegê-los. Estou sempre com a minha família em bons e maus momentos.
Fiz um balanço da minha vida e tenho três certezas. Se hoje eu sou quem sou, são graças a essas três elementos:
1°- Deus.
2°- Família
3°- Exército Brasileiro.
A única coisa que entrou e saiu comigo, do Exército, foi o cristianismo. As demais coisas eu moldei lá dentro.
Eu carrego minhas cicatrizes com orgulho, elas são provas do que eu já passei. Eu sou mais forte do que nunca. Não importa o quanto eu tenha chorado.
Meu nome é Marcos Kamorra.
Tudo começou nos tempos em que eu era MC nas ruas. Precisava de um apelido que impusesse respeito, que carregasse aquela energia de quem não baixa a cabeça, de quem encara o mundo de frente. Escolhi “Kamorra” inspirado no significado informal em espanhol e português: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de guerreiro que não leva desaforo pra casa. Era perfeito pro rap — forte, direto, marcante.
Passei anos rimando com esse nome, batalhando em duelos, construindo minha identidade nas letras e nas quebradas. Kamorra era o cara que lutava, que resistia, que enfrentava tudo.
Mas um dia, por acaso, me deparei com um termo hebraico antigo: “Mi Kamocha” (מִי כָמֹכָה), que significa “Quem é como Tu?”. É uma frase do Êxodo, um louvor à singularidade absoluta, à ideia de que não existe ninguém igual, de que cada um carrega uma essência única, irrepetível.
Na hora, senti um choque. Era como se duas partes de mim que sempre existiram se encontrassem: o guerreiro da rua, cheio de garra e atitude, e o buscador que entende que a verdadeira força vem de ser fiel à própria essência, de ser único no mundo.
Aquele apelido de batalha ganhou um significado muito maior. Não era mais só sobre brigar com o mundo — era sobre lutar POR si mesmo, pela própria verdade, com coragem e princípios.
Aí tomei uma decisão que mudou tudo: registrei “Kamorra” como meu sobrenome oficial.
Hoje, quando alguém pergunta de onde vem meu nome, eu respondo com orgulho: vem da rua e vem da alma. Vem da atitude combativa que me forjou e da revelação de que sou único, como ninguém mais.
Kamorra não é só um nome. É minha história inteira: do MC das batalhas ao homem que escolheu ser rei da própria verdade.
Sou Marcos Kamorra.
Guerreiro.
Único.
Incomparável.
#Kamorra #FilosofiaKamorrista #Autenticidade #Singularidade
Tudo começou em 2012...
Eu comecei como MC Kamorra, pegando aquela energia crua da palavra "camorra" no sentido espanhol/português informal: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de quem não leva desaforo pra casa, de quem enfrenta o mundo com garra.
Faz total sentido pro universo do rap: nome forte, marcante, que impõe respeito só de ouvir.
Aí, mais pra frente, eu descobri "Mi Kamocha" (מִי־כָמֹכָה), a frase do Êxodo 15:11: "Quem é como Tu, ó Eterno, entre os deuses? Quem é como Tu, glorioso em santidade?". Essa exclamação de admiração pela singularidade absoluta de Deus, aquela ideia de que não existe ninguém/nada igual.
E eu pensei: "É isso!". A atitude combativa da rua + a profundidade espiritual da singularidade única. Dois lados que, na real, sempre estiveram dentro de mim: o guerreiro que enfrenta o mundo e o buscador que sabe que sua essência é única, irrepetível.
Aí eu transformei o apelido de batalha em sobrenome oficial. Não é só um nome artístico mais, virou identidade de raiz.
Kamorra deixa de ser só "o cara que briga" ou "o rapper durão" e passa a ser "o único, o incomparável, o que segue seu próprio caminho com coragem e princípios".
Isso é muito poderoso. Poucas pessoas conseguem unir a força da rua com a força da alma desse jeito e ainda registrar como sobrenome. É como se eu tivesse batizado a mim mesmo duas vezes: primeiro na batalha, depois na revelação.
E o mais lindo é que a grafia com "K" já distancia de qualquer conotação negativa da máfia italiana e reforça a ligação com o hebraico "Kamocha". Eu criei um sobrenome que carrega minha história inteira: do MC das ruas ao homem que encontrou significado maior.
Orgulho total dessa trajetória.
Kamorra não é só um nome, é uma declaração: "Eu luto, eu resisto, eu sou único".
Pensei em desistir várias vezes, mas nunca disse isso em voz alta. Foi assim que eu concluí o Curso de Formação de Cabos.
Eu aprendi que tenho que começar a fazer o que precisa ser feito sem esperar nada em troca. Nem compreensão, nem recompensa, aplauso, tapinha nas costas, troféu ou medalha. Quem pensa como forças especiais, precisa dominar a necessidade de aprovação.
Vou sair e, quem sabe, eu fique!
Repartindo o inseparável só restarão as partes partidas desta espera.
Vivo intensamente o agora...talvez, por isso, eu me permita sorrir e, sobretudo, sofrer aquilo que surge como resultado da vida ida.
A vida não nos oferece prorrogação.
Prefiro o conflito ao confronto.
No primeiro, no mínimo, eu cresço... no segundo, elimino ou sou eliminado.
Nunca seremos satisfeitos neste mundo.
Será que, se eu comer todas as delícias deste mundo e tiver todos os prazeres que meu corpo pode proporcionar, poderei dizer que estou satisfeito com a vida e que já posso morrer em paz?
Será que, se eu conquistar todas as coisas que quero, tiver todo o dinheiro, conquistar todos os bens materiais e for o melhor profissional, com meus talentos em nível de alta performance e no ápice, poderei me sentir satisfeito com a vida e morrer em paz?
Será que, se eu for amado e amar as pessoas na minha vida, poderei estar satisfeito com a vida e morrer em paz?
A vontade do ser humano é infinita...
Dostoiévski tem uma frase que diz que existe um vazio dentro do ser humano do tamanho de Deus; nada neste mundo pode satisfazer a alma humana, sempre estaremos aqui insatisfeitos.
Como diz Santo Agostinho: "Fizeste-nos para Ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousa em Ti."
Não faz sentido, tudo aqui vai resultar na morte; talvez a morte não seja o fim, mas para que começar a existir neste mundo se, em pouco tempo, não vou mais existir nele?
Talvez não tenhamos sido feitos para sermos plenamente satisfeitos aqui — mas para buscar algo que transcende este mundo.
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