Eu Nao te Conheco mas me Apaixonei por Voce

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Disseram que eu deveria ser firme, previsível, inteira.
Mas escolhi ser movimento.
Entre certezas prontas e verdades impostas, prefiro a dúvida que ensina e o caminho que se refaz.

Não carrego o passado como âncora, nem o futuro como promessa.
Aprendi que existir é atravessar, não permanecer.
O erro me molda mais do que o acerto, porque nele há aprendizado, humildade e humanidade.

Não busco aplausos, nem lugares de destaque.
Meu valor está na travessia silenciosa de quem entende que chegar nem sempre é o objetivo.
Há beleza em não possuir, em não reter, em não se prender.

Enquanto o mundo cobra perfeição, escolho transformação.
Enquanto pedem raízes fixas, escolho asas conscientes.
Desapegar não é descuido, é maturidade.
É saber que algumas coisas passam porque cumpriram seu papel.

No fim, não sou feito de certezas,
sou feito de escolhas.
E a mais honesta delas é continuar mudando.

"Na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo.
Eu choro, imploro para que Deus me livre desse amar, meu eterno castigo.
Demasiada punição, amar quem não me ama, eterno martírio.
Amá-la, amada minha, é demasiado sofrido.
Quando Deus, por sobre os céus, me impôs o amor a você, passei a invejar a cruz e o sofrimento do próprio Cristo.
O que fiz? Indaguei-me na madrugada, não merecia, não mereço isso.
Eu sou calor, amor, erupção; ela é indiferença, ódio, o frio.
Uma vez e outra, mais uma e numa, ama-lá mais que eu, de novo.
A morte, ante amá-la, seria livramento, mas de ti não me livro.
Leio uma, duas páginas, um trago, uma caneta, te registro em meus escritos.
Queria apagar-lhe do de minha vida, o livro.
Bem da verdade, eu minto, eu finjo.
Tento me livrar de você e não consigo.
Pois, na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo..."

⁠Eu quero perder tempo para o mundo e ter tempo para Deus.

O tempo foi suficiente para eu amar novamente, mas curto demais para viver o sonho de ser amado verdadeiramente...

Eu amo escrever

📚 Há um outro mal que eu vi, enquanto observava a vida; é uma triste situação respeitante a reis e governantes: vi tolos a quem se deu grande autoridade e ricos a quem não se deu honra alguma. 🧠

Vi também servos andando a cavalo e nobres deslocando-se a pé, como servos!

Quem fizer uma cova cairá nela; quem derrubar um muro, uma cobra o morderá!⚜️🔱🦉🔯🕎🛐✝️💟

"É melhor passar um dia no teu Templo do que mil dias em qualquer outro lugar. Eu gostaria mais de ficar no portão de entrada da casa do meu Deus do que morar nas casas dos maus".

Se eu fosse poeta, homenagearia
cada voz preta que rasgou o silêncio do Brasil.


Homenagearia Maria Firmina dos Reis —
a primeira luz que escreveu a fuga e a dor,
plantando cais de memória em terra de esquecimento.


Homenagearia Luís Gama —
ferro forjado em palavras, libertando nomes,
vindo das chagas para erguer a lei com verso.


Homenagearia Cruz e Sousa —
que fez do céu um espelho de expatriadas almas,
tecendo símbolos como quem reza contra o vento.


Homenagearia Solano Trindade —
com o batuque antigo no peito, palavra viva do terreiro,
poeta do povo, do samba, do salto que não se cala.


Homenagearia Machado de Assis —
ironia que desarma o pudor das verdades,
um espelho complexo onde se lê a cor do país.


E homenagearia tantas outras,
vozes anônimas nos quintais, nas cartas, nos jornais,
mães de rima, operários de verso, crianças de refrão —
todos os poetas negros do Brasil, uma constelação de nomes.


Se eu fosse poeta, faria altar com seus poemas,
acenderia lamparinas sobre as páginas gastas,
faria do silêncio um salão de festa,
transformaria o esquecimento em arquivo de resistência.


E recitaria seus nomes como quem chama antepassados:
para que a memória dance, para que a história ouça,
para que o futuro herde mais do que palavras —
herde voz, coragem e a beleza inteira de ser ouvido.

talvez eu seja o seu "para sempre"⁠

⁠esses dias eu tava na beira da praia, e vi que o pôr do sol é uma das coisas mais lindas que eu já presenciei.

Por isso, quando meus olhos veem uma coisa e meu estômago sente outra, eu parei de discutir. Eu sigo o estômago. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)

Onde quer que eu esteja, e para onde quer que o meu Deus decida conduzir meus passos, carregarei comigo a lembrança viva de que tudo nasceu aqui.
Neste lugar — banhado pelo luar e vigiado pelos astros silenciosos — ergui minha voz em uma oração singela, porém infinita:

“Conduze-me, Jesus… que minha vida seja o eco da Tua vontade plena.”

Eu mesmo


Em primeiro a Deus

Réveillon.


Eu amo o Ano Novo!
Ter a família toda reunida,
Esquecendo a falsidade durante todo o ano...
Estando juntos, unificados e cheios de alegria. Como amo!


Meus netos, meus filhos,
Até mesmo bisnetos. Haha!
Todos reunidos naquela grande ceia.
Que esplendor! Vou até tirar uma foto.
Óh céus! Esqueci como tira um print.


Todo mundo se reuniu
Viajaram para longe...
Se alienando com as boas coisas da vida...
E ficou somente eu aqui, sozinho.


Enquanto minhas pernas tanto doem,
Eles não pensam em mim,
Nem nessa, nem n'uma outra possível vida...
Mesmo assim, os amo.
Os amo nessa, e em todas as outras possíveis vidas.
São eles que me coroaram com essa dádiva: Avô do ano.
No dia dos avós até me sinto especial...


Vou desligar a ligação,
Amanhã acordo cedo, venha almoçar aqui.
Não vai dar? Tudo bem, meu amor.
Deus o abençoe, meu filho! Vovô e vovó te amam.


Minha velha, não chore,
Eu estou contigo por mais um ano,
E que venha saúde e vida.

Poeta.


Tanto escreves sobre os outros...
Tanto sofres, óh eu lírico,
Tanto mendigas e recebes pouco,
Tanto almejas ser prodígio.


Onde encontras teu refúgio?
Da maldade, da tua luta...
Fazes daqui tua terra, céu, chão e eterna labuta...
Mas continuas sendo fugitivo.


Romantizas a morte,
Não temes a ninguém,
Escrever é o que vivo lhe mantém
E mesmo assim, medroso foges...


Não fujas, poeta!
Teu chamado depende de ti,
Letra bonita? Isso pouco importa!
O que importa é o enredo que sofrestes por trás da história.


Poeta, querido poeta, inútil não és!
Erga-te! O mundo precisa te ouvir.
Pegue seu papel, admire e escreve,
Passe os sentimentos, quero todos poder sentir.

A noite cai e eu olho o vazio da noite povoado de estrelas, tendo como a lua companheira e paz no silêncio... Tão confortante para procurar os sonhos. Não é raro, observando a noite, me sinto outra pessoa... Não sei de onde vem, mas ocupa o espaço dos sentimentos, e se apodera dos sentidos. E é nessa hora que o pensamento voa... Acho difícil acompanhar.

Antes eu sentia a dor sem saber de onde vinha.


Hoje eu a reconheço, dou nome, estabeleço limites e escolho como atravessá-la.

eu amanheci sem pálpebras
porque neguei demais.
De mãos atadas,
a sinceridade dorme por mim.

Eu sempre sorrio
quando sinto que vou chorar
Pergunto sempre o motivo,
mas perdido em encontrar


Acho que tem pergunta
que nem nasce,
para não ter
de se explicar


Um dia a dor se assentou
sem poesia e nem pudor falou:
gente não é tão bonita
quando tira o dom do amor


Esses telefones malditos
roubaram o olhar da mesa
todo mundo cheio de fala
e vazio de presença


Então já não vivo pra caber
no que esperam de mim
podem dizer que eu enlouqueci
mas foi lá fora que eu vi o fim


Chame do nome que quiser
dê o sentido que achar
cada um chama de verdade
aquilo que pode aguentar


E outra coisa ei de falar...
Se nem mesmo a sombra que me segue
anda igual à de ontem,
por que insistem em me ver igual?


Já cheguei ao meu trigésimo janeiro
sem troféu, nem carnaval
não sei se isso é conquista
ou só se é um ritual


Eu sei que nós já fomos melhores
ou só menos distraídos
tem tristeza que incendeia
e ainda mantém a gente vivo


E rico mesmo é quem tem tempo
o resto é ilusão
o mundo vende pressa
e cobra o coração


E como dizia nosso Kierkegaard
para todos que quisessem escutar,
Não é preciso dar a volta ao mundo
pra se encontrar no fim:
quem anda tempo suficiente
descobre casa dentro de si.

Rosas repletas de paixão, que no jardim fazem morada; queria eu ser uma rosa, para me entregar nas mãos da amada.