Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
"Se eu não tivesse estudado Matemática, dificilmente conseguiria adaptar-me aos desafios e resolver os problemas do quotidiano. A Matemática não ensina apenas números; ensina-nos a pensar com rigor, a tomar decisões conscientes e a encontrar soluções para a vida." (FURUCUTO, P. D., 2026).
Cada limite me obrigou a descobrir uma força que eu ainda não conhecia. Cada perda ampliou minha profundidade, e cada erro despertou uma consciência mais lúcida sobre quem sou.
A pessoa que me tornei não nasceu do caminho perfeito, mas do caminho possível. Foi justamente nele, entre desafios, recomeços e imperfeições, que aprendi a construir, sustentar e honrar a minha própria essência.
Não sei eu, mas se fosse por mim, a tolice deveria ser considerada um crime! Como um país pode ter tantos tolos?
Eu atravessaria o fim do mundo por você, mas não daria mais um passo por quem nunca teve coragem de caminhar na minha direção.
NA QUITANDA DA VIDA
Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.
A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.
Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.
Minha primeira escola foi o território.
Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.
Eu sou feita dessas coisas.
Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.
Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.
Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.
Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.
É existência.
É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.
E estar aqui também é resistência.
Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.
Quero falar.
Quero contar.
Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.
Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.
O quilombo não é passado.
O quilombo é presente.
Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.
E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.
Não levo tudo.
Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.
Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.
Porque aprendi que não basta sobreviver.
É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.
E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.
Basta olhar para mim.
Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.
Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.
E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.
Acolher o que está Quebrado
Eu não quero somente a parte bonita de você,
Quero conhecer o que você esconde quando ninguém vê,
Quero tocar suas cicatrizes sem fazê-las doer,
E amar até aquilo que você aprendeu a esconder de si mesma.
Se o mundo te ensinou que amar era sofrer,
Eu quero ser a prova de que pode ser diferente,
Vou ficar quando suas forças desaparecerem,
E te abraçar justamente quando se sentir insuficiente.
Não prometo consertar tudo que a vida destruiu,
Nem apagar cada lágrima que caiu do teu olhar,
Mas prometo ficar quando o teu coração desistir,
E juntar, com minhas mãos, os pedaços que você deixar quebrar.
Porque eu não quero um amor perfeito, quero um amor verdadeiro,
Daqueles que permanecem quando o encanto termina,
Quero conhecer teu caos, teu medo e teu mundo inteiro,
E ainda escolher você — todos os dias, por toda a minha vida.
ESTRUTURA DE LIVRO
Eu não sigo estrutura
Eu sigo o coração
Você prefere um sumário
Ou amor na conclusão
Eu amo ser diferente..
Amo não me encaixar nos padrões da sociedade...
Amo dias cinzentos, nublados e tristes...
Amo o silêncio e os dias chuvosos... Amo a solidão e fazer dela minha melhor companhia...
Eu amo o oculto, o mistico, o desconhecido ... Sim eu sei ,sou um enigma indesvendavel, indecifrável..e eu amo ser assim ... Quem acha que me conhece está enganado ....não sabem nada sobre mim ... Sou um segredo guardado a sete chaves...
Eu vivi teu sorriso, mas a tua alegria,
ah, meu Deus, não me quis!
sem morrer nos teus lábios,
só me fiz infeliz.
Não perdoo nem parente, quem dira os da rua. Mal se paga com mal e na primeira oportunidade eu me vingo!
E se eu passar pelo fogo, não temerei
Na Tua fumaça de Glória eu entrarei
Longe do Santo dos Santos não sei mais viver
Quem já pisou no Santo dos Santos
Em outro lugar não sabe viver
E onde estiver, clamar pela Glória
A Glória de Deus
Não vou temer, pois creio em Ti
Nem duvidar, pois eu já vi
Em Ti está minha força, todos os dias Com Teu Amor, vem me encher
Todos verão o Teu poder
Espírito, vem sobre nós
Todos os dias, Senhor
O inimigo tenta laços e embaraços
Pra me envergonhar, mas não vai
Porque eu não estou sozinho nessa guerra está comigo O Braço Forte do Senhor Bispa Sônia e Pastor Lucas
Eu não entendo que Amor é esse
O que viu em mim
Pra me amar assim?
Não entendo... Rapha Brito / Maurício Paes.
