Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
No silêncio concentro-me em busca do meu “eu”. Concentro-me apenas em ser feliz. Se tudo que vivo me faz feliz, prossigo na mesma direção. Se algo que vivo me deixa triste, modifico o meu caminho. Pois nem sempre andar no mesmo caminho nos traz alegria, satisfação e certeza que seremos felizes eternamente. Tem horas que a mudança é necessária para nos sentirmos vivos, e assim o coração bater mais forte.
Perdão por me esperar toda noite e eu apenas chegar a madrugada e pela fatiga ir para cama sem saber nada e nem lhe atribuir atenção que tens por mim, meu amor!
Existe momentos, como esse, que eu quero apenas estar ao seu lado, poder te olhar, contemplar sua beleza e te cortejar deixar o meu sentimento por você, aflorar com seu doce sorriso, me encantar e em uma simples palavra me expressar, te amo.
Eu sei que você me vê apenas como sua mãe, mas, por favor, lembre-se de que, por dentro, eu também sou só uma menina.
Eu apenas gostaria de falar sobre palavras que alegram o coração; falar alguma palavra que você compreenda, quem sabes possa por uma única vez compreender o coração. O coração de um eterno apaixonado.
Eu silêncio o meu falar, apenas ouço o mundo, e observo os homens. Acreditaram no mundo. O mundo não pertence ao homem, o homem não pertence ao mundo. Observo apenas o tempo consumir os dias, e anos dos seres.
Ela achou
Que Eu acho coisas
Que na verdade nem achei
Mas quem que achou o que?
Talvez apenas nos percebemos
E como deixar de perceber
Se sempre que a vejo
Aprendo algo novo
Que misturado a ela
Geram lembranças únicas.
Se você ouvir sobre minha morte, apenas peça para Deus me perdoar por todos os pecados que eu cometi! Essa será a maior demostração de Amor, Amizade e Familiaridade!
Se quiseres fazer parecer que apenas eu gosto de ti, vamos morrer com os nossos sentimentos sem nenhum de nós expressar o que sente!
Seu sorriso é tão hipnotizante
que eu esqueço o mundo ao meu redor
e começo a viver apenas para te admirar.
Quero ser a luz dos seus olhos, mesmo que eu seja apenas uma sombra.
Desejo ser uma fonte de felicidade e alegria para você, mesmo que minha presença seja discreta em relação à sua luz e brilho.
Hoje eu gritei, e em cada palavra ardente de raiva e ódio, encontrei apenas silêncio e desilusão. No eco das lembranças e promessas quebradas, percebi que uma parte de mim morreu, consumida pela dor, sem jamais entender por que me deixaram gritar.
Com o tempo apercebi-me que eu era apenas o mar sobre o qual muitos navegavam a procura de satisfazerem os seus interesses, mas, ainda assim, deixei que o tempo me levasse para onde as ondas das atitudes dos humanos me guiassem.
Você me faz sentir o sabor,
Faz eu a vida apreciar,
Agora vejo tudo com mais cor,
Isto apenas no seu olhar.
Sei que na vida tem muita dor,
Muitas coisas têm a me ensinar,
Com você dei tudo mais valor
Principalmente o Amar.
Bosch e eu: entre a crítica e a ferida colonial
De todos os artistas europeus, há apenas um que ainda me atravessa: Hieronymus Bosch. Ele me coloniza — não pela forma, não pela técnica, mas pela crítica feroz que carrega. Bosch é o único colonizador que ainda habita meus delírios, talvez porque a acidez do seu olhar sobre o mundo medieval encontre eco no que eu também preciso denunciar.
Ele pintava o colapso moral da Europa — os vícios, o poder podre, a queda da alma. Eu pinto outro colapso: o da terra invadida, dos corpos silenciados, da memória arrancada pela violência da incursão portuguesa.
Se Bosch mostrava o inferno como consequência do pecado, eu mostro que o inferno chegou com as caravelas. Não há punição futura — o castigo já está aqui: na monocultura do eucalipto, na esterilização do solo, na morte do camponês brasileiro , no apagamento dos povos indígenas.
Há em nós uma fúria semelhante, mas nossos mundos são outros. Ele critica o homem que se perde da alma. Eu denuncio o sistema que rouba a alma dos povos. Bosch pinta o desejo que conduz à danação. Eu pinto a resistência que surge depois do desastre.
E, mesmo assim, ele me coloniza. Como assombro. Como espelho invertido. Às vezes penso que sua crítica me provocou antes mesmo de eu saber meu nome. Ele habita uma parte do meu gesto. Um inimigo íntimo. Uma fagulha que queima, e que às vezes me ajuda a incendiar o que precisa cair.
Se lágrimas resolvessem problemas eu estaria mais seco que o sertão nordestino. Por hora, apenas imerso na vastidão da represa interna que existe em mim.
