Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Mãe, sinto sua falta, só gostaria que soubesse que, no dia que partiu, levou-me contigo. Em mim sobrou o resto do que nem sei mais quem sou.
Viver sem você é pior do que nunca amanhecer...
Tem dias que a gente só quer ficar quietinha, deitada no aconchego do nosso edredom e travesseiro.
Ser abraçada pelo nosso cochilo, e acordar com energia para enfrentar o que todas sabemos o que temos que enfrentar... nem sempre isso se chama TPM meus amores... apenas um tempinho nosso mesmo!
E isso não significa que eu esteja com raiva de alguém, a carapuça nem sempre vem com a sua medida!
Apodreça, só assim você vai descobrir realmente quem esteve com você a vida toda... ou quem esteve por você.
Quanto pecado em amar demais, se paga com o desprezo. Só tome cuidado com o troco, ele é ineficiente e se torna eficaz
"Todos os dias me bate uma solidão, me sinto tão só, estou rodeada de pessoas e meu coração só clama por uma"
"Só existem Três coisas que me incomodam profundamente" - Coisas que me sobrou de você... Duas eu faço questão de devolver, infelizmente uma, eu ainda não tenho o poder de arrancar de mim... Mas o tempo.. Esse sim, vai me curar e verei você como vejo todo mundo sem importância, você definitivamente me quebrou! E sabe o pior disso tudo? - Você não se importa. E sabe o pior de tudo O que é pior? - Eu já não estou me importando com a sua falta de importância.
O MAL COMO FORÇA CONCEDIDA.
" O mal só possui a força que lhe é dada. "
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A afirmação de que " O mal só possui a força que lhe é dada. " encerra uma das intuições morais mais antigas do pensamento ético.
Ela pressupõe que o mal não é um princípio autônomo nem uma realidade substancial
Trata-se antes de uma condição derivada que se manifesta quando a consciência abdica de sua vigilância.
Desde a filosofia clássica até as tradições morais mais severas compreende-se o mal como privação e não como criação.
Ele não edifica estruturas próprias
Apenas ocupa os espaços deixados pelo recuo da lucidez e da responsabilidade.
A força do mal não nasce de si mesma
Ela é transferida pela omissão pelo medo pela repetição do erro tolerado.
Cada concessão ainda que silenciosa converte uma fraqueza em hábito e um hábito em domínio.
No campo psicológico o mesmo princípio se confirma
Paixões desordenadas não vencem por superioridade mas por insistência consentida.
O que não é enfrentado com clareza moral acaba por adquirir musculatura emocional.
A ética tradicional sustenta que o enfrentamento do mal não se dá pelo embate ruidoso mas pela recusa interior.
Negar alimento àquilo que se nutre da dispersão é mais eficaz do que lutar contra suas aparências
Onde não há concessão não há permanência.
Essa compreensão preserva a dignidade humana ao afastar o determinismo moral.
Não reduz o indivíduo à condição de refém das circunstâncias.
Reconhece a responsabilidade sem transformar a culpa em desespero.
O mal revela-se assim como um parasita da consciência.
Sobrevive apenas enquanto lhe for permitido.
Quando a razão moral reassume o comando o que parecia poderoso dissolve-se por falta de sustentação e a existência reencontra seu eixo mais alto no qual a retidão não é esforço heroico mas consequência natural de uma consciência desperta e soberana.
Entre Espinhos e Estrelas.
" Só senti as dores da minha rosa quando me feri nos seus espinhos. "
Antes disso, eu apenas a contemplava sem compreender que a beleza também pode ser uma forma de abismo.
Há perfumes que embriagam a alma antes de feri-la,
e há sentidos tão suaves que, quando se vão, deixam cicatrizes invisíveis.
A vida não se revela a cada dia mas a cada segundo.
Ela se insinua em lampejos, no intervalo entre um suspiro e outro,
quando o coração se distrai e o tempo aproveita para nos ensinar algo.
E o que aprendemos não é o que queríamos,
mas o que precisávamos para continuar respirando entre as dores.
Descobri que toda rosa carrega o peso do seu próprio espinho,
assim como cada amor traz consigo a possibilidade da perda.
Mas ainda assim quem recusaria o toque de uma rosa,
sabendo que ela é o instante em que o eterno decide ser belo por um momento?
Minhas lágrimas caem nas estrelas,
e o céu, compassivo, as recolhe como se entendesse o idioma do meu silêncio.
Há dores que não se dizem apenas cintilam.
Elas se transformam em luz quando a alma não encontra mais lugar para escondê-las.
E então compreendo: o que dói em mim não é apenas o espinho,
mas o amor que ainda pulsa, mesmo depois da ferida.
A rosa não me pertenceu e, ainda assim, foi minha,
porque me ensinou que a beleza é o instante em que o sofrimento decide florescer.
Há quem olhe para o céu em busca de respostas;
eu apenas observo as estrelas e choro nelas,
porque nelas reconheço o brilho das minhas próprias quedas.
E quando o vento passa, sinto que a vida
essa estranha combinação de dor e deslumbramento
ainda me sopra o perfume daquilo que perdi.
E é assim que sigo:
entre espinhos e estrelas,
entre feridas e perfumes,
aprendendo que amar é, talvez,
a mais bela forma de doer.
Tempo é o verdadeiro ápice da vida; só ele mostra as decisões a serem tomadas, as respostas para as dúvidas e o resultado da disciplina.
O que o homem tem em menor quantidade é a lágrima, por isso ela só é derramada nos momentos mais amargos da sua existência.
“Tudo o que passa em nossa vida, muitas vezes, serve só para adquirirmos mais experiência; o definitivo vem depois.”
