Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
"Existem pessoas que usam a palavra para construir pontes e outras que a usam só para espalhar ruído, porque a paz dos outros incomoda quem vive em permanente desassossego. Há quem prefira se recolher à própria maturidade a se rebaixar a responder provocações que não agregam absolutamente nada."
Há alturas que só se alcançam quando a gente se abaixa. Descobri isso ajoelhado, diante do meu sobrinho — um pequeno mestre que ainda chama o tempo de milagre e o quintal de mundo.
Aprender a ser grande não tem nada a ver com subir, conquistar ou colecionar aplausos. Tem a ver com reaprender a ver do chão, de baixo, da inocência que a pressa desaprende. O olhar das crianças não mede, não julga, não calcula. Apenas acolhe. E quem acolhe, cresce.
Ajoelhar é um gesto sagrado: é dizer ao universo que não se esqueceu de onde veio. É lembrar que a sabedoria mora nas alturas baixas, nas perguntas simples, nas respostas que ainda não têm forma.
Ser grande, talvez, seja isso: caber inteiro num instante pequeno.
Porque quem se abaixa para amar, se eleva sem perceber.
— Douglas Duarte de Almeida
Os julgamentos são cartas que enviamos a nós mesmos, só que em envelopes com o nome dos outros.
(Douglas Duarte de Almeida)
Existe uma beleza que só acontece quando saímos do caminho habitual. O mundo continua sendo o mesmo, mas alguma coisa em nós ganha outra janela.
"A sua necessidade compulsiva de cavar discórdia e fazer perguntas inconvenientes só escancara uma coisa: a incapacidade absoluta de suportar a própria companhia em silêncio. Não vou gastar a minha energia servindo de palco para o seu teatro de perturbação."
"A tentativa de ofender chamando os outros de fariseu só escancara uma postura abertamente antissemita. O judaísmo não vai servir de alvo para quem busca desesperadamente cavar discórdia e ódio."
"Usar 'fariseu' como xingamento só expõe a ignorância histórica e o antissemitismo velado de quem fala. Atacar o judaísmo com provocações baratas é o recurso de quem não tem maturidade para respeitar a fé alheia."
A solidão começa muito antes de ficar só.
Começa quando você percebe que está acompanhada… mas caminhando sozinha!
Quando a Lua Chama
Há alguém que só desperta quando a noite vem,
surge entre as estrelas, quando dorme alguém.
Não sei se é lembrança, mistério ou ilusão,
mas deixa sua sombra presa ao coração.
De dia, é silêncio perdido pelo ar,
uma imagem distante que não sei alcançar.
Mas quando o sol se rende e começa a partir,
há qualquer coisa nela que me faz sentir.
A lua, testemunha do que não confessei,
guarda entre suas sombras tudo o que calei.
E quando a maré vem beijar a areia,
seu nome se dissolve na espuma da sereia.
Procuro no espelho alguma explicação,
mas vejo somente a minha expressão.
Quanto mais eu procuro saber quem ela é,
mais o mistério me prende de pé.
Talvez seja um sonho que insiste em ficar,
talvez seja a noite querendo me enganar.
Talvez seja alguém que eu nunca encontrei,
ou uma parte de mim que um dia abandonei.
E quando amanhece, ela deixa de existir,
como uma estrela cansada que decide partir.
Mas quando a noite retorna e a lua vem me chamar,
eu sinto sua presença outra vez no meu olhar.
Se é sonho, por que parece tão real?
Se é lembrança, por que ainda é tão igual?
Se a lua conhece o segredo que escondi,
por que toda noite ela a traz de volta a mim?
E se ela só existe quando a noite vem,
se só vive no escuro, distante de alguém...
quem é que desaparece quando nasce o dia:
ela, ou a parte de mim que por ela sorria?
Dolce Peccato!
Sabe aquela pessoa
que a gente só encontra nos livros,
que aparece nos filmes
e que, por alguns segundos,
faz a gente acreditar
que certas pessoas simplesmente não existem?
Pois bem...
você existe.
E talvez seja justamente isso
que mais me desconcerta.
Porque não é sobre perfeição.
Eu não acredito em perfeição.
Também não acho que você tenha vindo
de outro planeta,
embora, às vezes,
seja difícil acreditar
que alguém como você
possa caminhar pelo mesmo mundo que eu.
É sobre ser incomum.
Sobre ter alguma coisa
que eu ainda não sei explicar,
mas que meus olhos reconhecem
antes mesmo que meu coração consiga entender.
Você é sem igual.
E, sabe...
eu acredito que você é o meu número,
meu tipo,
aquela combinação improvável
que a vida parece esconder
até o dia em que, de repente,
coloca diante dos nossos olhos.
E então a gente olha
e pensa:
“Era você?”
Ah, Dolce Peccato...
Você é aquele tipo de mulher
que muitos desejam.
Mas talvez desejem errado.
Porque alguns vão olhar para o teu corpo
e parar exatamente ali.
Eu não.
Eu quero saber da tua alma.
Quero conhecer teus silêncios,
entender teus medos,
descobrir aquilo que você esconde
quando sorri para o mundo
e finge que está tudo bem.
Quero saber o que te faz rir
até esquecer da hora,
o que te faz perder o sono,
quais sonhos você guarda
e nunca contou para ninguém.
Porque o teu corpo pode chamar atenção,
mas é a tua essência
que me prende.
E talvez seja isso
que me assuste.
Porque desejar alguém
é fácil.
Difícil é sentir vontade
de conhecer cada parte invisível
que existe dentro dela.
E eu sinto.
Sinto vontade de ficar
quando o mundo inteiro
talvez queira apenas passar.
Sinto vontade de te proteger
não porque você seja frágil,
mas porque até as pessoas fortes
merecem, às vezes,
ter alguém ao lado
quando o mundo pesa demais.
Se eu pudesse te proteger do mundo inteiro,
eu me colocaria em sua frente.
Seria o teu escudo humano.
Não para impedir o mundo de chegar até você,
mas para lembrar que,
se algum dia ele tentar te derrubar,
você não precisará enfrentar tudo sozinha.
Porque eu estaria ali.
E talvez você nem saiba
o quanto isso significa para mim.
Talvez você nunca perceba
que, em meio a tantas pessoas
que poderiam simplesmente passar pela minha vida,
você fez morada
sem sequer pedir licença.
E é estranho...
Porque eu não sei exatamente
quando aconteceu.
Só sei que, em algum momento,
você deixou de ser
apenas alguém que eu admirava
e se tornou
aquela pessoa que eu procuro
mesmo quando não estou procurando ninguém.
Dolce Peccato...
talvez você seja mesmo um pecado.
Mas não daqueles que a gente se arrepende.
Você é o tipo de pecado
que a gente guarda em segredo,
protege entre os pensamentos,
sorri quando lembra
e, no fundo,
agradece por ter cometido.
Porque existem pessoas
que a gente conhece.
Existem pessoas
que a gente deseja.
E existem aquelas raríssimas
que a gente sente.
Você...
eu sinto.
O seu interior é sagrado. A chave desse lugar só deve ser entregue a quem sabe tirar os sapatos antes de entrar.
Nem todo mundo que bate à sua porta deseja entrar para somar. Algumas pessoas só querem descobrir como é a vista lá de dentro.
Se um espinho entrar na tua carne, tire-o rapidamente. É tolice seguir com ele só para mostrar aos outros o quanto você sofre.
Escutaremos
Um bom cérebro encontra sempre a música adequada ao seu estado de espírito...
só é necessário tempo
Projetos gigantescos só cumprem sua verdadeira função quando a tecnologia de ponta serve como ferramenta de resgate da dignidade humana.
