Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
No teu íntimo
sou a tua
Lua muda
e imensa
em terra
estrangeira,
a minha presença
te entretém
a noite inteira.
Surjo sempre
quando te falta
a esperança
de vencer
a escuridão
que sei que
você se encontra;
No céu cruzo
os morros
beijando as matas
para sossegar
o teu coração,
contigo estou
por cada estação,
na tua oração
e em cada canção.
Meu bem, alonga a tua [visão:
Estou em tuas mãos.
Sou primavera em qualquer
[estação,
Vamos dançar a valsa nos
Passos marcados pelo [coração.
Porque eu também ser
Samba e ser canção,
Depende como conduz a sua [mão...
Um pedaço de papel para
Escrever um samba [emoção,
Sou um jardim no teu [coração.
Agora vivo toda contente,
Buscaste um jeito de estar presente,
Perfumaste-me com o aroma da [paixão,
Os meus dias já não são mais os mesmos,
Eles têm sido de auroras e poentes intensos,
Você virou o meu sorriso sem motivo,
Um motivo para eu ser ainda mais calma,
E cultivar a minha [devoção].
Da conta de
51 vítimas
da sigla
de 5 letras,
sou aquela
que nada é;
mas por cada
uma sente
e até por você
que finge
que nada vê.
Enquanto
eu não tirar
o General
da prisão,
Sigo falando
até toda
a poesia
do mundo
tocar o seu
coração.
Entenda que
divergir nunca
será traição,
que para
nada serve
prender
quem quer
que seja
só porque
você achou
certo porque
uns falaram,
e desde
o princípio,
estes nada
provaram,
está aí
o resultado
do mal feito,
tempo gasto
e saldo dos
torturados:
24 militares
e 27 civis,
todos para
sempre
marcados.
Longe de ser
o heroísmo
e nem perto
do novo
testemunho
da boca
do Tenente,
Sou a poesia
de cada dia
para dizer
que não estou
nenhum pouco
contente,
Mas sou gente
o suficiente
para assumir
quando erro
e aplaudir
o quê merece.
O céu foi aberto
para a Cruz
Vermelha,
e que seja
o início para
a misericórdia,
e a inauguração
da concórdia
por um novo
destino a seguir.
Não há o quê
comemorar,
Há muito por
fazer e por
muitos rezar,
Não posso
fazer muito;
O compromisso
comigo mesma
foi renovado,
Para te dizer
o quê era
para ser dito:
ter prendido
o General
não tem
sido bendito,
e da tropa
digo o mesmo
deste imenso
e cruel sacrifício!
Sou o verbo
que denuncia
abertamente
na boca do
jovem tenente.
Nesta Pátria
há quem
nela durma
e que se
desencontra
na esquina
do destino
indiferente
ou conivente.
Não me importo
nadar contra
a corrente,
vou escrevendo
nas páginas
da vida
que estou
descontente
porque estão
arruinando
o General,
e acho que
nem sei mais
o quê é poesia.
Anseio libertar
a tropa mesmo
sem ter a ideia
de como fazer,
só sei que não
há mais tempo
a perder,
o maltrato
rompeu todo
o limite humano.
Por ela sou
lágrimas,
desespero
e agarramento
pelas patas,
garras, cantos
terras,
correntezas
das águas
e no mais
alto dos
mil céus;
ela existe
por todo
o lugar,
e até mesmo
nas brumas
das cavernas
e profundezas.
Por ela sou
desconforto,
inquietação
e tormento
pelas peles,
faros, plumas,
asas, ossos,
barbatanas,
ruídos, sons,
escamas,
e pegadas;
ela existe,
deixa rastros,
é só observar.
Por ela sou
altiva, grito,
e assumo
que sempre
tento pelos
caules, folhas,
troncos,
sementes,
frutos,
espinhos,
pedras
fósseis
e areias,
há muito
mais Pátria
do que
te ensinaram,
e muitos
imaginam:
é nelas
que estão
a mística
do Estado
e tua vida.
Por ela sou
aquilo que
você ignora,
e mesmo
resistindo
me atormento.
Soberania
não se
negocia,
não se
flexibiliza,
não se
anistia,
não se
usa de
enfeite,
e tampouco
de amuleto,
e não se
coloca
em degredo,
e não se
desperdiça
nem em
cumprimento.
Jamais escreverei
uma carta para
o General que está
preso inocente
em Fuerte Tiuna
porque sou estrangeira,
Foram escritos por
mim poemas demais,
e ele nem idéia faz,
mas são todos
de minha total
responsabilidade.
Não é difícil de imaginar
que não vão me deixar
ultrapassar a fronteira.
Semeando, produzindo,
e ensinando,...
Compartilhando,
abraçando
as filhas e os velhos
pais agora só
na memória afetiva,
Com as amorosas
palavras da irmã
e as saudades
dos tempos
em liberdade
do filho a mesa
do almoço
que no coração
da Mãe doem demais;
Não escutaram mais
mais a alegria da gaita
e os acordes do cuarto,
Que as deixava em paz.
Não é segredo nem
ao poeta que venho
pedindo insistentemente
a liberdade do General,
É notícia recente
que penas variadas
serão revisadas,
De novo peço que
não se esqueçam
dele que nada deve,
e hoje até de saúde
mui frágil padece.
Na voz do pequeno filho
que ainda nem tem
vocabulário para falar,
E assim sou a voz
dos que não
podem ter voz,
mas justamente
todos estes me têm;
Eis me aqui a reivindicar
junto a sua consciência
para que coloque toda
essa história no lugar,
Inclusive, sou contra o feroz
bloqueio que não deveria
nem ter começado,...
Cadê a liberdade
do General
que nem deveria
seguir aprisionado?
Enfim, superam cinco
centenas de discordantes
pelos cárceres,
os militares em mesma
situação há confronto
de cinco dados,
mas superam
a duas centenas;
Não dá para esperar
para trabalhar
por um país reconciliado.
Balançando
com o vento
sou o verbo
acarinhando
as folhas
das árvores
de Fuerte Tiuna,
Suíte orquestral
pedindo sem
parar a liberdade
do General
que não deveria
ter estado preso
desde o início,
E segue preso
sem o devido
processo legal.
Sei que estás
aborrecido,
me desculpe
desde já,
Não nasci
para agradar,
Pelo sofrimento
do General
e da tropa
não vou parar
de reclamar.
Um comandante
não deveria
ser moralmente
responsabilizado
por erro de um
subordinado,
O erro de cada
um deve ser
individualizado
E nem seguir
alimentando
prisões com
base em
acusações
sem concretas
demonstrações.
Está na hora
de dar um basta
nessa cultura
de maltrato entre
o pessoal militar
sem as devidas
e sãs averiguações;
Quem deseja
a paz deve
aprender o quanto
antes a se reconciliar
mesmo diante
da existência
de diferentes reflexões.
Nesta chama silente
Faço-me tua, mesmo você
estando ausente;
Sou a fêmea que te
fareja, e se agarra,
Sei que estás se entregando
espiritualmente
Porque morro de amores
por tua pele reluzente.
Sim, você ao meu lado
Garantindo o fim do inverno,
- e trazendo verão....
Surpreendentemente,
- cada obstáculo material
sendo removido
com a minha boca, um espetáculo
inaugural!
Pressinto-me agarrada à tua pele,
e domando você como se doma um alazão;
- inebriando o teu corpo,
a tua alma e o teu coração.
Tendo de ti o teu regaço
Indo além do nosso abraço,
- e trazendo você para mim apaixonado...
Percebendo-te inteiro:
- inflamável, passional e intenso...
Estou aqui te alisando,
- tens de mim o implacável
encanto, e minh'alma
se derramando por esse corpo
em reticências...
Desejo-te inteiro e ainda não
o suficiente para irmos
além do alcance e escrevermos
as linhas do nosso romance,
- e traçarmos a rota do relacionamento.
O frevo ferve, faz serão;
Sou a tua andorinha que faz verão.
Os corpos saem do chão,
O céu é tocado com as mãos:
Só no batuque do coração.
Tens nas mãos a minha sombrinha,
E eu tenho você em minhas mãos.
As estrelas em nossos caminhos
Não surgiram de versos vãos.
O frevo comanda o enredo,
A música vestida inteira de luar,
Vejo o meu lindo sol a brilhar,
Te tenho doce, carinhoso e ledo,
Dançamos livres do medo.
O mar que abençoa o povo,
Faz o ritmo do frevo,
Molhando os nossos passos,
E sabe de todos os segredos.
O amor é o estandarte
Que nos credita o frevo de amar
- e sem fim -
Eu sei que você me quer,
E que foi o frevo do
Destino que te trouxe para mim.
Ao redor dos teus sonhos
sou a presença inabalável
e a borboleta oriental
desconhecida num mundo
invadido pelo banal.
Onde não há espaço
para ser não forço,
não fico e jamais insisto;
Se não for oferecido
o respeito não é amor
e nem obra do destino.
Como Leyla deste século
permaneço até quando
me vou como manifesto
de descontentamento:
forte sou encantamento.
O silêncio faz escutar
o meu nome mesmo
que você não queira,
Leyla viva em ti e perpétua
mesmo que eu não queira.
Você se uniu comigo
por dentro e agora
sou a dona do seu
coração e do pensamento;
Você é a minha fortaleza,
e eu na tempestade o abrigo.
Sempre que me espalhar
como cinzas no deserto,
os ventos dos sete pontos
cardeais trarão cada grão
para perto dos teus dias.
Como a borboleta oriental
infinita as minhas asas
feitas de estrelas os teus
olhos guiam na escuridão
imensa e o teu coração
de Mecnun não fará resistência.
(Até quando uns disserem
para que me esqueça!)
Da costura que ergue
esta poesia Montanka
sou o fio da consciência
que dialoga com paciência
com os seis continentes,
e por rebeldia virou poema.
Em plena Era narcísica
onde se maquia a índole
maligna com falsas
notícias para glamourizar
causas devastadoras,
e naufragar em falsas
promessas e incertezas.
Do tecido e de outros fios,
eis-me o bastidor
e chamamento em nome
do que deve ser dito:
(Imperialismo não se
combate com Imperialismo).
Imperialismo só se combate
com a base do povo unido,
e não existe aplauso duradouro
que ampare pela eternidade
com a fortaleza da tranquilidade
de uma cabeça que busca
a senda do que traz tranquilidade.
Você que se comporta
como fizesse parte
de qualquer decisão
obstruindo a real informação,
Saiba que você nunca obterá
a desejável ascensão:
(Por migalhas e aplausos
você está se esquecendo
que neste tabuleiro qualquer
um sempre será um simples peão).
Olhar para o passado
e repetir o velho hábito
contra quem nunca foi
ofensivo te coloca
apenas como mais um
covarde neste mundo
que cada um deveria
perceber a sua própria
responsabilidade para que
guerras nunca mais se repitam.
Sob o teto de estrelas
sou como uma Mocho-dos-banhados
voando com os meus poemas,
Vou seguindo me iluminando
pelas estradas deste destino
onde sonhar pouco a pouco
por uns anda sendo proibido.
Entre as suas pestanas
tenho o Recife franja
mais lindo e encantador,
Sou estrela-do-mar
no oceano do teu amor
profundo criando dia
e noite o nosso mundo
com doçura e carícia,
Só de saber que você
existe me provoca delícia.
Há um misterioso Acará-disco
rondando o meu destino,
Nestas águas sou Iara
que todas às vezes que me vê
o seu coração sempre dispara.
Sou a solidão
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Sou os dias longos, os crepúsculos desolados, as noites sem fim,
as madrugadas tediosas e as auroras sem glamour...
Enfim, sou a solidão.
Sou como um rascunho. Sou o rascunho. E pelo jeito a mão tremia quando feito. Pelo jeito pretendia passar a limpo um outro dia.
