Eu Gosto do Risco dos que Arriscam
Mulher...
Sábios, poderosos e poetas;
A ciência nunca pára de avançar;
Cada qual, a mostrar o seu saber;
Duro viver é, com suas gretas;
Sempre e só, pela vida a labutar;
Livrar-se dela, porém, ninguém quer;
Numa guerra de titãs patetas;
Gasto sonho de tanto meditar;
Não houve, nem está para nascer;
Zote de ideias obsoletas;
Se acha ser possível deslindar;
Ou entender, o pensar da mulher.
O conto da mulher.
Observava a distância, digo uns dez ou doze metros, uma mulher alta, pele clara, corpo não muito esguio e sim ocupado nos lugares certos por quantidades certas de carnes. Esta mulher apoiava-se em uma árvore frondosa que fazia muita sombra, ela desajeitada e muito delicada, tentava de maneira insistente colocar no seu pé, o esquerdo me lembro bem, a sua sandália que havia se soltado, talvez pelo excesso de pequenas folhas e galhos que forravam o chão debaixo da árvore, talvez ela tenha se atrapalhado quando se dirigia para algum lugar.
Apesar da distância eu não a quis perdê-la de vista, pois a cena ficava cada vez mais interessante, não sei por que não fui cavalheiro e ofereci ajuda, talvez por gostar do que estava vendo, ela vestia um vestido simples de corte comum, de cor clara e estampas um pouco mais escuras, conforme ela lutava com a tira da sandália seu cabelo meio preso e meio solto caía pelo seu perfeitamente delineado rosto, aquele cabelo tinha sido preso de forma de que quem o prendeu não se preocupava com a beleza que não tinha, pois se conformava com a que tinha. E o seu vestido, sim este eu devo falar que com o seu corpo inclinado para frente e sua mão preocupada hora com a tira hora com o cabelo, nem notava que a alça caía, mostrava mais daquilo que já estava exposto, ombros fortes e lindos, mostrava também parte da sua intimidade, que certamente cuidava sempre para esconder, a cena tornava-se cada vez mais maravilhosa, era muita sensualidade exibida sem querer.
O corpo: como citei antes, não esguio, mas forte, não torto, mas equilibrado, estava sustentado por alguns segundos, ou minutos, sei lá, por tornozelos fortes e eretos e nem um pouco trêmulos. Trêmulo estava eu, observando de longe tanta beleza. Resolvi me aproximar, de forma calma para não desmanchar tudo aquilo. Aproximando-me, ela levantou os olhos, não se mostrou surpresa, pois sabia que não estava ameaçada, de perto observei que os pelos que cobriam o seu braço estavam eriçados, culpa do vento que chicoteava as plantas envolta, ele carregava o ar frio que habitava as sombras das árvores, aquelas que os galhos deitavam até o chão, onde encontravam folhas, galhos e pequenas plantas.
Lembro-me que falei algo, mas não lembro o que disse, lembro do sorriso, do cabelo, da sandália e do vestido, aquele que caía e mostrava mais daquela mulher, lembro da árvore, da sombra e do que senti.
Lembro que foi um sonho maravilhoso que vivi
Lembro da personagem que neste sonho eu conheci, e não quero esquecer.
, 24 de Novembro de 2010 – 01h23min.
"As vezes precisamos passar necessidades
para sabermos que a vida não é facil.
mas nunca abaixar a cabeça para vida"!!!
Não foi um sonho, foi realidade, não foi um sentimento, foi toda emoção e não foi apenas dor e sim o meu maior sofrimento.
Sempre minhas palavras foram as mais puras e cinseras para você.
E você sabendo dessa fraqueza me manipulou, me iludiu.
Mas você não fez por querer e sim porque está apaixonada por outro alguem.
Por que quando uma pessoa se apaixona e decide se entregar totalmente, na maioria das vezes ela não recebe o mesmo ?
Os seres orgânicos têm em si uma força íntima que produz o fenômeno da vida, tanto que essa força existe; que a vida material é comum a todos os seres orgânicos e que ela é independente da inteligência e do pensamento; que a inteligência e o pensamento são faculdades próprias de certas espécies orgânicas; enfim que, entre as espécies orgânicas dotadas de inteligência e de pensamento, há uma dotada de um senso moral especial que lhe dá incontestável superioridade sobre as outras e que é a espécie humana.
Faço Versos como quem Ama
Choro, como quem perdeu
Peço a Deus, como quem deseja
E sempre falei como quem pensa
Faço versos como quem chora,
Cai, gota a gota do meu coração
Fecho meus pensamentos, só se for agora!
Pois, poucos versos que ai vão
Em lugar de outro é que os ponho,
Tu que me lê, deixa aos teus sonhos,
Imaginar como serão !!
Sinto uma dor no coração,
Não é problema de saúde não,
É como se estivesse jogado no chão
Um chão frio,
Onde todos pisam em você,
Quantas vezes penso nisso? Mais de Mil
Sei que na realidade essa dor,
Vem do amor
Sentimento que voce um dia jogou
E hoje chora em minha porta,
O pedindo de volta
O pede de volta não por arrependimento,
Mas sim,
Porque a deixaram com um sofrimento,
Um ferimento,
Que igual ao meu
Foi intenso
Agora quer dar a volta por cima,
Querendo retomar a paixão,
De quem com o amor fazia rima
Não,
Não retornarei aos braços de quem
Me trata como mais alguem,
Não sou mais um,
E meu amor não é comum.
A persegui com os olhos,
Pois fiquei sem reação
Tamanha beleza não se vê no sertão
Estava certo,
Dali ela não era
Seus cabelos me lembravam a primavera
Parecia uma eternidade ,
Seus olhos de tão lindos
Acalmariam tempestades
Mas uma coisa me decepcionou,
Ela era comprometida
Para mim,
Naquele momento
Se acabou minha vida.
Um método Socrático de convencimento 09/10/2002
Jornal Opinião de Araras
Na era Socrática, os sofistas acreditavam que não existia verdade absoluta, de modo que ela, a verdade, somente estava presente nas coisas cujo poder de convencimento operava em busca desse fim. Ou seja: se você me convencer, eu acredito.
Neste sentido, a palavra é a maior ferramenta do homem, tendo maior ou menor importância à medida que convence. Portanto, proponho discutirmos qual foi a tônica do discurso dos candidatos a presidente, já os levando à conclusão de que a verdade, naqueles tempos, era melhor fundamentada.
Quem assistiu o horário político desde o começo, pôde perceber que há vários temas que aparecem com freqüências variadas, mas somente um vem norteando insistentemente o discurso dos candidatos: o desemprego. Através de suas fórmulas e formas, cada candidato propõe pôr fim a esta situação, tendo como proposta a construção de grande número de moradias, supondo combater a pobreza e o desemprego. Ora, conclui-se a partir de agora, que a profissão do futuro será a de servente, pedreiro, mestre-de-obras e afins, profissões estas que respeito e considero uma arte.
Conquanto saibamos da falta de empregos no cenário atual, concluímos que não é uma tarefa fácil erradicá-lo. Se fizermos as contas, segundo as propostas dos candidatos, rapidamente descobriremos que muitos empregos diários deverão surgir, e que os assessores dos presidenciáveis não são matemáticos.
Notem que para surgir oito milhões de empregos ao longo de quatro anos, será necessário abrir dois milhões de vagas por ano, 166.666 por mês e 5.555 por dia. Muito difícil, mas é um assunto que dá voto e que nenhum candidato ousou deixar de falar.
Fica-nos claro a difícil meta que o futuro presidente terá de cumprir. Prestemos atenção: A verdade não está somente no poder de convencimento. Ela está também nos fatos e, contra eles, não há argumentos.
