Eu Errei me Perdoa Poesia
Eu dependo dos outros para me sentir feliz. É como se eu não tivesse luz própria. Preciso de gente. De gente que me escute, me admire, que goste de olhar para mim.
Donna era uma mulher linda. Muito mais linda que eu. Era bem respeitada por todo mundo. Ela tinha postura de rainha, usava sempre um turbante, vestido decotado mostrando o colo negro. Quando contei a ela sobre como Rolf havia me desenhado, ela me levou até o fundo da loja e me mostrou seu retrato. Disse que quando era mais nova, um estrangeiro passou por ali e a fotografou.
Eu fui faxineira uma vez. Todo emprego que eu arrumei depois só foi faxina ou serviços domésticos. Que ironia, não é? Fiquei a vida toda fadada a faxina. Se meu primeiro serviço fosse em loja, estaria fadada a vida toda em loja. Se fosse telefonista, seria o resto da vida...
Eu a amei muito antes de ter consciência do que era o amor. Eu a quis muito antes de saber o que era querer. Eu a admirei ainda infante. Na minha ingenuidade infantil talvez eu já tivesse reconhecido nela o meu grande amor, a minha mestra, a minha amiga, a minha doce companhia, a minha musa, a minha obra de arte favorita.
Num dia cinzento e frio eu comecei amar você porquê ali eu descobri o real sentido de ser aquecido pelos teus abraços com sabor de cobertor no meio da neve.
A música tem se revelado com força, com novas inspirações e maneiras de apresentação. E isso eu gosto de ver.
A coisa que mais me tira do sério é quando mexem com a minha liberdade. Eu morro se fizerem isso.
Eu sempre fui sonhadora e nunca vou deixar de ser, embora tenho os pés no chão,mas sonhar pra mim,é uma sensação única..
Acredita mesmo que se eu tivesse lutado para ter alguma coisaeu até hoje não teria nada? Agora uma coisa eu sei, se tivesse lutado nessa briga, pode ter cereza que até poderia ser possível não ter conseguido nada, mas colapsada eu ja estava.
Ah, eu agradeço pela ignorância que eu tenho sobre as coisas que eu não sei. Porque pelas que eu já sei, já me torturar o suficiente.
Sim, eu mereço. Mereço tudo o que me aconteceu. Não sei exatamente o que fiz, mas sei que fiz. E, mesmo que eu não me lembre, tenho certeza de que aconteceu. Uma das únicas certezas que me restam é que, em algum lugar, alguém está feliz com a minha tristeza. Usarei isso como ponte para o pouco sucesso que possuo na vida — já que, no fim, nada realmente aconteceu.
O saber é um falso Deus. Como assim? Eu te explico: Todos querem saber de tudo, ou de algo; porém, saber de tudo é impossível, e talvez saber de algo específico seja improvável. Acho que posso confirmar o saber como um mar, onde ninguém pode nada/nadar, e abraçar a falsa moralidade de achar que sabes de algo é algo totalmente boçal. Talvez o saber de tudo seja saber de nada; talvez o não sei seja o saber de tudo. De que importa o saber nesse mundo oriundo? Não sei.
Minha alma está à espera que nunca vêm. A dor da perda e o abandono me deixam sem fé. Eu pedi por cura, por proteção, por amor, mas o silêncio foi a única resposta. A família, que deveria ser o refúgio, virou as costas. Eu e minha filha fomos deixadas para lutar sozinhas, sofrendo e passando fome. Agora, eu exijo uma prova da existência de Deus. Quero ver, quero sentir, quero saber que não estou sozinha. É hora de Deus mostrar sua face, de provar que ele existe e se importa conosco. Eu estou esperando.
Se for para ver rostos felizes, se for para ver muito amor transbordando, eu vou sem pensar duas vezes, com o coração aberto, a alma em festa e cantando melodias, porque acredito que, bem lá no fundo, o amor é o que reina, é o que cura, é o que une. Vou com os olhos brilhando de esperança, levando paz nos passos e colhendo sorrisos pelo caminho, porque onde há amor, há vida em abundância.
Eu gosto de viver com a realidade, mas com algum delírio. Porque só a realidade pra mim é insuportável.
Eu tenho Jesus, Maria e José, e todos os pajés em minha companhia. O menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos. O poeta me contou.
Eu não provo do teu fel, não piso no teu chão. E pra onde você for, não leva o meu nome, não.
Tantas vezes eu soltei foguete, imaginando que você já vinha. Ficava cá no meu canto, calada, ouvindo a barulheira que a saudade tinha.
Na verdade, minha vida e meu trabalho se confundem, nem eu mesmo sei direito quando estou trabalhando ou não.
A maior libertação que vivi foi quando entendi que não preciso provar nada pra ninguém. Só eu sei o preço que pago todos os dias pra continuar de pé
