Eu Errei me Perdoa Poesia

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Sindy Ellen não pode ser decifrada.
Ela existe para ser amada!
É isso que eu faço não importa quando, onde ou como ela esteja.

Ardi e deixei-me arder até só sobrar eu
Um eu que já nem eu própria reconhecia
O que é que se faz com as cinzas de quem sente demais?
Elas teimam em manter-me no passado e nada muda
Mas, no silêncio, eu mudei
Para longe das chamas, onde o fogo não chega
Sou água.

⁠Te vejo quando acordo, pensando em como seria maravilhoso passar cada momento ao seu lado.
Hoje eu só queria estar contigo, envolvido pelo calor do seu abraço e pela doçura do seu sorriso.
Amar você é o que eu mais desejo, pois você preenche minha vida de amor e alegria.
Meu coração acelera quando te vejo, sentindo uma emoção que só você é capaz de despertar em mim.
Intimido-me com um simples olhar seu, que tem o poder de me cativar e me fazer sentir especial.
Rainha do meu coração, você reina soberana, trazendo luz e amor para minha existência.
És um presente em minha vida, um tesouro que valorizo e que torna meus dias mais significativos.
Sua beleza me encanta e me conquista, todos os dias quero o teu sorriso.

Inteiro...


Eu não estava procurando nada.
A vida seguia. Imperfeita, mas minha.


Então você chegou.
E quando chegou,
o mundo não fez barulho,
fez sentido.


Nada precisou ser preenchido.
Algumas coisas apenas encontraram lugar.


Eu observei.
Não por desinteresse,
mas porque quem já caiu
aprende a respeitar o tempo das coisas.


Havia cuidado no teu jeito.
E o cuidado verdadeiro não invade,
permanece.


Aos poucos, baixei a guarda.
Não por promessa,
mas porque parecia seguro existir ali.


Eu tinha feridas.
Não escondi.
Estou tratando.


As tuas ainda sangravam.
Não por fraqueza,
mas por medo do que cresce,
do que exige futuro.


Eu entendi.
E não te culpei.


Eu errei.
Como erra quem se envolve de verdade.
Mas soube parar,
olhar de novo,
voltar melhor.


Não ofereci um conto bonito.
Ofereci presença.
E isso eu sustentei.


Você me fez acreditar de novo.
Não em finais perfeitos,
mas na possibilidade de caminhar junto.


Por isso me mostrei.
Inteiro.
Sem personagem.
Com falhas, medos, noites mal dormidas
e a coragem de dizer: é aqui que eu fico.


Eu confiei.
E confiança nunca é ingenuidade,
é escolha consciente.


Eu te amei.
E ainda amo.


Não como quem espera algo em troca,
mas como quem respeita o que foi real.


O que é verdadeiro não se apaga quando termina.
Muda de lugar.
Vira memória viva,
não ferida aberta.


Eu sei quem eu fui.
E sei quem sou agora.


Minha felicidade não depende de você.
Mas ao teu lado,
ela teria sido mais calma,
mais casa,
mais chão.


Eu quis ser teu homem.
E, por um tempo,
isso foi verdade para nós dois.


Hoje eu sigo.
Inteiro.
Sem culpa.
Sem ruído.


Com amor onde ele cabe
e dignidade suficiente
para não negar o que senti.

Antes, durante e depois...




E quando a neve caiu eu pensei que era o fim,


O movimento reverso é irresistível e depois do inverno voltou a sustentar o poder das flores,


As lágrimas que antes caíam e se transformavam instantaneamente em esculturas frias e assombrosas, hoje passam como correnteza de um rio cheio de felicidades,


Temporariamente o coração congelou, mas a alma se manteve intacta,


Então, o vicio para dominar o controle sobre o veneno foi o que permitiu que a fidelidade permanecesse intocada,


Lembro-me do passado, já carreguei minhas pedras pesadas nas costas,


Entendo o tempo presente, pois o imediato é uma resposta heroica,


Sinto o futuro, ele atravessa a existência das memórias, é uma questão de inteligência emocional.

Onde você trabalha você tem amigos ou colegas de trabalho? Eu entendo que pode haver muita concorrência, geralmente as pessoas colocam seus anseios profissionais antes da amizade, mentira daquele que diz que tem amigos no trabalho, mais na primeira oportunidade passa o outro para traz, faz fofoca, usa das armas que julga necessário para ascensão profissional.
Claro que não podemos ser injustos com aqueles que realmente querem ser mais que simplesmente colega de trabalho, que ajuda, que se envolve mais que o necessário e cria outros vínculos, mais é raro, eu particularmente tenho poucos colegas de trabalho que viraram amigos. Que tipo de pessoa você é dentro da empresa que trabalha, colega ou amigo? Pense e reflita ,pois passamos a maior parte do tempo de nossos dias dentro do nosso emprego!

Deriva

Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.

Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.

Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.

Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.

Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.

Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.

⁠Eu só queria ter a força de Sansão.
A sabedoria de Salomão.
A fé de Jó e Abraão.
À coragem de Davi.

Eu quero dizer pra ele
Que a rima fez efeito
Agora eu penso o dia inteiro
Só ele faz minha pupila dilatar

Eu me procurei nos lugares errados.
Nas pessoas.
Nos olhares que não ficaram.
Nas promessas que não sobreviveram.
E no fim…
eu estava no único lugar onde nunca pensei em olhar:
Dentro de mim.
Me reencontrar não foi bonito.
Não teve trilha sonora.
Teve silêncio.
Teve vergonha do que aceitei.
Teve culpa pelo que calei.
Mas também teve uma verdade crua:
eu nunca estive perdida.
Eu só estava longe de mim.
Fazer as pazes comigo não foi me perdoar por tudo.
Foi entender por que eu fiz.
Foi abraçar a mulher que aguentou o que eu hoje não aceito mais.


Reencontro não é voltar a ser quem eu era.
É finalmente ser quem eu sou.

Vivendo essa vida eu amei, amei com todo entusiasmo, amei com toda empolgação, com toda a emoção, amei verdadeiramente, dei tudo de mim para amar, eu me entreguei por inteiro. Porém, só ganhei dor e sofrimento, uma vez pior que a outra.
Diante disso cheguei na seguinte conclusão, amar é apanas uma ilusão, então eu digo que se amar for uma ilusão, eu quero conhecer a morte com a mesma força que amei, da mesma maneira que me entreguei nessa ilusão que é o amor.

"Eu"... todas às vezes que o busquei sincero ele me ouviu, estou me falando de uma luta inglória, pois sinto o meu silêncio mais próximo!
Uma sentença se anuncia bruta, que o silêncio que espreita não é interrompido, alguns olhos me tocaiam atrás das névoas de um vazio, parece algo invisível mais vestido para cortar!
"Procurando uma coisa mais querendo outra"; a vida segue mesmo quando a presença de quem amamos não existe mais... reconhecer a perda é o primeiro passo para o cuidado, para um descuidado esmagador!
Não estou me dizendo que vai ser fácil, mas estou me acostumando, quando digo uma coisa ou não deve ser para valer, sem balelas!

Eu me deparei com um pensamento hoje, e o que podia dizer, só podia dizer: "sinto muito amor"!
"Uma ingratidão cobiça até uma cruz, sem saber do peso que alguém carrega nela"; os vínculos durante a vida são finitos e inconstantes, devo investir em relacionamentos genuínos e mais duradouros!
Apenas os momentos são eternos para a vida, lembrando das pessoas queridas que partiram e das que estão no alcance; elevo os meus olhos para o céu, que acolhe um pedido e atende o clamor!
Que surpresas posso encontrar, a vida é curta demais, para correr o "risco dos riscos"... "a falta de tempo para mim"!

Ecos do Passado

Na mocidade, eu amei correndo,

como quem teme a perda.

Agora amo em silêncio...

como quem entende a eternidade.




O tempo passou, e me deixou vazia de palavras, mas cheia de histórias.

O que foi desejo, agora é gratidão...

o que foi silêncio, agora é palavra.




Havia poesia nos meus silêncios, versos não escritos, noites desperdiçadas...

agora, a caneta se ergue, tardia, mas cada palavra é um eco do que fui.




Não procuro os fantasmas do ontem...

nem lamento as perdas que me moldaram,

não é saudade nem lembrança...

é algo maior, silencioso e real.




O que sinto hoje é amor pela vida...

amor pelas mãos que me seguram...

pelo instante que pulsa entre meu peito, e o mundo que ainda me espera.

Eu te desejo.
Mas não te desejo como quem tem fome.
Te desejo como quem deseja pele.
Pele que não é pele, pele que é carinho, cobertor.
Pele como a tua, que é o silêncio, a música.. pele que é dor.


Eu não desejo teu corpo, desejo tua presença.
Ouvir tua respiração, sentir o colchão afundar com teu peso ao meu lado.


Silêncio. Apenas silêncio..
Silêncio pesado, poético, como se o simples fato de existir junto contigo já fosse íntimo demais..
E talvez seja.


Não é sobre o ato.
Não é sobre querer-te nu.
É sobre fechar os olhos.
Não para imaginar o corpo,
Mas sim pra sentir
A ideia dele ali.


A proximidade. O toque. A respiração.
É bonito.
Melancólico.
Poético, quase erótico.
Não é por te querer por inteiro, mas sim, por te querer por perto.


E assim, eu deixo guardado no peito..
Esperando por um toque que nunca será feito..
Tudo fica estático.
E o que faz as coisas voltarem a girar é a tua imagem.

Eu sou triste
Não do jeito depressivo da coisa -
Mas como quem tenta, e mesmo assim não consegue mais se deixar iludir pela falsa esperança de que a vida importa, e que um dia vai fazer algum sentido.


E parando pra pensar, não faz. Nunca fez.
Nunca sequer importou.


Hoje, me encontro desiludida, e isso me perturba. Me perturba pensar na vida, e saber que inevitavelmente, com ela terei de me contentar.
Que não importa o que eu faça, talvez nada saia do lugar.


Às vezes me pergunto se vivo num limbo,
Se minha vida pra sempre será estagnada, se um dia eu vou piscar e já vai ser tarde demais pra mudar,
Me pergunto se devo sonhar, mesmo sabendo que muitos deles nunca vão se realizar.
Me pergunto se sonhar é coragem, ou apenas uma forma de adiar a realidade.


Tenho medo de acordar, e perceber que tudo mudou, menos eu. Tenho medo de sonhar, me esforçar ... e ainda sim ficar no mesmo lugar de onde sempre estive.


Não quero a minha vida, todo dia contemplar -
só quero parar um pouco de pensar.
Parar de pensar nos meus arrependimentos,
Nas coisas que eu já fiz, nas coisas que já aceitei,
Ou nos momentos que um simples pensamento me impediu de ser feliz.


Quero parar de pensar no passado, de me remoer por coisas,
que já não posso mais consertar.
Como se minha culpa lentamente me consumisse, e virasse o único lugar que já consegui morar.


Então, sim,
às vezes fico triste.
Mas não por causa dos arrependimentos,
Nem das dores,
Nem da incerteza.
Às vezes fico triste só por querer estar viva,
E perceber que
até isso cansa.

O PÊNDULO DA SAUDADE
De: Carlos Silva

Eu sinto o cheiro da saudade permear-me o juízo, sinto o toque da vontade pulsante em meu coração, mendigando um segundo do teu olhar, feito faíscas elevadas das brasas que estalam e aquecem o ar.
Lanço-me nas covas solitárias dos escombros mais remotos, para fugir do tanto que em te penso. Meu pensamento vaga feito pendulo de relógio de parede cuja função é ir e vir, ir e vir em ritmado e preguiçoso compasso que só serve para avançar o tempo que não mais terá tempo de voltar.
Preso estou na ampulheta do passado, escorregando para outro espaço até que possa completar o ciclo e ser retornado à posição repetitiva do marcar um precioso tempo. Passo e compasso, espera que se confunde com a demora e isso só aumenta a saudade imposta pelo sentir que pulsa do coração como se fosse o pêndulo do relógio que insiste em bater no ritmado de um saudoso coração.

⁠O SEGREDO DA VIDA

Eu cantei o amor,
pra não ser solidão,
da tristeza e da dor,
eu também fiz canção e num canto sozinho, escutei bem baixinho, a voz do coração.

Que sempre me ensinou, que o segredo da vida é manter sempre vivo, o sorriso no olhar,
Que enxergar os pequenos, detalhes da vida, isto que é amar.

Vivo então a sorrir,
confundindo a razão,
que insiste em querer,
vê minhas lágrimas no chão, pois não sabe o segredo, o segredo que a vida,só fala ao coração. ❤

Autor Cicero Marcos

⁠Jardim regado

O que eu posso vê em ti?
Me indaga o coração assim,
A contemplar_te da janela por entre as luzes, colorindo as cortinas de cetim.

Águas correm do telhado, irriguindo pelas rosas que florecem no jardim.

És como um jardim bem regado, seu amor bem arraigado vai crescendo dentro em mim.

Vejo rosas com suas cores, de encantos e amores, seu perfume de jasmim.

Já não há como fugir, quero ser seu jardineiro, de janeiro a janeiro, seu amor quero sentir.

Autor. Cícero Macros

NA PRÓXIMA ESTAÇÃO

No vácuo espesso da minha incoerência,
caminho sobre trilhos que eu mesmo forjei.
Teu silêncio ressoa em mim
como ferro antigo rangendo no frio.
Aprendi cedo a vestir armaduras.
A confundir silêncio com força,
rigidez com caráter,
distância com equilíbrio.
Mas há um trem parado dentro do meu peito,
um apito que insiste em nascer
e não aceita mais o aço como morada.
Sou peregrino do que ainda não compreendi,
exilado nas fronteiras da própria resistência.
E começo a perceber:
não é o mundo que me endurece —
sou eu que ainda tenho medo de sentir.
Se a vida é viagem incerta,
talvez o erro seja parte da rota,
e cada queda, um ajuste de direção.
Não sou aço.
Sou travessia.
Na próxima estação,
desarmo-me.
Deixo no banco vazio
a armadura que me protegeu
e também me isolou.
Liberto-me de mim
não para desaparecer,
mas para existir sem defesa.
E então, no cais do teu ser,
o mar já não me ameaça.
O naufrágio deixa de ser destino
quando compreendo que amar
não é perder força —
é escolher vulnerabilidade com consciência.
Não te encontro como salvação.
Encontro-te como escolha.
Deixo de ser busca tensa
para ser presença inteira.
Na próxima estação,
não sou menos homem —
sou mais verdadeiro.

J Rabello de Carvalho