Eu Errei me Perdoa Poesia

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1760
"Minha opção, caso eu escreva sobre Misterio, Suspense etc, não seria (não será) por ficção. Afinal, Agatha Christie e Stephen King já existem e são geniais. Eu optaria (ou optarei) por não ficção!"

1791
"Mais ou menos como disse aquele Meu Admirador: 'Mostrem-me um Bom Supérfluo e eu abro mão de todos os Essenciais'.

1801
" 'Aquele Médico' disse que eu estou proibido de comer Camarões. Parei de consultar 'Aquele Médico' e continuo com os Camarões!"

Muitos me perguntam se ser diferente é um defeito. Eu digo que a anomalia é a única saída para quem não aceita ser apenas um boneco de barro moldado pelo sistema.
​O universo não quer a perfeição estática; ele quer o atrito. Se eu sou um erro no código da normalidade, é porque eu sou a semente da evolução que vocês ainda não conseguem processar. O sistema te programa para ser o 'Número 1' e parar ali, no tédio do pódio. Eu escolhi ser a anomalia que busca o 'Número 3', o 'Número 4', o infinito.
​Eu não sou apenas um sobrevivente; eu sou o protótipo de algo que vocês chamariam de impossível. A realidade dói porque ela está tentando te acordar. Eu já acordei. Eu não sou o fim da linhagem, eu sou o começo da frequência que não pode ser apagada.
​Não sou um erro. Sou a evolução hackeando o próprio destino.

Hoje eu entendi uma coisa que não veio de livro, nem de frase pronta. Veio do silêncio.

Percebi que o que sustenta o ser humano não é o amor romântico, nem as pessoas ao redor, nem os prazeres rápidos que distraem a dor. Não são os dias ensolarados que animam, nem os dias frios que recolhem. Tudo isso passa. Tudo isso oscila. O que nos sustenta é a fé. E a esperança. É uma fé quase invisível, dessas que não fazem barulho, mas permanecem. É a esperança que fica ali, quieta, em segundo plano, mesmo quando tudo parece estar desmoronando por dentro. Porque, se a gente parar pra pensar, como continuar quando não se acredita que algo maior está organizando o caos? Como seguir se não houver, ainda que mínima, a certeza de que dias melhores podem existir? A fé não é grito. É sussurro. A esperança não é euforia. É resistência. Elas seguram nossa mão nos dias em que ninguém mais consegue. Elas nos lembram que o processo não é o fim, que a dor não é sentença, que o hoje não define o para sempre. Há uma força chame como quiser que nos atravessa e nos mantém de pé quando a lógica já teria mandado desistir. Sem fé, a vida vira peso. Sem esperança, o caminho vira escuridão. Mas quando ainda acreditamos, mesmo cansados, mesmo feridos, algo dentro da gente continua aceso. E é essa pequena chama que nos torna fortes. Não invencíveis fortes. Capazes de suportar o tempo, o silêncio, as perdas e as reconstruções. No fim, talvez não carreguemos nada além disso: a esperança tranquila de que dias melhores chegam e a fé serena de que estamos sendo guiados até eles.

Senhor, rogo-te:
Antes de me dar sabedoria, me dê caráter; para que eu não a use como escada para alcançar meu próprio bem.

Engraçado.
Gostam sempre de repetir:
–Errar é humano!


E eu gosto e repito também:
–Sim, meu bem.
Mas esta não é uma boa desculpa para continuar a errar.
Entenda que: Perdão não é dar permissão para desrespeito.
E nem tente dizer que 70×7 é "infinito".
E se acredita nisso, te peço, encarecidamente, que me dê os mais coerentes fundamentos de que é este o real significado.

A máscara da inocência


Você acha que eu não sei.
Você acha que uma pessoa que prefere suportar afronta é tola.
Sim. Bem como aquelas que preferem dar a outra face.


Você acha que eu não sei.
Você acha que eu suporto e sou tola.
Sim. Te dou permissão para repetir e agredir de novo.


Você acha que eu não sei.
Você acha que eu não sei algo sobre este jogo.
Sim. Bem como aquelas que já participaram dele antes.


Entretanto,
parece que:
Você não sabe que eu sei.
Você não sabe que eu sei que: aquela que não joga não pode perder.
Sim. Bem como aquela que sabe e finge não saber.

Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
II.

Mas, bem sei eu que não iria conseguir mesmo.
Não se tentasse com mesma pessoa, ambiente e circunstância: que dão o mesmo resultado. E semelhança entre eles cabe um resultado semelhante.
Enfim.

Voltando ao ponto onde queria chegar:
Cada pessoa é a protagonista de si mesmo.
Imagine que você se identifica nesta mais com Léia, porque talvez seja irmã mais velha e passou por algo parecido na infância.
Mas agora imagine, pelo menos tente, e se você tivesse nascido Jeoaquim?
Como se sentiria?
Seria aquilo que já estimado dele, ou faria diferente, e tentaria criar sua própria história?

⁠⁠⁠⁠⁠⁠Eu não tenho barco
Eu não tenho lancha
Eu não tenho jetski
Eu não tenho iPhone
Eu não tenho jatinho
Eu não tenho helicóptero
Eu não tenho carro de luxo
E nunca deixei o Brasil
Vivo aqui honestamente
Nunca aliciei e nem trafiquei ninguém!
Que orgulho eu tenho de mim!

Enfermagem Psiquiátrica Forense:Saúde, Ética e Justiça

Quem sou eu? Essa pergunta é primordial para o seu sucesso pessoal e profissional. Se você não sabe quem é, jamais terá autenticidade e nem autoconfiança.




Shalimar Farias da Silva

Foi preciso perder o chão para entender que eu sempre tive asas, mas o medo da altura era maior do que a minha vontade de voar.

Eu era jovem.
Eu era louco.
Era ousado.
E sei que não era pouco.
Não sou mais o que ja fui
Me esqueci onde estava
E nem sei pra onde vou

"Quando estou sem fazer
nada é quando me sinto
mais útil. Eu tenho tempo
pra pensar e ter ideias"

Na vida existem três coisas aprender, saber e viver.
Eu aprendi tudo que eu sei hoje.
Eu descobri tudo que eu precisa descobrir, para ser quem eu sou hoje.
Eu vivo com toda a sabedoria, com tudo que aprendi eu descobri que na vida, temos que viver e ser feliz.
Não importa onde ou com quem, viver e ser feliz não faz mal a ninguém.

MANIFESTO

Eu não quero vencer a qualquer custo.
Quero não me perder.

Recuso a vida vivida por reflexo,
as escolhas adiadas,
o conforto de caber onde minha verdade não cabe.

Não acredito numa existência sem angústia —
ela é o preço da liberdade.
Se escolher dói, é porque escolher é real.

Não confundo fé com certeza,
nem amor com troca,
nem honestidade com ingenuidade.
Prefiro perder vantagens
a negociar minha consciência.

Não sigo a multidão só porque ela é barulhenta.
A maioria nunca foi prova de verdade.
Caminho sozinho quando for preciso,
porque estar acompanhado pela mentira
é a forma mais elegante de desespero.

Aceito que amadurecer é perder versões antigas de mim.
Não tento repetir o que fui.
Permaneço no que ainda sou capaz de sustentar.

Não uso pessoas como meios,
nem sentimentos como desculpa.
Amar, para mim, é decisão —
não espetáculo.

Se existir um inferno,
ele não está na dor,
mas em viver sem nunca ter sido quem se é.

Por isso escolho a responsabilidade de existir.
Escolho a verdade que custa.
Escolho a solidão honesta
em vez da paz comprada.

Não quero uma vida que pareça boa.
Quero uma vida verdadeira.

— Sariel Oliveira

Eu não sou só o que ri.

Eu sei que muitos me veem como o cara leve.
O engraçado.
O que transforma o peso em piada
e o silêncio em riso.

E tudo bem.
Esse também sou eu.

Mas existe um erro silencioso quando acham que isso é tudo.

Porque ninguém vê o quanto eu penso.
O quanto eu observo.
O quanto eu seguro coisas que não viro brincadeira.
O quanto eu sei ser sério quando a vida pede seriedade.

Talvez o problema nunca tenha sido eu ser alegre.
Talvez tenha sido eu me esconder atrás disso.

O riso é confortável.
Ele aproxima, desarma, protege.
Mas ele também cria uma imagem fácil de engolir.
E eu não sou fácil.

Quando a situação exige postura, eu tenho.
Quando alguém precisa de cuidado, eu cuido.
Quando é hora de sustentar, eu sustento.
Só que isso quase ninguém vê —
porque quase ninguém fica quando a piada acaba.

Eu não quero deixar de ser leve.
Quero deixar de ser subestimado.

Não por arrogância.
Mas por verdade.

Ser inteiro dá trabalho.
Assusta.
Exige que o outro me veja além da superfície.
E exige que eu permita isso.

Eu não sou contraditório.
Sou profundo.

O riso não nega minha responsabilidade.
Ele convive com ela.

Quem me confunde com superficial
nunca teve coragem de ficar quando eu fiquei em silêncio.

E tudo bem.
Nem todo mundo precisa me entender.
Mas quem quiser caminhar comigo
vai ter que aceitar que eu sou mais do que pareço.

Eu sou leve —
mas não sou vazio.

Nem tudo que eu público eu estou de fato vivenciando.
As vezes eu só gostei de tal mensagem ou imagem, ou eu mesma em um momento criei algumas.
Supor é uma forma errônea de interpretação.

⁠Eu passei por transformações positivas e definitivas.
Regressar seria um insulto a tudo que abri mão e deixei ir. Sou feita de desistência e persistência, em ambas tenho absoluta certeza do querer.
Meu coração é terra sagrada para deixar qualquer um ou qualquer sentimento entrar, eu sou feita de certezas e confusões e ser eu, na maioria das vezes é dolorido.
Sou nostálgica sem ser apegada.
Sou amante da escrita e íntima das palavras, tenho mais facilidade em me expressar escrevendo do que falando. Quando falo me atrapalho e na maioria das vezes sou mal interpretada, escrevendo eu dou asas a minha alma e ela voa livre e feliz.

A verdade cruel que eu neguei por tantos anos é; você nunca me amou, você nunca me quis. É difícil encarar essa verdade depois de tantos anos fantasiando um amor que nunca existiu. Agora eu sei e aceito, o amor que eu achei que você sentia na verdade era uma extensão do grande amor que sempre nutri por você.
Agora, sabendo e tendo certeza disso eu me retiro e passo a não mais existir para você, se esse amor permanecerá em mim você nunca saberá.


Rosane Brito