Eu Errei me Perdoa Poesia
É verdade..
Eu quis te amar,
E desse amor fiz minha vida ,
meus sonhos, meus prazeres.
É verdade também que nem tudo foram rosas,
Certamente muitas vezes, eu mesmo fui espinhos,
Mas hoje ao analisar esse amor, quero lhe dizer....
Valeu a pena. Sinceramente valeu a pena, cada sorriso, cada lagrima, cada momento..
Porque se não foi um conto de fadas, foi o surreal, foi a chama
Que ardeu e ainda queima, acesa em meu coração...
Ainda sinto seu cheiro,
Ainda sinto suas mãos
...Não, não pude te esquecer.
E agora o que eu faço?
E agora, o que faço?
Está tão difícil,
Cada dia mais silencioso,
Cada manha mais fria...
E agora o que faço?
Não me preparei para ficar sem você
Nunca imaginei isso, nunca pensei.
E agora o que faço..?
As vezes penso em sair por ai,
Mas as lembranças me perseguem,
Como se você fosse aparecer do nada e voltar...
E fico esperando...
Tenho certeza que é impossível te esquecer,
E me pergunto o que faço?
Seguirei como um andarilho
Num mundo incapaz de resolver isso,
Quem sabe, eu não consiga nunca
... E nem vou tentar...
" A quem interessa minha derrocada?
Como é mesmo meu nome?...
Eu me chamo luta. Eu me chamo paixão...
Sou a voz que amarga o pranto, não canto...Sou a escoria de quem me julga, sou
o tempo de quem me condena. Quanto a pena, que pena não suavizar o doce de quem saboreia o melhor. Que pena o cavaleiro mascarado, com sua espada justiceira, se esconder atrás da capa. Capa do insano poder, que marginaliza a luta de quem sucumbe em paz.De quem amordaçado deseja dias melhores. De quem na prisão da vida ousou atirar-se. De quem não quis simplesmente sonhar...
...
" Prefiro a incerteza da coragem, a covardia da prisão."
Oscar.
“” Eu quero a imperfeição dos mais que perfeitos
A corrigir minha perfeição
Quero a certeza dos duvidosos
A concluir minha insensatez
Hoje eu quero o bom
Acima de qualquer maldade
E a verdade sobrepondo a vaidade
Quero um mundo de irmãos
Que meu querer seja poder...””
"O 'não' de Deus salva mais do que o 'sim' que eu implorava."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
"Deus não é uma força unidimensional. Ele é o 'Eu Sou', o Ser autoexistente e eterno."
Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção
Meu amor, eu sempre achei que teria um indicador
do dia do fim de seu amor
mas como um sopro, hummm, aconteceu
Naquele novembro eu corri, corri em direção à sua casa
Mas só encontrei uma carta, a qual dizia…
“Desculpa eu não consigo me amar assim como tu me ama
Não consigo me apaixonar como você se apaixonou por mim
Mas agora não posso mais voltar para tentar reverter
minha casa está em chamas, assim como meu corpo
carne por carne, osso por osso
Eu precisava me perder pra me encontrar
Me queimar para me acalmar
Não é que eu me sinta triste
eu só sinto… nada
Me deixe ir, meu amor
esqueça e me deixe partir para”
To become was the sun.
A carta de Félix:
SUPER
Eu queria ser um super homem
única e exclusivamente para uma coisa; te superar
minha saudade já está em superávit
eu super voltaria contigo
mas você já não suporta essa ideia
Eu sou super, hiper, mega apaixonado por ti, meu amor
trocaria toda realidade por um pequeno beijo seu
Namoral, não me vejo longe de ti
me namora de novo, por favor
Mônica, meu peito bate por ti em velocidade supersônica
Eu sou um super otário.
A resposta de Mônica:
Recomeço
Eu li suas palavras, Félix, reli suas dores e revivi o brilho de todos nossos sabores. Você quer recomeçar, reconstruir o que quebrou, como se o tempo fosse um filme que a gente rebobinou.
Mas minha mente reclama, meu corpo resiste, lembrar da gente às vezes me deixa triste. Você se diz refém desse amor platônico, enquanto eu tento reformar meu eu supersônico.
Eu reconheço o esforço, reconheço o valor, reconheço até o gosto desse seu novo amor. Queria retribuir esse beijo, seria realmente demais...
Mas eu já resolvi: não volto atrás.
Encontrei!
me perdi, me perdi nas suas palavras, caras, e bocas
de vez em quando eu não entendia nada, ficava perdido
mas ali estava você, crente que eu estava me divertindo
me perdi dos meus pais, minha mãe não me quer por perto
meu pai insiste em viver comigo, mas não quero
enfim, no momento estou a mercê, mercê do destino
O qual eu espero, do fundo do coração, seja bom para comigo
me perdi na minha mente, quantas vezes tentei me matar?
não sei, só sei que nada sei, só sei que quando a lágrima cai
o corpo quer cair junto, enfiar a cara no chão, talvez pular de uma ponte
enfim, estou perdido e, sinceramente, nem sei mais o que é ser encontrado
só lhes digo uma coisa; eu encontrei, encontrei um “eu” oculto
ele passa como vulto, sinto de vez em quando, uma autoridade maligna
seria eu um receptáculo de Satanás? Bem, me perdi na leitura da bíblia também
Não sei exatamente, mas os sacerdotes não expulsam demônios, por que não tiram os meus?
Eu te amo
coloque suas cicatrizes em mim
coloque suas marcas na minha pele
jogue toda sua angústia e tristeza sobre mim
eu aguento, prometo que aguento, confie em mim
isso é o míniimo que eu poderia fazer por ti
por tudo que você já me deu, senhora
coloque suas feridas no meu rosto
suas dores no meu peito
eu não poderia ser mais útil
sou isso, só isso, um poço de dor e frustração
que merece ser cheio de lágrimas e sangue
eu sou um merda. mas te amo
Eu te amo
te amo como um cristão ama ao seu Criador
te amo como as aves amam voar no céu
te amo como as ondas amam a costa do litoral
você é tudo para mim, absolutamente tudo
não há nada nesse mundo que se compare
a sua presença ao meu lado, meu álibi
Eu não sei em que momento tudo desandou, desmoronou
mas posso afirmar uma coisa, eu farei o possível pra reatar
e o impossível para voltar, voltar aos seus braços, à sua casa
Perdão, perdão por que falhei contigo diversas vezes
sou um mero pecador que vai pecar novamente
obrigado por tudo, você é meu mundo
Obrigado por me fazer ver o quanto sou apaixonado por ti…
minha alma está presa a ti
meu corpo está preso a ti
minha vida está presa em você
eu não sei ao certo o que sinto por ti, mas uma coisa afirmo, é forte
é forte e poderoso, avassalador, me faz e desfaz cada dia mais
eu já não sei como lidar, sincera e honestamente
estou de mãos atadas, de pés amarrados
esse sentimento é perigoso
oh, quão poderoso és
eu só te peço uma coisa
uma única coisa
Doa um pouco menos em meu peito, machuque menos o meu ser…
“O amor não tem rosto”, eu ouvi.
Peguei todas minhas palavras e guardei.
Depois peguei meus pensamentos,
Aqueles dispersos pensamentos e juntei um por um como
retalhos de uma emoção.
O amor não tem rosto.
Talvez por isso tenha a melhor visão,
O melhor cheiro,
O melhor jeito,
O mais terno e ousado sentir.
— Mas como o amor não tem rosto?
Fecha a boca e fecha os olhos.
O amor não tem rosto.
E eu continuei a ver você na minha visão.
Eu tenho os olhos de ver a vida nascer em cada manhã com cheiro de bogari e casa limpa,
As vezes é preciso pisar firme nas crueldade dos outros, de todos seus sons crueis. Mas definitivamente, é imperdoável não perdoar.
As vezes, eu preciso apenas dançar uma música como a Dama de vermelho, rasgar o rascunho da letra e escrever outro verso. Eu escrevi.
E há quem diga que o que escrevo não tem nada haver comigo. Lina Veira
Lina Veira
Poesias minhas
O ofício do sofrimento
Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.
Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.
Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.
Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.
O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.
Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.
À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.
E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:
quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.
Gotas de lágrimas
Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.
Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.
Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.
Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.
Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.
E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.
Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.
E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.
Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.
"Como eu poderia ser a mesma depois tudo que eu passei?
Seria um insulto à minha dignidade e à mulher fantástica que resgatei."
Eu me recuso a ser diferente de mim mesmo, sou como sou e amo ser eu mesmo e sempre serei eu mesmo, ninguém além de mim.
Levei anos para me aceitar como sou, mas agora, amo tudo isso.
Se os outros não gostarem, que assim seja.
Eu..., eu sou um raio de sol, uma gota de orvalho, eu..., eu sou um rio, um grão de areia, uma praia, um mar, um mar de emoções, eu..., eu sou uma letra, uma palavra, uma palavra ainda por inventar, eu..., eu sou a luta, a luta que não acaba, eu..., eu sou amor, amor que banha um coração.
Eu vivo para amar, lutar, sou coração quebrado..., por ti, por mim, por ilusões, eu.... Eu sou...
Eu vivo...
Sou brisa que bate em teu rosto em dias de lágrimas e as seco.
Eu..., eu luto, eu sô quero viver, viver e amar...
Viver e amar, nada mais simples.
Porque é que te vivi?
E deixei de ser quem eu era
Para nunca mais o poder ser?
É quando eu acho que tenho tudo sob controlo
Que controlar-me é suficiente
Que me perco
Acho que esse é o problema do fogo
Tu não te queimas a menos que acredites que ele não te vai magoar
Quando te aproximas o calor é conforto
Mas só quando entras é que percebes quе também ardes
Ardemos os dois
Será quе ele percebe que me queima?
Será que é só a mim?
Será que também sofre por não saber o porquê da cinza?
São estas dúvidas que me agarram a mão
Onde acaba ele e começo eu
Quando é que deixa de arder?
Se arde espera que cure
Mas mesmo o que cura deixa cicatrizes
Eu não tenho ar para todas neste ato.
