Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Cerca de 572328 frases e pensamentos: Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Nem sempre o Destino é o descanso que procuramos, mas o caminho que vamos percorrer é que nos traz a paz que precisamos.

Inserida por antonydiego08

O que precisa pra ser feliz?

Uma dose de loucura pra esse mundo tão sério é claro.
Ah, e pessoas que fazem parte desses momentos, principalmente os que nos amam.

Inserida por antonydiego08

O que é uma foto?
Momento? Idolatria?
Sinto que algumas fotos são mera expressão do coração do autor. Seja auto estima, felicidade, satisfação, prazer... Encontrar motivos leva tempo, e nem sempre temos esse tal tempo a nosso favor. Sejamos então simplesmente felizes pela vida, por quem somos, por quem temos ao nosso lado. Sejamos felizes por nós mesmos.

Inserida por antonydiego08

Nós sentimos a Saudade em cada presente que desembrulhamos entregado pelo passado.

Inserida por antonioayrton

Nunca ame alguém por sua beleza e nem deixe de amá-la por seus defeitos, pois a beleza acaba e os defeitos se consertam.

Inserida por trevez104

Qual a diferença entre Gregório II ou Lutero e Calvino se todos eles mataram pessoas em nome de Deus?

Inserida por ajtolissano

ÁRVORES RADIANTES,
SOB O TEMPORAL DE LUZ:
JOGO DE CONTRASTES.

Inserida por antoniocabralfilhoha

A muinta gente que se preupa com o que o amigo vestiu o que fez e se esquece do mas importante ele próprio.

Inserida por joelsonrodas

Do que adianta uma vida curta de mais vivendo o realismo?
Se podemos ter uma vida infinita vivendo em fantasia.

Inserida por antonio_wegmann

Todo soldado é treinado para suportar a dor no campo de batalha
mais sofre em silêncio com a dor da saudade

Inserida por lisboapnz

NO DIA DA FOLGA,
REPOUSAM HOMENS E ARMAS:
EIS A PAZ DOS CAMPOS.

Inserida por antoniocabralfilhoha

Os incompetentes bajulam seus superiores para compensar a sua falta de profissionalismo.

Inserida por lisboa_oxeweb

Paródia da música "Como é que faz?" de Rob Nunes & Jerry Smith


Tô tentando fazer minha dieta
Tá difícil deixar de comer o macarrão
Porque, ficar só na beringela
Couve no detox, água e muita malhação

Se eu começar, eu vou parar
No primeiro jantar vai dar vontade de rangar
Pelo visto tô correndo o risco de nem começar
Deixa a dieta pra lá

Como é que faz?
Pro brigadeiro não faltar se eu quiser mais
Até o bacon tá em falta no meu prato
Se numa festa eu chegar, como é que faz?
Não comer bolo de aniversário

Autoria da Paródia: Ket Antonio

Inserida por ketantonio

Cinzas

Talvez o verão tenha queimado os frutos.
As mãos, ressequidas, apenas recolhem restos.
Cinzas, ardores, ossos.
Havia ali,
não se lembra?,
um rumor de desejo,
que nenhuma palavra salva:
todo poema é póstumo.
Botei a boca no mundo,
não gostei do sabor. Ostras e versos
se retraem
ao toque ácido das coisas tardias.
Na sombra insone do meu quarto,
o vazio vigia, na espreita do que não há:
por aqui passaram
pássaros que não pousaram. Fui traído
por ciganas, arlequins e cataclismos.
De nada me valeram
guardar relâmpagos no bolso,
agarrar nas águas as garrafas náufragas.

Linha de fundo

Assim meio jogado pra escanteio,
volto ao poema, este local do crime.
Mas é o desprezo que melhor exprime
aquilo que no verso eu trapaceio.
Se pouco do que digo me redime,
cópia pirata de um desejo alheio,
revelo a ti, leitor, o que eu anseio:
um abutre no cadáver do sublime.
A matéria é talvez muito indigesta,
me obriga a convocar um mutirão
para acabar com toda aquela festa
de pétalas e plumas de plantão.
Memória derrubada pelo vento,
quero aqui só lembrar o esquecimento.

Autorretrato

A Flávia Ampan

Um poeta nunca sabe
onde sua voz termina,
se é dele de fato a voz
que no seu nome se assina.
Nem sabe se a vida alheia
é seu pasto de rapina,
ou se o outro é que lhe invade,
numa voragem assassina.
Nenhum poeta conhece
esse motor que maquina
a explosão da coisa escrita
contra a crosta da rotina.
Entender inteiro o poeta
é bem malsinada sina:
quando o supomos em cena,
já vai sumindo na esquina,
entrando na contramão
do que o bom senso lhe ensina.
Por sob a zona da sombra,
navega em meio à neblina.
Sabe que nasce do escuro
a poesia que o ilumina.

RECEITA DE POEMA

Um poema que desaparecesse
à medida que fosse nascendo,
e que dele nada então restasse
senão o silêncio de estar não sendo.

Que nele apenas ecoasse
o som do vazio mais pleno.
E depois que tudo matasse
morresse do próprio veneno.

"DE CHUMBO ERAM SOMENTE DEZ SOLDADOS"
A José Maurício Gomes de Almeida

De chumbo eram somente dez soldados,
plantados entre a Pérsia e o sono fundo,
e com certeza o espaço dessa mesa
era maior que o diâmetro do mundo.

Aconchego de montanhas matutinas
com degraus desenhados pelo vento,
mas na lisa planície da alegria
corre o rio feroz do esquecimento.

Meninos e manhas, densas lembranças
que o tempo contamina até o osso,
fazendo da memória um balde cego

vazando no negrume do meu poço.
Pouco a pouco vão sendo derrubados
as manhãs, os meninos e os soldados.

Linguagens

Notei que o vôo negro da hipálage
não tinha o mel dos lábios da metáfora,
e mais notara, se não fora a enálage,
e mais voara, se não fosse a anáfora.

Chorei dois oceanos de hipérbole,
duas velas cortaram a metonímia.
O pé da catacrese já marchava
no compasso toante dessa rima.

Verteu prantos a anímica floresta,
mas entramos dentro do pleonasmo,
‘stamos em pleno oceano da aférese...

Vai-se um expletivo, outro e outro mais...
Os poetas somos muito silépticos;
os poemas, elípticos demais.

Concorde com Freud

Matou o analista e foi a Miami.
Na fuga, levou a reboque
a série inglesa de Hitchcock.

Damas ocultas em jardim sem medo
se ofereciam em zoom
para levá-lo a lugar nenhum.

Comparado a seu rosto, dir-se-ia negro
qualquer giz; tal qual surge, intenso,
um osso, no raio-x.

Indagado na fila do passaporte,
declarou que só trazia
na mala a morte.

A tudo respondeu solene e quieto
com minúcias tediosas
de um hemograma completo.

Da mãe herdara um trono abandonado,
escondido numa esquina da infância
e no calibre três-oitão recuperado.

Queria entrar no Reino da Fantasia,
saudar Minnie, Pateta, Alice e a Madrasta,
e com o mel do amor e o mal da teimosia

suplicou à polícia a dádiva de um dia.
Voltou algemado, em classe econômica,
sendo também proibido

de ligar até um fone de ouvido.
Desejou marcar nova sessão,
mas no Paraíso não se dá plantão.

Caju, Catumbi, João Batista,
num deles mora hoje o analista.
Órfão pela terceira vez,

passa o dia jogando damas
na cela do xadrez. Viver, agora,
quando tantos dissecaram sua história,

lhe parece bem mais fácil:
ele, sem qualquer ajuda,
conseguiu escrever o posfácio.