Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Busque a dignidade antes da felicidade.

Vou porque ir é o meu destino, se volto, não sei, só a ida me faz peregrino.

O meu feitiço virou contra o feiticeiro, quis torná-la escrava do meu amor, mas o seu amor me escravizou primeiro.

Precisamos nos esforçar para entender o que vemos porque é muito difícil gostar daquilo que não entendemos.

Quando o vento apaga a chama da vela, a culpa não é do vento, mas de quem não fechou a janela.

Pobre do homem que só consegue ser bom quando acredita que tal postura lhe trará benefícios noutra vida. Tal homem não é bom, mas apenas um negociante.

A pior pobreza é a espiritual, pois não existe esmola para os pobres de espírito.

A fé move montanhas quando estamos dispostos a carregar muitos carrinhos de terra.

Os livros são antídotos para a ignorância, mas nem sempre o são para a estupidez.

O autoamor tem o poder de transformar o amor alheio em complemento da felicidade ao invés de condição para alguém ser feliz.

‘Nascer é esquecer, viver é absorver e morrer é lembrar’.

Lembre-se que Jesus perdoou o ladrão, mas não o removeu da cruz porque a justiça precede o perdão.

Não procuro comprovações para as minhas crenças; procuro-as para ter em que acreditar.

Melhor arrepender-se pela incredulidade do que pela crença em falsidades.

A humanidade desfila na beira do precipício,
Não que seja novidade, para nós é quase um vício.
A mesma ciência que ajuda salvar vidas
É a que estuda formas mais eficientes de atirar para a tirar.
É fato que o conhecimento não tem lado,
Mas o que fazemos é acelerar com o freio de mão puxado.




É fato que amamos odiar, a guerra nos motiva a avançar.
O caos é uma festa em que adoramos dançar;
Somos atraídos por ele, à meia-noite uma bomba nuclear.
O tempo passa e buscamos motivos para nos isolar.
Povo diferente? Mais um souvenir.
Pouco importa discernir,
Troca de presentes — às vezes nem é isso,
Só consumismo barato, disfarçando xenofobia e racismo. No fim turismo,
Aproveitando a feira do outro lado da fronteira.




Um mesmo ser, detalhes nos impedem de conviver.
Assim que as bombas estourarem, não haverá mais divisão,
Finalmente a igualdade: o fim de toda a civilização.
Não é o ideal, mas é a sentença do tribunal
Onde somos réus, carrascos e vítimas.
O lobo correndo atrás do próprio rabo,
Pois, bem como disse Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.
No fim todos morrem.

Ás vezes o coração congela por conta de tanto frío na barriga, tanto vento provoca tempestades na mente e no meio dessas nuvens não é possível enxergar, mas não permita chover em seus olhos se não for para que os raios de luz possam entrar.

O populismo é capaz de levar uma atrocidade
ao padrão moral da sociedade.


Os indivíduos são resíduos
de uma fornalha que queima com o combustível
do generalismo, medo e ódio.


Levando os líderes ao primeiro lugar no pódio.
A escada de carne e osso tem como alicerce
ressentimentos, justificativas de fracasso,
como bolas de aço presas em seus calcanhares.


O problema pode existir e ter validade,
mas não é visto nem resolvido com base na realidade.
Murmúrios os unem, falácias os munem.
Aplausos ocultarão a necessidade de uma nova opinião.

Na nossa história, algumas páginas são pesadas como concreto. Algumas são escritas com sangue em vez de tinta; às vezes, enquanto estamos escrevendo alguém bate na nossa mão, pois escrevemos essa história com outras pessoas. A nossa história é longa, certamente não está no começo e não sabemos como nem quando ela acaba; não sabemos o que é vírgula e o que é ponto final. Continuamos um caminho que já nos precede, já que não começamos nossa história pelo primeiro capítulo. Nesse trajeto — muitas vezes caótico e sem direção — temos algumas pistas que nos fazem repensar. Nessa história, há muitos apócrifos, fragmentos e rascunhos aos quais provavelmente nunca teremos acesso.

Algumas pessoas sobrevivem mesmo que mortas; embora nem as tenhamos visto, e às vezes sequer tenham existido, algo resta: ideias, histórias, imaginários. Outras pessoas, mesmo que vivas, são para nós como se estivessem mortas, também há diversos contemporâneos aos quais são inexistentes para nós.

A morte não é o afogamento no rio da vida, mas é o mergulho que nos conduz à outra margem.