Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Razão e emoção devem se completar.

Uma vez que pensar pequeno ou grande dá o mesmo trabalho, é possível reconhecer que pensar grande nos liberta dos detalhes insignificantes.

A incerteza paralisa. A prudência é reflexão e ação no momento certo e na forma certa.

Enquanto houver interesse de momentos fotografar, há desejo de memórias registrar.

O interesse por coisas em comum evita o distanciamento e aproxima os corações.

As relações se constroem entre equilíbrio e desequilíbrio. Fases mudam sem aviso. Quando teu lado na balança é leve, tudo parece bem. Mas, se o outro sente enfatiza o peso maior, o desequilíbrio deixa de ser movimento e se torna desestímulo.

Alguns dias começam na alma.

Te conto uma coisa que às vezes me pega no meio do dia, quando estou fazendo algo banal como mexer numa xícara ou olhando a janela sem motivo nenhum. Eu paro e penso que já não reconheço mais aquela pessoa indecisa que eu era. Parece até estranho falar assim, como se eu estivesse descrevendo uma conhecida distante, alguém que já dividiu a mesma casa comigo dentro da cabeça, mas que hoje mora em outro endereço emocional. E não foi uma mudança organizada, dessas que a gente planeja numa agenda bonita. Foi no meio do caos mesmo, naquele período meio insano da existência em que tudo parecia acontecer ao mesmo tempo, como se o universo tivesse resolvido testar a resistência da minha alma numa maratona que eu nem sabia que estava inscrita.

Houve dores que eu não tinha vocabulário para explicar. Aquelas que não cabem em frases simples, que fazem o corpo cansar antes mesmo do dia começar. E houve acontecimentos imprevisíveis, daqueles que chegam sem pedir licença, quase arrancando o fôlego da vida, como se o ar ficasse curto por dentro. Eu lembro de pensar, em alguns momentos, que talvez eu estivesse atravessando uma daquelas fases em que o mundo fica meio opaco, meio silencioso demais, e a gente começa a sentir a fragilidade dos dias como quem segura um copo de vidro muito fino. Qualquer movimento parece arriscado.

E tem algo que pouca gente fala com calma. Quando a doença passa perto da gente, ou quando o corpo decide lembrar que é limitado, os dias ficam diferentes. Existe uma melancolia leve pairando no ar, uma espécie de reflexão constante que chega sem ser convidada. O relógio parece ter outra lógica. O tempo ganha peso. Eu comecei a observar coisas que antes passavam despercebidas, como o valor de simplesmente respirar fundo e perceber que ainda estou aqui, ainda existindo nesse caos organizado que chamamos de vida.

Só que, curiosamente, foi exatamente ali, naquele cenário meio turbulento, que eu comecei a me encontrar. É quase paradoxal. Enquanto tudo parecia instável, alguma coisa dentro de mim começou a ficar mais firme. Como se a vida estivesse dizendo, com aquele tom filosófico que às vezes ela usa sem avisar, que viver não é um caminho reto e confortável. Viver é esse conjunto de provas inesperadas, dessas experiências que nos desmontam um pouco para depois nos reorganizar de um jeito mais verdadeiro.

Hoje, quando penso naquela versão indecisa de mim, eu não sinto vergonha nem vontade de negar que ela existiu. Eu olho com certa ternura, na verdade. Aquela pessoa estava tentando sobreviver com as ferramentas que tinha na época. E agora eu percebo que tudo aquilo, até as dores e os momentos em que eu quase perdi o fôlego emocional, foram parte do processo de me tornar mais humana. Mais consciente, talvez. Mais real.

Porque ser humana não é ser forte o tempo todo. É atravessar fases frágeis, sentir a melancolia de alguns dias, aprender com o próprio corpo e com as surpresas da vida. E mesmo assim continuar caminhando. Não perfeita, não invencível, mas mais inteira do que antes. Às vezes eu até sorrio sozinha pensando nisso, como quem descobre que a própria história, apesar de bagunçada, faz um sentido bonito no final das contas.


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Tem um momento curioso da vida em que a gente percebe que algo mudou, mas não houve fogos de artifício, nem anúncio no alto-falante do universo. Simplesmente aconteceu. Um dia eu acordo, preparo um café qualquer, desses que parecem conversar com a gente enquanto sobe o cheiro pela cozinha, e percebo que aquilo que antes pesava no peito já não ocupa tanto espaço. Não é esquecimento, não é indiferença, é outra coisa. É como trocar um móvel enorme de lugar e descobrir que a sala respira melhor.

Eu lembro de quando certas lembranças doíam como quem pisa descalça em pedra quente. Tudo parecia recente demais, vivo demais, quase insolente. O passado às vezes se comporta como visita inconveniente, entra sem bater, senta no sofá da memória e ainda pede atenção. E eu, naquela época, ficava olhando para dentro de mim como quem procura um botão de desligar emoções. Não achava. A vida, sábia e meio irônica, nunca entrega manual de instruções.

Mas então chega um tempo. E esse tempo não avisa que chegou. Ele se instala devagarinho, como luz entrando pela janela no final da tarde. O que antes era ferida aberta vira cicatriz. E cicatriz é uma coisa interessante, ela não some totalmente, mas também não manda mais na história. Eu olho para trás e penso que sobrevivi a mim mesma. Parece filosófico demais para uma sexta-feira comum, eu sei. Ainda assim é verdade.

Existe um tipo de silêncio que aparece quando a dor se transforma em superação. Não é o silêncio do vazio, é o silêncio da paz. Como se o coração finalmente sentasse numa cadeira confortável depois de caminhar quilômetros carregando malas que nem eram dele. E aí eu percebo que muita coisa ficou para trás não porque eu quis forçar, mas porque simplesmente deixou de me pertencer.

É estranho como a gente acredita que algumas dores vão morar para sempre dentro da gente, pagando aluguel emocional atrasado. Só que a vida tem essa mania de renovar contratos internos sem pedir opinião. Quando vejo, já não dói. E não doer mais não significa que não importou. Significa que eu cresci o suficiente para não sangrar toda vez que a memória passa.

Eu gosto de pensar que superar é um tipo de maturidade silenciosa. Não é aquela pose de quem venceu tudo, até porque ninguém vence tudo. É mais como quem aprendeu a caminhar sem tropeçar nas mesmas pedras. E quando olho para frente agora, existe um espaço novo dentro de mim, um espaço que antes era ocupado por perguntas, culpas e saudades que machucavam.

Hoje esse espaço virou paz. E paz, descobri, não é ausência de história. É presença de entendimento. É seguir adiante com o coração mais leve, quase sorrindo para o próprio passado, como quem diz obrigada por tudo, até pelo que doeu, porque no final das contas foi justamente isso que me ensinou a continuar.

Nós somos um pé-de-feijão! Ao menos assim me pareceu quando as mãos daquela criança seguravam o broto como se cuidassem de um bebê. Seus olhos eram estrelas brilhando. Ele me revelou que deveria regá-lo, como atividade escolar. Dessa forma, eu lhe disse:
"Esse broto que você está criando, você precisa ter fé de que ele vai crescer um dia. Também, por essa fé, cuidar dele, nutri-lo e regá-lo sempre. E saiba que, se por alguma razão este pé-de-feijão murchar, você estará sempre livre para poder plantar outro. Tenha certeza de que, no momento oportuno, vai crescer algum."
E ele, com o cenho confuso, assentiu com a cabeça. Assentiu, de fato, como todos nós, que, mesmo sem certezas, continuamos regando a vida - nós, que esperançamos.

Na vida, precisamos ser como uma águia: determinados, focados na sobrevivência e dispostos a enfrentar riscos sem nos distrair. É preciso lutar todos os dias para que o amanhã seja melhor que hoje.

Haverá dias em que a vontade de parar será grande — mas é nesses momentos que a força precisa falar mais alto.

Às vezes, também é necessário fazer como a águia: voltar ao ponto onde tudo começou. Revisitar o território de origem, não por fraqueza, mas para observar, recalcular e traçar um novo caminho.

Deixar de lado a ganância, focar no essencial e lutar pela própria sobrevivência. Recomeçar um novo ciclo. Ter coragem de abandonar lugares que muitos consideram sonhos, mas que não trazem propósito verdadeiro.

Seguir o instinto.

Porque talvez seja justamente nesse novo ciclo que você encontre estabilidade… um lugar onde possa “voar alto”, se sustentar com independência e iniciar uma nova fase — com mais paz, alegria e sabedoria.

Dica: Às vezes, recomeçar não é perder… é evoluir.

Deus teria deixado um manual. A Bíblia. Não como um livro de frases motivacionais ou promessas fáceis, mas como um mapa de funcionamento da condição humana. Um texto que expõe padrões, consequências, limites. Um manual que muita gente carrega sem ler e muita gente lê sem aplicar. E, segundo essa lógica, Deus ainda teria feito algo mais radical. Entrou no próprio jogo. Vestiu um corpo humano. Experimentou fome, cansaço, rejeição, medo. E jogou diante de todos. Esse humano foi Jesus.


Isso muda a leitura da existência. Porque se o próprio criador entrou no jogo e também teve um fim, então o fim não é falha do sistema. É parte dele. O problema não é morrer. O problema é viver como se não fosse morrer. O problema é adiar decisões essenciais achando que haverá tempo. O problema é gastar energia tentando construir uma imagem eterna dentro de um corpo provisório.


Você, homem ou mulher, não escapa dessa matemática. Não importa o quanto produza, o quanto acumule, o quanto seja amado ou odiado. O seu tempo aqui é finito. E isso não deveria gerar desespero, mas foco. A clareza de que cada dia é uma página que não volta a ficar em branco. Você escreve com ação ou com ausência. Ambos contam.


Quando você entende que ninguém além de um círculo muito restrito lembrará de você, algo interessante acontece. A necessidade de provar valor para o mundo começa a perder força. A pergunta muda. Deixa de ser como serei lembrado e passa a ser como estou vivendo agora. Não para aplauso futuro, mas para coerência presente.


Jesus não construiu legado no sentido comum. Ele não trabalhou para ser lembrado. Ele viveu aquilo que acreditava ser verdadeiro, mesmo sabendo que isso o levaria ao fim. E talvez seja aí que esteja o ponto mais desconfortável da história. A ideia de que o sentido não está em durar, mas em alinhar. Não está em permanecer, mas em atravessar com integridade.


Você vive em uma época obcecada por visibilidade. Likes, registros, arquivos, perfis. Tudo precisa ser documentado, compartilhado, validado. Como se o esquecimento fosse a maior tragédia possível. Mas o esquecimento é o destino padrão. O esforço para ser lembrado muitas vezes serve apenas para evitar a pergunta mais incômoda. Estou vivendo de acordo com aquilo que digo acreditar?


O fim chega para todos. Para o anônimo e para o reverenciado. Para o justo e para o injusto. Para quem construiu impérios e para quem mal conseguiu sobreviver. A diferença não está no fim, mas no percurso. E não no percurso externo, mas no interno. No modo como você lida com o tempo que recebeu.


Se Deus criou o jogo, o manual não promete vitória fácil. Promete sentido. Promete direção. Promete que viver com consciência custa, mas viver sem ela custa mais. Jesus não escapou do fim. Ele atravessou o fim. E isso redefine o valor da sua própria travessia.


Você não controla quanto tempo tem. Controla apenas como ocupa o tempo que passa. E isso não exige heroísmo histórico. Exige lucidez cotidiana. Exige parar de viver como se tudo fosse ensaio. Não é. É ato único. Sem replay.


Quando você entende que até o perfeito teve um final, você para de exigir eternidade de si mesmo. Para de adiar vida em nome de uma promessa futura que talvez nunca chegue. Começa a viver com mais presença, menos ilusão, menos teatro.


O fim chega para todos. E justamente por isso, cada escolha importa mais do que parece.

'O homem de sucesso é aquele que sabe administrar os seus fracassos'

''O homem escreve a sua história apressado
Para garantir um final feliz,
Mas de repente fica frustrado
Ao ver que escreveu tudo errado
E que não poderá dizer: — Não fui eu que fiz''.

''Na essência somos energia
E como tal nos eternizaremos,
Se teremos tristeza ou alegria
Isso definimos todo dia
Dependendo da forma que vivemos''.

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'A indesejada morte
É uma injustiça
Não contra quem morre
Mas contra quem fica'.

Eduardo de Paula Barreto


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A agressividade é uma tentativa inconsciente de esconder as vulnerabilidades.

O desejo de fazer justiça com as próprias mãos é compreensível, mas não justificável.

Meça o seu crescimento pessoal com a sua régua e nunca com as dos outros, pois quando a alface e o eucalipto atingem o ápice do crescimento, as suas estaturas são muito diferentes.

A felicidade é uma conquista individual, não existem grupos felizes, mas grupos de indivíduos felizes.