Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Eu julgava uma coisa necessária. Ele julgava outra. Não fomos feitos um para o outro. Nossas cores prediletas não são as mesmas. Nossos times, maiores rivais. Eu prefiro os lugares calmos, ele não sai dos agitados. No entanto, nossas almas se encontraram.
Eu gosto de como ele fala, como ele ri, como vira a cabeça e como as suas covinhas aparecem pra mim. Gosto de como seu cabelo comporta ao vento. Gosto daquela mão de furinhos, a boca carnuda que parece me convidar, intimidar. Adoro o timbre de quando ele me chama e a forma tímida de me cumprimentar. Gosto da sua cara de sono, do olhar com o que observa as coisas. Eu gosto de tudo. Eu gosto dele.
Os dias passam. Poucas coisas dessa memória infinitamente pequena que eu tenho dele vai ficando trancadas dentro do meu coração. Palavras, muitas vezes ditas, verdadeiras e vindas de dentro, eu guardei. Lágrimas dessem quando eu me lembro.
Pouco sei do que ele é. Pouco sei do que ele sente. Conheço tudo que o incrementa. Já me acostumei com a sua forma de tratar, um estilo “não ligo pra você” totalmente sentimental por dentro, florescendo de sentimentos. Ele sabe amar.
Pego meu celular e coloco em seu número. Ele importaria se eu ligasse? Seu olhar percorre minha insônia. Seu abraço o meu reflexo. Sua imagem a minha vida.
Eu te amo tanto que nem sei. Não saber o que você fez hoje dói. Aquelas palavras horrendas nunca saíram de dentro. A forma de você me tratar como se não me conhecesse e não assumisse é a pior das dores. Mas é difícil, não poder contar por já saber sua reação. Fingir motivos e problemas pra que você não saiba da verdade. Eu te digo de todas as formas, e você não quer escutar.
Dói o dia em que você não fala comigo – o que tem ficado extremamente comum – e dói mais ainda momentos em que você me diz, de forma subentendida, o quão sou insignificante nos seus dias. São detalhes pra você. São tormento pra mim.

Eu não sabia que a música era capaz de fazer com que coisas novas surgissem dentro da gente e de nos levar a lugares que nem o compositor imaginou. Deixava uma marca no ar a nossa volta e era como se, ao sair do concerto, você carregasse os resquícios consigo.

Jojo Moyes
Como eu era antes de você

Eu só queria uma chance
Meu amor pra te mostrar
O quanto que eu te amo
E o quanto quero te beijar
Não importa qual a altura que eu suba por você
Eu vou até na lua, pra fazer a minha vez
Mostrar que tu és rainha
E que eu quero ser teu rei
E mesmo meu amor, Que eu não possa lhe falar
Invento qualquer desculpa, pra pelomenos te mostrar
Que eu sou louco por ti
E até pretendo me casar!

Eu te desejo não parar tão cedo
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que voçe consiga ser tolerante

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um voçe possa confiar
E que tenha até inimigos
Pra voçe não deixar de duvidar

Eu desejo que voçe ganhe dinheiro
Pois é preciso viver tambem
E que voçe diga a ele ao menos uma vez
Quem é mesmo o dono de quem

Desejo que voçe tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda...
Amor pra recomeçar...

Não me deixe criar um relacionamento individual onde eu sou todos os personagens e nenhum enquanto você é a plateia, única, que faz questão de não aplaudir minhas fragilidades teatrais.

Eu confio em pouquíssimas pessoas, hoje em dia. Precisa muito mais do que alguns elogios e grandiosos sorrisos pra conquistar a minha confiança. Mas só necessita uma pisada de bola pra destruir todo julgamento que fiz anteriormente. E sim, acredito em segundas chances, mas raras as vezes. Acho que essa é minha melhor defesa.

Eu chorei lágrimas suficientes para ver meu próprio reflexo nelas
E então, ficou claro
Não posso negar
Realmente sinto falta dele
Só de pensar que eu estava errada
Acho que você não dá valor ao que tem, até perder
A dor é só uma consequência do amor
Estou me desculpando por nós

Já me criticaram por eu sonhar demais, mas continuo achando que é melhor sonhar o infinito e conquistar uma parte dele a sonhar nada e conquistar todo o nada...

Todos que me conhecem sabem que meus filhos são prioridade na minha vida e eu nunca machucaria uma criança.

...e então eu disse que sim, que estava disposto, que eu teceria. Que eu teço.

E quem eu elimino?
Quem faz falsas promessas,
quem não respeita o outro,
quem maltrata os animais,
quem não sabe amar,
quem não sente um arrepio na primeira brisa do outono,
quem faz mal ao próximo,
quem tem inveja.

Eu queria destruir tudo com requinte, com esses textos que estão perdidos nas gavetas. Queria usar tudo isso para quebrar imediatamente qualquer tipo de relação bonita que mal comece a acontecer. Eu sei que posso, a qualquer hora, destruir tudo. Fui treinada ouvindo palavras duras, que matam mais que arma de fogo. Mas, alguma coisa aqui dentro me impede. Princípios que me fazem ver tudo com mais clareza, exatidão e bondade. Princípios que dizem a verdade: um dia eu vou ter que viver uma história clichê, isso é inegável.
Os impulsos, os meus pensamentos rápidos e toda essa compulsão me fazem querer tomar decisões precipitadas, desistir de insistir sem fé nenhuma seja lá pra permitir ou impedir. Eu sempre fui empurrada por palavras, livros, impulsos... Sorte que os princípios e a minha personalidade (que não é nada fraca) sempre me barram e me perguntam:
“Está certo isso?”
Eu queria destruir tudo pra me proteger, voltar aos meus livros, aos meus textos, aos calos nas pontas dos dedos de tanto escrever. Queria destruir tudo para que eu não saísse ferida, machucada, como antes. Eu não queria te magoar, não queria apagar o que há de mais lindo no seu olhar.
Não queria fazer mal a você, não queria que você chorasse, que soltasse a minha mão. Sempre que eu tento me proteger e tentar não me ferir eu acabo ferindo a outra pessoa sem perceber; nessa minha atitude impulsiva e nervosa, que sempre me faz voltar atrás depois, nem que seja pra pedir perdão.
Sinceramente, continuar sem te ter ao meu lado não vai ser nada fácil.
Não queria cobrar nada de você, pedir nada. Não queria te ver assim. Mas a minha mania de ser sincera, de ser realista com tudo, mesmo que me cause dores piores que cólicas me fez te ver assim, hoje a noite.
Mas eu sei que você me conhece o suficiente pra saber exatamente o que eu queria dizer, o que eu estava pensando.
Eu não queria mas deixei você ir. Foi necessário pra você e pra mim.
Não acabou aqui. Ainda não.
Nada do que se constrói em tanto tempo pode acabar assim, ficam os resíduos e é isso que me dá esperança de que tudo volte a ser parecidamente como antes. Não precisa ser igual pois, só de te ter ao meu lado me entendendo, como sempre, já seria a melhor coisa pra mim.
Eu sei que eu podia escolher, que eu podia ter a coragem que você sempre teve. Olhando o mar, você disse em LIVRE ARBÍTRIO. Ok. Eu sei que eu tenho o livre arbítrio de andar pelo caminho que eu quero mas, agora, é como se, por trás do livre arbítrio, já existisse um destino fixo, algo que eu não consigo mudar. Sobrenatural. Uma coisa pré-determinada, que eu não posso violar.
Agora, por exemplo, se você me ligasse eu juro que diria TANTA coisa... Talvez eu conseguisse dizer tudo o que sinto, tudo o que acho e das coisas que eu queria me arrepender de ter dito e feito.
Não pensei que você me doesse tanto...
Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente.

Tudo o que eu sou, tudo o que eu fui, me trouxe aqui para ele.

Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte para andar comigo. Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível.

Tem sempre alguma coisa faltando
Quando eu paro pra pensar
Sobra só essa dor, que não é dor
Dormência de sentidos, procura de explicação

Cada minuto que passa pode ser tudo que me resta pra viver.
Mas eu desperdiço o tempo como se ele fosse infinito.
Penso... e logo sei, que existir é uma circunstância!

Quero ter alguém para sentir saudade, para amar, para sorrir comigo, para me cuidar, pra eu beijar, abraçar, sentir falta e ciúme. Quero, e mesmo quando tiver vou querer denovo, todo dia!

:)

À Solidão.
Eu já escrevi por obrigação, por instinto, por vontades sem explicação, por necessidade, por curiosidade, por simplesmente não ter o que fazer. Hoje eu escrevo para contar o tamanho do estrago que você fez na minha vida.
Tudo estava consideravelmente bem. Apesar de ser imcompleta em todos os sentidos, eu sabia lidar com isso. Então você apareceu, mostrou seu egoísmo, expos suas armas num arsenal infindável de maldades e, por fim, me deixou só. Não me deixou nenhum ombro amigo pra chorar mágoas passageiras ou tristezas eternas.

Quanto mais eu penso o que é certo pra mim, mais confundo os meus sentimentos! Mais penso que o meu futuro hoje em dia não depende mais só de mim, preciso compartilhar com alguém os sonhos que eu tenho de noite ou os pesadelos que me atormentam de madrugada, preciso dividir a minha felicidade e momentos inesquecíveis com alguém que torne a festa mil vezes melhor, preciso dizer todos os dias o quanto mudou minha vida, ou só preciso ligar a qualquer hora do dia só pra ouvir a sua voz quando atende o telefone! Eu preciso de alguém que precise de mim, da mesma forma que eu necessito dele! Eu preciso de alguém que me ame, mesmo me conhecendo melhor que qualquer outra pessoa.

Desde quando ele partiu meu coração,
nunca mais fui a mesma , eu cresci.