Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Irrita-me o pensamento de certas mulheres que enxergam suas genitálias como o dom supremo que qualquer inteligência jamais ousaria rejeitar, comportando-se como se possuí-las fosse a maior concessão que um ser magnânimo pudesse fazer a um outro tão inferior quanto um homem.
Há pessoas que se definem como "autênticas" porque desenvolveram o hábito de revelar às demais todas as impressões que estas lhes passam. São o que se poderia chamar de "autênticos compulsivos".
Na realidade o que não conseguem é "segurar a língua" em nome de uma pseudo-autenticidade que muitas vezes revela uma agressividade incontrolável - involuntária ou não - quase sempre associada à violação grosseira da intimidade alheia ou, no mínimo, insensibilidade para com os sentimentos dos outros.
A não ser que o expressem de forma inequívoca, nem todos se acham preparados ou desejam conhecer todos os detalhes da impressão que passam para os demais. Há que se ter cuidado, portanto, com verdades ligadas no "piloto automático" e não solicitadas. E mesmo quando alguém afirma desejá-las, o mínimo que merece é que tal impressão seja passada de uma forma elegante e, sobretudo, gentil, independente do grau de honestidade empregada. Nada mais equivocado do que confundir grosseria com sinceridade!
As sociedades modernas só conseguirão evoluir no rítmo que poderiam quando se conseguir extirpar delas os três tipos de indivíduos que retardam sobremaneira seu desenvolvimento e não se enquadram, tecnicamente, no que juridicamente se define como "cidadãos". São eles:
- o inconsciente
- o indiferente
- o inconsequente
O primeiro é aquele tipo de pessoa que não consegue sequer perceber a diferença entre o certo e o errado. Falta-lhe qualquer referencial para distinguir o que poderia ou não poderia ser feito, no que deva ou não deva contribuir para que o bem comum se instale, pois que o ato de viver é algo que lhe acontece instintivamente como a qualquer outro ser vivo, e que não depende de sua interferência para coisa alguma.
O segundo tipo é o do conformado que um dia até já acreditou que o empenho de cada um fizesse a diferença, mas optou por deixar que a iniciativa partisse sempre dos outros, e acabou por se convencer que ninguém tem força suficiente para mudar o que acredita ser a regra, passando simplesmente a aceitar a idéia como realidade.
Os indivíduos da terceira categoria são os que encaram a sociedade em geral como um grande jogo e eles próprios como jogadores: o prazer só existe diante do desafio de vencê-lo a qualquer custo, pois que o mundo se divide em vencedores e perdedores onde as regras se apresentam como submissão do perdedor ao grupo dos vencedores. Assim, para integrar este último, é preciso provar aos dois lados que nasceu e irá morrer atropelando as dos demais, pois a que criou para si mesmo está acima de todas as outras. Assim, o significado de "legal" jamais se aplica a algo como "legitimo em função do interesse coletivo", mas sim ao sentimento que o domina quando subverte as normas sem qualquer outra justificativa que não o prazer do desafio.
Mentira descoberta pela denúncia de outrem em vez de tropeços próprios no mínimo sugere estarmos diante de um calhorda inteligente. Não há coisa mais irritante do que burrice aliada a inabilidade, seja na presença ou na ausência de caráter. Antes a inteligência dos pilantras à mediocridade dos incompetentes.
Folia que se conta em dias...
Fantasias mudadas em momentos...
Cinzas que se estendem por intervalos cada vez mais longos, até a derradeira ilusão no brincar da vida.
Após recolocadas as fantasias no armário da alma há que se encarar a inevitável quarta-feira com suas cinzas e saudades dos dias felizes, restanto sonhar com um novo e remoto carnaval a ser vivido, ainda que por instantes que se alternam.
Existem intervalos de vida em que um passado feliz transformado em cacos nos coloca numa espécie de limbo entre a doce ilusão vivida e a negritude absoluta de um futuro assentado em alicerces profundamente abalados, forçando a uma reaprendizagem de posicionamento perante o mundo de forma a aceitá-lo com sua realidade, em lugar do romantismo pueril de antes, para que possamos ressurgir de nossas cinzas internas.
A arte para mim, seja quando a expresso através da escrita, das tintas, ou de qualquer outro meio, é o reflexo de um sentir que brota de dentro para fora, como o ser vivo que busca a tona d'água para respirar. Jamais conseguiria exercê-la por encomenda, ou visando o resultado financeiro que pudesse proporcionar. O artista em mim não consegue dividir espaço com o empresário. Crio para promover a vida,
não para ser promovido pela minha criação!
Excetuando-se as competições de natureza lúdica - como nos jogos e no esporte - não me permito competir em qualquer outra área:
Em se tratando de BENS MATERIAIS, faço prevalecer tão somente o direito legal sobre o que legitimamente me pertence;
Em se tratando de ESPAÇO, o meu eu defendo até o limite que a ética o permite, o de outrem eu respeito pelo que a lisura me cobra, e o que depende de medição de forças para definir de quem é, eu não entro na briga;
Em se tratando de PESSOAS, disputas ou rivalidades jamais se justificam porque as vejo como seres autônomos detentores do direito absoluto e inalienável de fazer suas escolhas. Se não conseguem fazê-lo eu o faço, optando invariavelmente por ser a parte cedente.
Quando se é jovem, 10% de nossas vidas é vivência e 90% são sonhos. Na maturidade, se reservados 10% para os sonhos está de bom tamanho, desde que os 90% restantes, de meras lembranças se traduzam por sabedoria.
Ao longo de minhas experiências como educador me deparei com treinandos que buscavam cursos apenas para obter a confirmação das suas próprias teses, rejeitando tudo o que se lhes insurgisse contrário a elas. Uma atitude mais inteligente seria tomar as antíteses como referências de comparação para se permitirem visualizar as sínteses através de ângulos mais enriquecidos por idéias alheias às que engessaram.
Como educador, é doloroso continuar assistindo ao longo de décadas nossos jovens cometendo verdadeiros "assassinatos" nas expressões verbais mais básicas do cotidiano, sem que evoluamos para um estágio em que adquiram, ao mínimo, consciência de suas necessidades educacionais mais elementares.
A única resposta que deves sair de nos, e em forma física de amar, e em seguida a forma espiritual seria conectada.
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