Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Podemos chamar a falta de compromisso de “assassinato crônico”, pois começa frustrando expectativas, em seguida abate o ânimo, depois subtrai a esperança, até que finalmente rouba a confiança na responsabilidade humana com as necessidades de seus semelhantes. Quem o pratica não alcança a dimensão de seu ato, pois que encontra razões triviais e corriqueiras – como falta de tempo, prioridades pontuais ou até esquecimento – para converter seu delito em quase nada, de modo a que não lhe produza nenhuma culpa... A sobrevivência alheia passa ao largo de suas corriqueiras tarefas. O que não consegue dimensionar é que, matando as esperanças de outrem, também lhes mata a alma. E quantos desistem da vida ao se descobrirem destituídos de seus sonhos.
Nada mais improdutivo do que apontar caminho que não se pediu!... Os que já conhecem não precisam, os que não conhecem vão duvidar, e os que não pensam não irão entender. Se quer que outros o encontrem, não vá além de mostrar o uso da bússola!
Por mais que os dois extremos insistam em te arrastar para suas respectivas trincheiras, tu te mostras mais forte quando manténs tua cabeça acima delas, pois tua posição entre os dois territórios que se confrontam deve ser definida por cuidadosa análise dos fatos seguida da escolha ditada por tua consciência. E não te furtes de revisá-la de tempos em tempos por receio de que exibam tua evolução como prova de tua incoerência. Isso só se mostra verdadeiro quando a mudança não traz ganho algum. O pensar que se cristaliza é que resulta de ignorância, já que não acompanha as inovações obrigatórias – e indispensáveis – para se adequarem à realidade que se mostra em permanente mutação. Lembra, então, que a busca do teu greenwich entre os dois hemisférios sempre te posicionará acima dos que te acusam, seja porque escolheram isso ou porque não conseguem alcançar a grandeza de teus propósitos. O essencial é que não te permitas ser aquilo que desejam que tu sejas, mas tão somente aquilo em que acreditas!
Cada qual que acredite no que seja bom para si. Mas quando insistem em lançar seu sacro fanatismo em meu rosto, eu me reservo o direito de dizer que não estou nem aí para os demônios deles!
O interativismo consciente dos materialistas sempre se mostrará menos nocivo ao mundo do que o segregacionismo intransigente dos fanáticos!
Por que será que tantos se ocupam em contar o número de "curtidas", quando uma só - pela pessoa de quem partiu - pode ser o maior atestado de seu bom-senso e lucidez?
A vida é contada pela quantidade de vezes que respiramos, mas é medida pelo número de vezes que nos tira a respiração quase sempre por conta de pessoas com vocação pra nos fazer perder o fôlego!
Para que tua decência se mantenha intacta e – mais precisamente – se mostre LEGÍTIMA, ela não depende de religiões, de igrejas, de heróis nem de um deus que te aponte o caminho. Não abre mão, simplesmente, de teus PRINCÍPIOS! Eles, sim, é que te mostrarão a necessidade de reforço pela religião, de apoio da igreja, da inspiração através de algum herói ou da harmonização com tudo o que teu Deus espera de ti.
A idade nos traz o entendimento de que não cabe mais radicalizar no que quer que seja, mesmo quando o convívio com o absurdo nos subtrai a esperança no mundo e o extremismo das soluções defendidas nos produz revolta ou, no mínimo, perplexidade.
Minha luta incansável não é contra as soluções "fora da caixa" propostas por quem quer que seja, mas contra o radicalismo ideológico usado como meio de se chegar lá por qualquer desses agentes.
Basta de se tentar combater violência com ações extremistas! Por esse método não apenas se corrobora com ela quanto a agravamos, pois que violência gera mais violência. O que se precisa é atacar as origens para muda-las, não suas consequências, que são automáticas e se constituem muitas vezes na única forma percebida de sobrevivência.
Buscar o consenso para uma interpretação divergente é perfeitamente salutar, desejável, e sempre produzirá mútuo crescimento. Já discutir divergências estruturais – que implicam em diferenças consolidadas sobre valores e princípios inconciliáveis – não só se mostra absolutamente inócuo quanto desprovido da dosagem mínima de bom-senso; não se prestando, portanto, a contribuir com ninguém ou com o que quer que seja.
O problema de quem repete o tempo todo que “Deus está no controle” acontece quando a pessoa se acostuma a transferir para Deus a integral responsabilidade sobre tudo o que irá colher, esquecendo-se da parte que lhe compete na hora do plantio.
É bem verdade que são as pessoas, e não os livros, que mudam o mundo. Mas também se sabe que é nos livros que elas descobrem como fazer isso!
A confiança é, talvez, o maior capital que construímos junto às pessoas ao longo de nossa existência. Quando não lhe damos o devido valor de forma contínua e habitual, não há como esperar que esse capital não se esgote em algum momento, e sem garantias de que seja resgatado. As pessoas, numa primeira instância, podem ainda acreditar nele; na segunda experimentam oferecer um voto de confiança, mas a terceira dificilmente passa de um “pagar pra ver”, isso se todos já não estiverem convencidos de que o ponto da reversão foi ultrapassado, não tendo como culpá-los por isso! Essa é uma das coisas, portanto, onde o mais importante é o “durante” e não o depois, na construção de uma obra que jamais termina e é avaliada ao longo de todo o nosso tempo, e não no ato da entrega de um suposto “produto acabado”.
HUMANO é aquele que, ao chegar ao máximo de sua possibilidade, percebe que atingiu seu limite e pára, pois sabe o que acontece depois; HERÓI é aquele que, ao atingir o máximo de sua possibilidade, não o aceita como limite e continua, acreditando que pode mudar esse depois; SANTO é o que sabe ter atingido o máximo de sua possibilidade, não dá a mínima para o limite e vai em frente, ainda que saiba o depois. Mais do que a escolha, a diferença está na importância dada a um “depois” além do que ele consegue saber.
Para o humano é o bastante cumprir seu papel, sem achar que está ali para salvar o mundo.
Para o herói, o bônus da consagração supera todo e qualquer risco a que se expõe na tentativa.
Já ao santo o foco se resume à ação em si, e o bônus que vem depois não figura na lista de etapas.
O medo é saudável e necessário enquanto atua como protetor e guardião de nossa integridade física. O problema é quando lhe outorgamos uma procuração para ser nosso carcereiro.
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