Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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⁠São cinco os princípios que norteiam a ocorrência de improbidade administrativa na política: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. No entanto, apenas os quatro primeiros são tomados como razão para retirar um político de suas funções apesar de se ter na eficiência o mais importante de todos, já que é eleito para melhorar as condições de vida da população, e não omitir-se ou piorá-las. Prova-se assim que não é a ausência do mecanismo legal que impede o avanço da incompetência, mas seu desrespeito.

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⁠Não é raro se acreditar que, para defender valores inegociáveis, seja necessário expressá-lo de forma tão incisiva que dispense preocupação com rispidez ou grosseria. Bem ao contrário: quanto mais elegantes e educados se mostrarem os argumentos, mais respeitados serão, pois que não se atingirá pessoas em seus brios para que usem a emoção em lugar da razão, tornando-as mais aptas a refletir.

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⁠Algumas pessoas passam 100% de seu tempo de vida oferecendo provas incontestáveis de que nem mesmo um bandido inteligente consegue produzir tanto estrago e se mostrar tão nocivo quanto um ignorante bem intencionado.

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⁠Ao comparar meu tempo de aprendizado com os fatos que ainda me chocam, por várias vezes me questionei se, após todo esse tempo, não me preparei como deveria para o que a vida nos reserva. Mas após constatar que a crueldade vigente não foi o bastante para reduzir-me a humanidade, acabo me convencendo de que tenho mais a agradecer do que a lamentar.

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⁠De tudo que escrevo, é notório que os conteúdos mais relevantes são os menos lidos. Estaria a humanidade hoje mais propensa a se mostrar do que a pensar?

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⁠Até mesmo minhas publicações me dizem que ando na contramão do caminho trilhado por grande parte da humanidade pois que, ao me aplaudir, a maioria rende homenagem a textos que eu detesto lembrar tê-los escrito.

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⁠Ainda me dizes que te decepcionas? Ó tola carência humana de ser levada a sério, quando tua extensa trajetória já deveria ter-te convencido de que a natureza humana não é séria!

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⁠Todas as crenças humanas afirmam buscar a Verdade, mas ao se virem diante dela escolhem manter as velhas mentiras para não ter que enfrentar as certezas.

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⁠Quando o homem não consegue entender o percurso real entre A e B, ele cria uma trajetória inversa a partir de B repleta de elementos precipuamente reunidos para sustentar sua tese, construindo uma “verdade” à sua imagem e semelhança que se sobreponha a todas as demais.

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⁠⁠Pra que buscar pela verdade, se reclamar do que escondem de nós é muito mais divertido?

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⁠Quando nos deparamos com uma “verdade” previamente estabelecida, ponderá-la ou apresentar argumentos se mostra totalmente improdutivo, pois que já está decidido em que se quer que acreditemos. E é quando o bom-senso nos recomenda poupar tempo e energia!

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⁠⁠A distinção entre crenças libertadoras e crenças limitantes passa pelo rigor dos filtros que instalamos em nossos cérebros graças a uma habilidade conhecida como bom-senso!

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⁠⁠Crenças insanas são resultado de escolhas. Crenças sensatas resultam do exercício da inteligência, que as converte em hipóteses, e por último em consciência.

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⁠⁠O que distingue uma crença legítima de uma forjada é que a primeira é resultado de um profundo trabalho de pesquisa e comparação de elementos aparentemente desconexos, enquanto que a falsa é produto de uma opção pura e simples por um cérebro não habilitado ao exercício da lógica, que lhe permitiria comparar coisas distintas e extrair deduções do que elas que lhe revelam.

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⁠⁠O problema de lidar com pessoas indiferentes e auto-alimentadas é que, pouco a pouco, as demais se cansam de desperdiçar energia com elas, desistindo de tentar outras vezes. Num dia em que algum lampejo de luz as atingir, poderão descobrir que se transformaram em ilhas isoladas e estéreis pela certeza dos antigos doadores de que o mar aproveitaria melhor as pérolas enviadas a elas do que se chegassem ao seu destino.

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⁠⁠Existe a ilusão de que o acesso ao conhecimento automaticamente nos conduz ao Despertar, mas isso não é real. Não raramente buscamos apenas o conhecimento de temas que sustentariam nossas próprias teses. Chegamos a selecionar aqueles que se prestem a “comprová-las”, mas isso não vai além de trocar a ignorância de antes pela falsa verdade de agora, ou apenas substituir crenças erradas por novas.
Existe, porém, um teste que nos mostra, de forma inequívoca, quando chegamos ao Conhecimento – aquele real, com C maiúsculo – que se traduz pelo patamar mais elevado do saber: acontece quando os julgamentos errados dos outros não mais nos atingem, nem mexem com nossas emoções para provarmos “a crença verdadeira” a quem quer que seja. O Conhecimento real é silencioso e consciente. Ele nos fala de dentro de nós que basta que O sintamos, em lugar de O exibirmos. Portanto, enquanto te sentires tomado pela emoção, enquanto precisares provar que és tu quem está certo, então apenas trocaste teu obscurantismo de antes por crenças novas, mas elas continuam tão obscuras quanto antes, e segues acreditando nas verdades que tu mesmo criaste para ti apenas para alimentar tuas vaidades e garantir tua sobrepujança!

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⁠Quem faz sai em busca de recursos. Quem não faz sai em busca de culpados.

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É comum dizer-se que a geração do século XXI é mais autêntica que as anteriores. O que se constata, no entanto, é a perda da fronteira entre o público e o privado, e da distinção entre emoções autênticas e “emoções de plástico”. Nossos jovens de hoje se esforçam por mostrar felicidade por não conseguir senti-la, devassando toda sorte de mazelas nas redes porque, de tão vazios por dentro, não aprenderam o valor de um momento especial. Ações que antes integravam a vida privada por serem desimportantes ou até mórbidas assumiram conotação de “transparência”.

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⁠A sociedade da comunicação instantânea trocou sua humanidade pela função de protagonistas de um espetáculo cenográfico montado para encantar sua plateia com cenários impecáveis, falas e gestos ensaiados para impactá-la, mas sem vínculo algum com a realidade dos atores.

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⁠Chega um momento em que não desejamos mais acumular aqueles “dispositivos bonzinhos” que não agregam coisa alguma ao que precisamos melhorar, além de ocupar um espaço precioso do HD biológico que queremos produtivo e funcional pelo resto de nossos dias. E é quando acordamos para o fato de que a lixeira não foi feita para o descarte de vírus, mas de todo e qualquer componente que não exerça uma função indispensável em nossas vidas.

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