Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Se a intenção é chegar à idéia perfeita, o meio mais eficaz é submetendo-a ao maior número possível de cabeças, pois que surgirá do confronto de muitas. Mas se o objetivo é comunicar o que se pensa, não há nada mais idiota do que optar pelo compartilhamento coletivo, pois ganhará mil versões que tornarão vis seus pensamentos mais nobres. Nunca a humanidade universalizou o “besteirol” e gerou tantos conflitos como depois de inventar os famigerados “grupos instantâneos”, onde os minutos de fama são usados para jogar tinta de inteligência sobre os pensamentos mais medíocres, de modo a compartilhar asneiras, inflamar egos e despertar rancores.
Como nos disse Hobbes, “o homem é o lobo do homem”. Uma coisa, pois, que a vida ensina e está sempre nos lembrando é que podemos passar toda a existência nos entregando às pessoas de corpo e alma, mas logo na primeira vez em que se sentem contrariadas elas esquecem tudo o que foi feito, e a única coisa que parecem sentir é de não terem ido com a sua cara desde criancinha.
Mostrar-se consciente e disciplinado é admirável; tornar-se servil a preceitos alheios é desprezível.
Qualquer tipo de censura é o caminho mais rápido para o autoritarismo ilegítimo e arbitrário, pois que o estado toma para si o direito de substituir a seu bel prazer as escolhas das pessoas, o que transforma seus cidadãos em fantoches subservientes e manipuláveis. Cabe ao estado garantir a ordem e o princípio de licitude, o que não inclui a decisão sobre assuntos de cunho ideológico, filosófico, moral ou de qualquer outra natureza que não se traduza por crime tipificado pelos dispositivos legais. Moralidade é assunto de natureza essencialmente pessoal, e seu controle atenta contra todo e qualquer sentido de Liberdade. Compete ao indivíduo decidir sobre o que quer ou não quer ver, ou a seus filhos, e cada vez que permitimos que o estado o faça em nosso lugar, aceitamos ser convertidos em seres abjetos e servis, que se confessam incapazes de gerenciar sua própria trajetória. Ter as rédeas dela nas mãos chama-se DEMOCRACIA, que tem como maior missão preservar o que você tem de mais sagrado, que é sua LIBERDADE.
Semear Conhecimento é como jogar sementes da janela de um trem: elas são espalhadas ao acaso, mas é a terra que as recebe a responsável por fazê-las germinar, o que só acontece caso estejam prontas para abriga-las em seu seio e fornecer-lhes a água que as transformará em lindas e perfumadas flores.
A forma de demonstrar que amamos nossos filhos é deixando-os livres para ser como são, com suas idéias, dificuldades e idiossincrasias. O tempo de cobranças é encerrado no momento em que saem do ninho para viver suas vidas, e é quando amor passa a ser sinônimo de respeito, e suas buscas por nós o melhor termômetro de que seguimos cumprindo com nosso papel.
Nunca dependi de ídolos, gurus ou heróis me apontando o caminho. Alguns exemplos me inspiram, mas o mestre que sigo é o meu cérebro.
O problema do extremista de esquerda é partir da premissa de que todo político de direita é tirano, e o de direita acreditar que todos os de esquerda são terroristas. O fanatismo não lhes permite entender que tanto pode existir direita moderada quanto esquerda libertária em uma democracia sem que o substantivo esteja obrigatoriamente associado ao mesmo adjetivo. Assim como toda unanimidade é burra, o fanático ideológico só vê seu igual, a exemplo da toupeira que só consegue enxergar no seu próprio ambiente de trevas.
Não são os grandes esforços que fazemos pelas pessoas que subtraem nossa energia, mas a banalização do preço pago para atender coisas tão supérfluas que tropeçam no desrespeito.
Existem pessoas tão exploradoras e egocêntricas que nos deixam a nítida sensação de que qualquer sacrifício que façamos por elas será sempre inútil, pois que jamais o notarão. Cobram sempre mais e mais, nunca se satisfazem e basta que não se vejam atendidas uma única vez para sermos transformados nos seres mais abjetos, frios e indiferentes que já pisaram o planeta.
O terror que algumas pessoas sentem de virar mais uma vítima da torpeza alheia faz com que vendam suas almas às indignidades, se acovardem diante de ações espúrias inequívocas e admitam o abjeto, criando justificativas para si mesmas de forma a continuar tolerando o intolerável.
Como saber se a carapuça se ajustou perfeitamente à cabeça de quem
a tomou para si? Ela pesa como chumbo, inclinando quem a está usando até o ponto de se perceber cara a cara com a própria vergonha!
O limite do medo vai até onde não nos cala diante da torpeza, e nem nos acovarda ao ponto de aceitarmos trocar a justiça pelo conforto.
O bom combate é aquele em que não se replica a estratégia dos covardes, escolhendo antes a consciência como arsenal de guerra, a verdade como munição e a caneta como arma.
Sempre que se permite o mal prevalecendo sobre a decência e nada se faz a respeito, fica-se refém de quem o pratica, aceita-se o medo colocado acima da dignidade, e ganha-se o desprezo dos que o testemunham por conta de uma covardia degradante e injusta.
Estás descobrindo que ainda não aprendeste nada sobre a vida? Então aprende mais uma coisa: o ato de viver é uma guerra na qual terás que enfrentar gigantescas e dolorosas batalhas – algumas mais fáceis e outras terrivelmente difíceis – e onde não és posto guerreiro; precisarás aprender a sê-lo por ti mesmo se quiseres sobreviver pelo tempo que te foi dado. Mas não te exasperes nas em que amargaste a derrota, pois estas é que te deixarão capaz de enfrentar as que ainda estão por vir. Lembra apenas de que a ira das guerras é combustível apenas enquanto dura a batalha e, depois dela, veneno, para que não a retenhas em ti como medalhas de bravura. Ao fim de cada batalha dedica teu tempo à cura das feridas e deixa a guerra dentro da guerra, caso contrário a perderás para ti mesmo.
Neste século das “modernidades”, que bem poderia ser chamado de “a era das caras e bocas” por substituir o conteúdo pela vaidade concentrada no fútil, a qualidade - que um dia já foi a regra - cedeu espaço quase absoluto à quantidade daquilo que, em muito se peneirando, em muito pouco se distancia do nada.
Decálogo da serenidade
I. Ninguém te obriga a conviver com o mal que não queres pra ti.
II. Se não tens como evitar o contato, vacina-te para deter o contágio.
III. Tua paz não é negociável nem para que outros preservem a sua.
IV. Não cabe arrancar joio da plantação alheia, apenas achar outra para semear.
V. Podes renunciar ao que queiras, mas ao incluir tua paz podes não voltar a tê-la.
VI. Não precisas de abono para te protegeres, senão o da tua consciência.
VII. Não podendo impedir que o mal se aproxime, cuida de afastar a ti mesmo.
VIII. Tens o direito de escapar à bulha que traz prazer a quem a permite.
IX. Não cabe a ti servir de antepara a quem não a levanta por si mesmo.
X. Aos que acolhem o mal como remédio, cabe a eles buscar o próprio antídoto.
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